Em 1966, junto com Vinicius de Moraes e dividindo os vocais com o Quarteto em Cy, Baden Powell gravou o álbum 'Os Afro-Sambas'.
Coletânea de canções de candomblé, capoeira ou inspiradas em temas afro-brasileiros, o álbum tem a clássica 'Canto de Ossanha', que contou com a participação de Betty Faria no coro.
Dizem que, como canções de candomblé não podem ser interpretadas à toa, Baden precisou pedir autorização aos pais de santo para poder gravar um álbum com tais músicas.
Dizem também que Vinicius de Moraes frequentava os terreiros de candomblé e, ao contrário dos outros participantes dos rituais e das cerimônias religiosas que sentavam no chão, sentava-se em um banquinho por incorporar entidades superiores (ou será porque ele era Vinicius de Moraes, hein?!).
terça-feira, 17 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Rivotrill: remédio pra alma
Há algum tempo ando tomando doses cavalares de música instrumental. E tenho descoberto muita coisa boa sendo produzida no Brasil e fora daqui.
Há algum tempo, em 2009, na verdade, fui ao Centro Cultural Rio Verde (CCRV), na Vila Madalena, assisir a um pocket-show com Vitor Araujo e a Rivotrill, tocando parte do repertório do então novo show deles em formato acústico.
(Para quem não conhece o CCRV, vale a pena conhecer, seja em dia de show, ou apenas para dar uma volta pelo espaço que é bem bonito.)
Por ter chegado cedo, acompanhei todo o ensaio dos meninos do lado de fora e vi que, realmente, eles sabem o que estão fazendo.
O show completo aconteceu no Auditório do Ibirapuera, no final de semana seguinte, e, apesar de pouco público, teve na plateia - além de mim e de outros desconhecidos - o jornalista Boris Casoy (isso é só pra dar uma autoridade pro discurso – quer dizer, o show é bom, tão bom que até Boris Casoy esteve lá e comprou dois CDs e dois DVDs ao final... rs...).
Vitor Araújo é o menino-prodígio da música instrumental brasileira. Com apenas 11 anos de idade e um ano de estudos musicais, o recifense chamou a atenção por sua habilidade ao tocar piano, executando Invenção a duas vozes, número 2, de Bach, e sendo indicado para representar Pernambuco em um concurso em São Paulo. Na ocasião, conquistou menção honrosa em sua categoria.
A Rivotrill é uma banda instrumental, que como Araújo, vem de Pernambuco. O grupo, formado por Júnior Crato (flauta transversal, sax), Rafa Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (percussão), foi eleito como banda revelação no RecBeat em 2007 e, desde então, vem se apresentando com muita qualidade e muito bom humor.
A união desses jovens que parecem ser tímidos, todos na linha dos 20 e poucos anos, resultou num show que reuniu o contemporâneo, o erudito e o popular. O espetáculo, além de releituras de canções como Blue Rondo a La Turk, de Dave Brubeck, e Toc, de Tom Zé, trouxe canções – que mais parecem histórias, contos com começo, meio e fim – de autoria dos meninos, como Karaí, Chuva verde e Última sessão e contou com a participação do violonista Vinícius Sarmento, que no bis, no Ibirapuera, mostrou todo seu talento ao fazer um solo maravilhoso.
Fora isso, destaque para a embalagem do DVD – uma caixinha de madeira, aparentemente feita à mão pelo artista Fernando Duarte, responsável também pelo cenário do show.
Como disse Vitor no show: “É joinha e é de Recife!”
Então, ouve aí...
Há algum tempo, em 2009, na verdade, fui ao Centro Cultural Rio Verde (CCRV), na Vila Madalena, assisir a um pocket-show com Vitor Araujo e a Rivotrill, tocando parte do repertório do então novo show deles em formato acústico.
(Para quem não conhece o CCRV, vale a pena conhecer, seja em dia de show, ou apenas para dar uma volta pelo espaço que é bem bonito.)
