Definitivamente, o tema de hoje é morte!
Comecei a ler "Um doce aroma de morte", do Guillermo Arriaga, que, óbvio, conta a história de um assassinato.
Liguei a TV e descobri que morreu o jazzista Paulo Moura.
No ônibus, o cobrador falava com o motorista sobre a morte de Elisa Samudio e da advogada Mércia.
Chego na agência, a conversa gira em torno da "Consoleta", região de São Paulo próxima ao Cemitério da Consolação, que, como a Recoleta, se tornou um local que reúne pessoas "descoladas", restaurantes "descolados", enfim... Mas a conversa descambou para o outro lado da rua e caiu nos túmulos do cemitério, indo parar no incêndio do Edifício Joelma - onde antes era uma casa em que parece que o filho assassinou o pai -, passsando pelas assombrações da Casa de Dona Yayá...
Enfim, tudo isso num só dia, o Dia Mundial do Rock. Será um sinal? O rock morreu? Eu não sei, mas se os mesmos caras que fizeram e cantaram "Rock n' Roll High School" vissem o que se vê hoje por aí - Fresno, NxZero, Restart, Hori, Justin Bieber -, numa época em que ao invés de morrerem de overdose, os roqueiros correm o risco de morrer eletrocutados pela chapinha no cabelo úmido, acho que agora estariam cantando "Rock is Dead", do Marilyn Manson.
* Só pra reforçar: Leiam "Chega de rock mela cueca" no site de China (http://www.chinaman.com.br/).
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terça-feira, 13 de julho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Janelle Monáe, the archandroid
Ela começou a aparecer depois de participar de 'Idlewild' (ótimo álbum do Outkast, diga-se de passagem!), do Outkast (sim, aquele do 'Hey ya!'). Depois disso, foi indicação para o Grammy com um EP baseado no 'Metropolis', do Fritz Lang e, nesse ano, a cantora americana Janelle Monáe está aparecendo novamente, dessa vez com o primeiro álbum de sua carreira, 'The Archandroid'.
Um misto de funk, soul, rock, muito de James Brown e um pouco das maluquices do Andre 3000, a cantora apresenta um som muito novo, bem longe das Rihannas, Beyoncés e afins. Vale a pena ouvir o que, pra mim, é a versão feminina e jovem de James Brown!
Aqui, numa versão de 'Smile', do Chaplin.
E aqui, 'Tightrope', sua música de trabalho.
Um misto de funk, soul, rock, muito de James Brown e um pouco das maluquices do Andre 3000, a cantora apresenta um som muito novo, bem longe das Rihannas, Beyoncés e afins. Vale a pena ouvir o que, pra mim, é a versão feminina e jovem de James Brown!
Aqui, numa versão de 'Smile', do Chaplin.
E aqui, 'Tightrope', sua música de trabalho.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Monsueto e Virna Lisi
Monsueto foi cantor, compositor e instrumentista. Nascido no Rio de Janeiro, chegou a cantar com Herivelto Martins (sim, o da dalva de Oliveira) e atuou em filmes, como "Treze cadeiras", de 1957.
É dele o sucesso gravado por Linda Batista no carnaval de 1962, "Me deixa em paz". Aqui, uma versão com Seu Jorge (pra lá de Bagdá!) e Teresa Cristina:
Dele também é a canção "Eu quero essa mulher", samba de 1961, que, quem ouviu rock nacional nos anos 1990 deve ter ouvido com a banda Virna Lisi.
Virna Lisi e Monsueto:
É dele o sucesso gravado por Linda Batista no carnaval de 1962, "Me deixa em paz". Aqui, uma versão com Seu Jorge (pra lá de Bagdá!) e Teresa Cristina:
Dele também é a canção "Eu quero essa mulher", samba de 1961, que, quem ouviu rock nacional nos anos 1990 deve ter ouvido com a banda Virna Lisi.
Virna Lisi e Monsueto:
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
"A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer"
Envelhecer é uma das músicas do novo álbum de Arnaldo Antunes "Iê-Iê-Iê".
Envelhecer
A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo, e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo, e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo, e a gente aprendendo a esquecer
Não quero morrer, pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer
Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá
Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr
Envelhecer
A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo, e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo, e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo, e a gente aprendendo a esquecer
Não quero morrer, pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer
Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá
Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr
sábado, 17 de janeiro de 2009
Meu querido amigo hippie punk rajneesh gaúcho, o papa é pop e não poupa ninguém!
Eu sempre gostei de rock gaúcho, mesmo que usem aquela gaita (sanfona, acordeon, sei lá!) em quase todas as músicas...
Primeiro, veio Os cascavelletes. Alguém além de mim lembra deles? Era trash, mas como eu não entendia nada do que eles cantavam, achava o máximo só por fazerem parte da trilha sonora da novela Top Model! O clássico 'Nega bom bom' era cantado por mim com uma letra totalmente diferente... Graças a Deus! Pois se eu cantasse a letra do jeito que realmente era talvez tivesse levado uma bela bronca da minha mãe e não estivesse escrevendo aqui!
Bom, só descobri agora que não era 'Bonequinha de verão anda no calçadão'... Prefiro não escrever a versão verdadeira... Também, de uma banda que tinha uma música chamada 'Eu quero comer você', não podia se esperar nada muito diferente.. Hoje, fazendo minha pesquisa de vídeos, descobri que as letras iam de 'Mesmo que eu dissesse pra garota que eu sou virgem...' pra baixo. E o pior: vira-e-mexe estavam nos programas infantis, tipo Clube da Criança (Atenção para: 'Olha o gritinho! Uh, Uh, Uh!' e 'Bye que bye bye bye bye' - Que raio era isso?!).