Por ter chegado cedo, acompanhei todo o ensaio dos meninos do lado de fora e vi que, realmente, eles sabem o que estão fazendo.
O show completo aconteceu no Auditório do Ibirapuera, no final de semana seguinte, e, apesar de pouco público, teve na plateia - além de mim e de outros desconhecidos - o jornalista Boris Casoy (isso é só pra dar uma autoridade pro discurso – quer dizer, o show é bom, tão bom que até Boris Casoy esteve lá e comprou dois CDs e dois DVDs ao final... rs...).
Vitor Araújo é o menino-prodígio da música instrumental brasileira. Com apenas 11 anos de idade e um ano de estudos musicais, o recifense chamou a atenção por sua habilidade ao tocar piano, executando Invenção a duas vozes, número 2, de Bach, e sendo indicado para representar Pernambuco em um concurso em São Paulo. Na ocasião, conquistou menção honrosa em sua categoria.
A Rivotrill é uma banda instrumental, que como Araújo, vem de Pernambuco. O grupo, formado por Júnior Crato (flauta transversal, sax), Rafa Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (percussão), foi eleito como banda revelação no RecBeat em 2007 e, desde então, vem se apresentando com muita qualidade e muito bom humor.
A união desses jovens que parecem ser tímidos, todos na linha dos 20 e poucos anos, resultou num show que reuniu o contemporâneo, o erudito e o popular. O espetáculo, além de releituras de canções como Blue Rondo a La Turk, de Dave Brubeck, e Toc, de Tom Zé, trouxe canções – que mais parecem histórias, contos com começo, meio e fim – de autoria dos meninos, como Karaí, Chuva verde e Última sessão e contou com a participação do violonista Vinícius Sarmento, que no bis, no Ibirapuera, mostrou todo seu talento ao fazer um solo maravilhoso.
Fora isso, destaque para a embalagem do DVD – uma caixinha de madeira, aparentemente feita à mão pelo artista Fernando Duarte, responsável também pelo cenário do show.
Como disse Vitor no show: “É joinha e é de Recife!”
Então, ouve aí...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Como eu fiz amigos bebendo leite
É muito comum encontrar gente dizendo "Nunca fiz amigos bebendo leite". Já teve (ainda deve ter, na verdade) até comunidade no Orkut com o nome "Nunca fiz amigos bebendo leite". Pois é, contrariando isso, eu já fiz amigos bebendo leite.
Eu devia ter uns sete anos e estava na segunda série quando conheci a Juliana. Logo de cara não fui com a cara dela, o que não poderia ser diferente já que, além de ser mais velha do que eu, era do tipo bagunceira, que nenhuma professora queria ter em sua sala de aula...
Morávamos muito perto e íamos e voltávamos de perua juntas. Éramos as primeiras a serem pegas e as últimas a serem entregues, o que facilitou para que começássemos a conversar, mas isso só aconteceu na terceira série. O fato de sermos as últimas a serem entregues - o que fazia com que, eventualmente, chegássemos em casa muito, muito tarde - às vezes, a mãe dela ia buscá-la e me dava uma carona e, às vezes, minha tia ia me buscar, retibuindo a carona.
Não sei como, mas numa dessas caronas, Juliana foi parar na minha casa e o combinado foi que ela dormiria lá e, no dia seguinte depois de almoçarmos, meu avô nos levaria para a escola. Até aí tudo bem, a não ser pelo fato de eu, aos oito anos de idade, ainda tomar mamadeira. Como eu faria para manter meu segredo? E se ela por acaso contasse às outras crianças da sala que eu tomava mamadeira?
Meio contrariada, o jeito foi aceitar a presença daquela menina que não era muito minha amiga na minha casa por uma noite e torcer pra que ela não fosse tão ruim quanto parecia (e quanto a professora dizia).
Chegando a minha casa, depois de termos feito a lição, tomamos banho e começamos a nos preparar para dormir.
Como boa anfitriã, cedi minha cama para ela e deitei num colchão no chão que minha mãe tinha preparado direitinho para mim. Minha mãe, sempre cuidadosa, veio oferecer a nós duas um leitinho antes de dormir. Como eu nunca recusava, aceitei na hora. E qual não foi minha surpresa ao ouvir minha mãe dizer para a Juliana: "O da Poti, eu vou fazer e colocar na mamadeira. Você prefere o seu na mamadeira ou no copo?". Mais surpreendente ainda foi a resposta: "Na mamadeira, tia. Eu também tomo ainda."
Ao ouvir isso, as três se olharam e deram risada... o que eu tentava esconder a muito custo, finalmente podia ser contado e feito às claras.
Graças à mamadeira e à salada de acelga (era a salada preferida da Juliana) da minha vó, ficamos amigas de verdade. Companheiras em passeios, brincadeiras,bagunças na escola, bagunças em casa... E até hoje, apesar de não nos vermos há algum tempo, mantemos contato de alguma forma, ainda que seja virtual, como ela diz "longe dos olhos, mas perto do coração".
quarta-feira, 21 de março de 2012
Os delírios de Batatais (ou todo menino é um rei, até o Batatais)
Eu tenho um amigo que chama Paulo. Paulo trabalha numa banca de jornal e, talvez por causa disso, conhece muita gente e tem vários amigos (ou conhecidos) diferentes. Um desses amigos dele "chama" Batatais.
Batatais é um mendigo. Diz ele que é da cidade de Batatais, no interior de São Paulo. Batatais, todos os dias, passa logo cedo pela banca onde Paulo trabalha e diz: "Bom dia, senhores".
Em frente à banca de Paulo, há a banca do Bahia, mas, ao contrário de Paulo, Bahia vende frutas. Todos os dias, antes das 7 da manhã, Bahia já está ali, parado na esquina, vendendo frutas.
Bahia é de uma cidade do interior da Bahia. Largou por lá pais, esposa e filhos, para tentar a vida em São Paulo. E sim, ele conseguiu - na medida do possível. O dinheiro que consegue vendendo frutas é o mesmo que serve para pagar seu pequeno quarto em São Paulo, seu cigarro e as despesas da família na Bahia. Seu último presente para seu filho foi um notebook.
Todos os dias, ao passar pela banca, Batatais ganha de Bahia uma fruta - que pode ser, na verdade, um pedaço de abacaxi, um pedaço de melancia, duas bananas, uma goiaba - e um cigarro. Batatais não pede. Apenas ganha.
Após ganhar seu petit déjeuner, Batatais deita na calçada ao lado da banca e começa a cantar e conversar consigo mesmo em pequenos delírios. Às vezes, comenta sobre as pessoas e os locais que estão por ali - "Ei, você é a Monalisa?", disse para uma moça de cabelos lisos que descia a rua; "Não vai nesse restaurante não porque é cheio de formigas"... às vezes, só canta "Todo menino é um rei, eu também já fui rei...".
Hoje, Batatais me chamou de Camila. Me disse que seu pai fumava 2 maços de cigarro por dia e que hoje é dia da Inconfidência Mineira.
Eu podia usar os delírios de Batatais e escrever um texto bonito e poético, mas não sei fazer isso. Aliás, não sabemos nada sobre Batatais. Só que, todos os dias, ele faz o mesmo caminho carregando sua sacola, parando para conversar com a gente em papos sem nexo, divagando sozinho deitado na calçada e subindo a rua até desaparecer...
Batatais é um mendigo. Diz ele que é da cidade de Batatais, no interior de São Paulo. Batatais, todos os dias, passa logo cedo pela banca onde Paulo trabalha e diz: "Bom dia, senhores".
Em frente à banca de Paulo, há a banca do Bahia, mas, ao contrário de Paulo, Bahia vende frutas. Todos os dias, antes das 7 da manhã, Bahia já está ali, parado na esquina, vendendo frutas.