Depois veio Engenheiros do Hawaii dizendo que o Papa era pop. Eu realmente achava o máximo dizer isso e ainda afirmar ‘Ei mãe, eu tenho uma guitarra elétrica’ sem nunca ter tido uma. Com a saída de Licks e Maltz, os Engenheiros se reduziram ao Engenheiro Gessinger, que tentou várias vezes sozinho, mas não conseguiu ir fazer sequer uma turnê no Hawaii. Enfim, o tempo passou, a banda acabou, o Gessinger tentou, explorou até a coitada da filha num acústico que não é o da MTV e deu em nada: nada de novo, nada de diferente, continua na mesma, cantando os mesmos hits do passado...
Ana, pra ser sincero, seus olhos são labirintos, Ana! O céu é só uma promessa, Ana! O Papa é pop e não poupa ninguém!
Engenheiros passou e novas bandas surgiram... Veio Bidê ou balde. A banda é boa, mas nunca fez muito sucesso; talvez, sejam muito gaúchos pra nós brasileiros!
A Cachorro Grande é outra banda gaúcha muito boa, que faz o bom e velho rock n’ roll em português, com umas guitarras bem “roots”.
Por falar em roots, a Ultramen faz um misto de reggae e rock, criando uma sonoridade muito boa, um Rappa melhorado!
Mas, de todos os gaúchos, um se manteve firme desde o movimento punk e agora se tornou ícone “cool” dos indies ou ícone das festas trash que se proliferam pelo país: Wander Wildner.
Wanderley Luis Wildner que fará 50 anos em 2009 foi da principal banda punk brasileira, Os Replicantes, e atualmente segue em carreira solo. Feio de doer, o cara canta com sotaque gaúcho letras cheias de referências ao Rio Grande, como “Parque Farroupilha”, “amanhecia e tu chegavas lá em casa” e por aí vai. Acusado de ser um traidor do movimento punk, Wildner continua levando sua carreira solo numa boa, cheia de shows e mantém um site que mostra que, realmente, não é um traidor do movimento... é só dar uam olhada na lista de links para os sites favoritos do artista...
Primeiro, veio Os cascavelletes. Alguém além de mim lembra deles? Era trash, mas como eu não entendia nada do que eles cantavam, achava o máximo só por fazerem parte da trilha sonora da novela Top Model! O clássico 'Nega bom bom' era cantado por mim com uma letra totalmente diferente... Graças a Deus! Pois se eu cantasse a letra do jeito que realmente era talvez tivesse levado uma bela bronca da minha mãe e não estivesse escrevendo aqui!
Bom, só descobri agora que não era 'Bonequinha de verão anda no calçadão'... Prefiro não escrever a versão verdadeira... Também, de uma banda que tinha uma música chamada 'Eu quero comer você', não podia se esperar nada muito diferente.. Hoje, fazendo minha pesquisa de vídeos, descobri que as letras iam de 'Mesmo que eu dissesse pra garota que eu sou virgem...' pra baixo. E o pior: vira-e-mexe estavam nos programas infantis, tipo Clube da Criança (Atenção para: 'Olha o gritinho! Uh, Uh, Uh!' e 'Bye que bye bye bye bye' - Que raio era isso?!).
Depois veio Engenheiros do Hawaii dizendo que o Papa era pop. Eu realmente achava o máximo dizer isso e ainda afirmar ‘Ei mãe, eu tenho uma guitarra elétrica’ sem nunca ter tido uma. Com a saída de Licks e Maltz, os Engenheiros se reduziram ao Engenheiro Gessinger, que tentou várias vezes sozinho, mas não conseguiu ir fazer sequer uma turnê no Hawaii. Enfim, o tempo passou, a banda acabou, o Gessinger tentou, explorou até a coitada da filha num acústico que não é o da MTV e deu em nada: nada de novo, nada de diferente, continua na mesma, cantando os mesmos hits do passado...
Ana, pra ser sincero, seus olhos são labirintos, Ana! O céu é só uma promessa, Ana! O Papa é pop e não poupa ninguém!
Engenheiros passou e novas bandas surgiram... Veio Bidê ou balde. A banda é boa, mas nunca fez muito sucesso; talvez, sejam muito gaúchos pra nós brasileiros!
A Cachorro Grande é outra banda gaúcha muito boa, que faz o bom e velho rock n’ roll em português, com umas guitarras bem “roots”.
Por falar em roots, a Ultramen faz um misto de reggae e rock, criando uma sonoridade muito boa, um Rappa melhorado!
Mas, de todos os gaúchos, um se manteve firme desde o movimento punk e agora se tornou ícone “cool” dos indies ou ícone das festas trash que se proliferam pelo país: Wander Wildner.
Wanderley Luis Wildner que fará 50 anos em 2009 foi da principal banda punk brasileira, Os Replicantes, e atualmente segue em carreira solo. Feio de doer, o cara canta com sotaque gaúcho letras cheias de referências ao Rio Grande, como “Parque Farroupilha”, “amanhecia e tu chegavas lá em casa” e por aí vai. Acusado de ser um traidor do movimento punk, Wildner continua levando sua carreira solo numa boa, cheia de shows e mantém um site que mostra que, realmente, não é um traidor do movimento... é só dar uam olhada na lista de links para os sites favoritos do artista...
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