Bahia é de uma cidade do interior da Bahia. Largou por lá pais, esposa e filhos, para tentar a vida em São Paulo. E sim, ele conseguiu - na medida do possível. O dinheiro que consegue vendendo frutas é o mesmo que serve para pagar seu pequeno quarto em São Paulo, seu cigarro e as despesas da família na Bahia. Seu último presente para seu filho foi um notebook.
Todos os dias, ao passar pela banca, Batatais ganha de Bahia uma fruta - que pode ser, na verdade, um pedaço de abacaxi, um pedaço de melancia, duas bananas, uma goiaba - e um cigarro. Batatais não pede. Apenas ganha.
Após ganhar seu petit déjeuner, Batatais deita na calçada ao lado da banca e começa a cantar e conversar consigo mesmo em pequenos delírios. Às vezes, comenta sobre as pessoas e os locais que estão por ali - "Ei, você é a Monalisa?", disse para uma moça de cabelos lisos que descia a rua; "Não vai nesse restaurante não porque é cheio de formigas"... às vezes, só canta "Todo menino é um rei, eu também já fui rei...".
Hoje, Batatais me chamou de Camila. Me disse que seu pai fumava 2 maços de cigarro por dia e que hoje é dia da Inconfidência Mineira.
Eu podia usar os delírios de Batatais e escrever um texto bonito e poético, mas não sei fazer isso. Aliás, não sabemos nada sobre Batatais. Só que, todos os dias, ele faz o mesmo caminho carregando sua sacola, parando para conversar com a gente em papos sem nexo, divagando sozinho deitado na calçada e subindo a rua até desaparecer...
quinta-feira, 15 de março de 2012
Couve Premium ou Talharim Grelhado?
Almoçar fora pode se tornar uma aventura gastronômica quando você tem por perto uma dezena de opções para experimentar quando tem dinheiro ou não.
A mesma variedade que proporciona a você uma aventura pode proporcionar situações, no mínimo bizarras, especialmente no quesito "invencionices do chef".
Parece incrível, mas você já percebeu o que as pessoas inventam para chamar sua atenção e transforar um simples macarrão na manteiga em um prato com nome francês ou completamente bizarro que faz você pensar estar almoçando em algum restaurante chiquérrimo na Europa.
Explico: vocês já repararam as coisas que têm no cardápio dos restaurantes? Normalmente, são pratos simples, que você não levaria mais de 15 minutos nem gastaria mais de 15 reais pra preprar em casa, mas gracas a seus incríveis nomes, você paga mais de 25 reais por eles.
Outro dia, vi numa placa em um restaurante o seguinte: talharim grelhado. Alguém, por favor, poderia me explicar como faz isso porque, sinceramente, minha imaginação não é tão fértil assim.
No restaurante ao lado, o prato do dia era macarrão salteado na manteiga com ervas frescas. Conferi e nada mais era do que macarrão cozido, sem molho, passado na manteiga com 2 folhas de sálvia.
Na Vila Madalena, há um restaurante especializado em bruschettas (cuidado ao ler isso!). Ali você paga por nomes exóticos e come pão com alguma coisa simples em cima. Você vai encontrar coisas como "bruschetta tapenade de azeitonas pretas", "bruschetta ragù bolognese tradizionale", mas quer mesmo saber o que é? Uma fatia de pão com um monte de azeitona preta em cima ou uma fatia de pão com molho de tomate e carne moída mesmo, bem do tipo que vai no macarrão à bolonhesa de domingo.
Mas o que mais me impressionou no que diz respeito a bizarrices gastronômicas foi uma tal de "couve premium"... "Por 9 reais, você experimenta nossa deliciosa couve premium". Quer dizer, 9 reais pra comer um acompanhamento, sendo que esse acompanhamento é couve... E o que ela tem de premium? Alho. Pois é, ao perguntar o que seria essa tal de "couve premium", obtive como respostas: "é uma couve puxada no alho" (aliás, tudo que é "puxado em alguma coisa" é mais caro, cuidado com isso... puxado no alho, puxado no azeite...).
Acho que posso parar por aqui.
A mesma variedade que proporciona a você uma aventura pode proporcionar situações, no mínimo bizarras, especialmente no quesito "invencionices do chef".
Parece incrível, mas você já percebeu o que as pessoas inventam para chamar sua atenção e transforar um simples macarrão na manteiga em um prato com nome francês ou completamente bizarro que faz você pensar estar almoçando em algum restaurante chiquérrimo na Europa.
Explico: vocês já repararam as coisas que têm no cardápio dos restaurantes? Normalmente, são pratos simples, que você não levaria mais de 15 minutos nem gastaria mais de 15 reais pra preprar em casa, mas gracas a seus incríveis nomes, você paga mais de 25 reais por eles.
Outro dia, vi numa placa em um restaurante o seguinte: talharim grelhado. Alguém, por favor, poderia me explicar como faz isso porque, sinceramente, minha imaginação não é tão fértil assim.
No restaurante ao lado, o prato do dia era macarrão salteado na manteiga com ervas frescas. Conferi e nada mais era do que macarrão cozido, sem molho, passado na manteiga com 2 folhas de sálvia.
Na Vila Madalena, há um restaurante especializado em bruschettas (cuidado ao ler isso!). Ali você paga por nomes exóticos e come pão com alguma coisa simples em cima. Você vai encontrar coisas como "bruschetta tapenade de azeitonas pretas", "bruschetta ragù bolognese tradizionale", mas quer mesmo saber o que é? Uma fatia de pão com um monte de azeitona preta em cima ou uma fatia de pão com molho de tomate e carne moída mesmo, bem do tipo que vai no macarrão à bolonhesa de domingo.
Mas o que mais me impressionou no que diz respeito a bizarrices gastronômicas foi uma tal de "couve premium"... "Por 9 reais, você experimenta nossa deliciosa couve premium". Quer dizer, 9 reais pra comer um acompanhamento, sendo que esse acompanhamento é couve... E o que ela tem de premium? Alho. Pois é, ao perguntar o que seria essa tal de "couve premium", obtive como respostas: "é uma couve puxada no alho" (aliás, tudo que é "puxado em alguma coisa" é mais caro, cuidado com isso... puxado no alho, puxado no azeite...).
Acho que posso parar por aqui.
terça-feira, 13 de março de 2012
Uma garçonete caridosa
Aí, você vai ao restaurante que está acostumada a ir sempre e ele está participando da Restaurant Week. Aí, você vê a garçonete, sempre "super-simpática" com os clientes, participar do seguinte diálogo:
Deu vontade de interromper e chamar algum sociólogo para participar da discussão.
- Olha, senhor, é entrada, prato principal e sobremesa por R$ 31,90, sem bebidas, nem serviço.
- Legal, mas é só R$ 31,90 mesmo, né?
- É, tem mais 1 real que é pra ser doado para a entidade XPTO.
- Mas então é R$ 32,90...
- Olha, senhor, é uma doação...
- Mas eu não sou obrigado a doar, né?
- Não, mas aí vai da consciência de cada um. Quer dizer, o senhor gasta 31 reais comendo do bom e do melhor, entrada, prato principal e sobremesa... que diferença faz doar 1 real?
- Um café, talvez.
- Então... Bom, por que, enquanto o senhor estiver se acabando de comer, não pensa nas milhares de pessoas que não têm o que comer e se dispõe a doar esse 1 real, hein?
- Já pensei... Vou comer algo do cardápio mesmo, só pra não ter que passar meu almoço pensando nisso, nem ter que fazer essa doação pra sua família.
- Ok, senhor.
Deu vontade de interromper e chamar algum sociólogo para participar da discussão.
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