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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A moda

Depois do sapato camelo, da calça saruel, da saia bandage, agora inventaram a manga presunto.





Nessas horas, eu começo a achar que realmente eu não entendo nada de moda!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O que aconteceu com as cores?

Rosa agora tinha virado salmão, depois virou fúcsia...

Bege sempre foi cor de burro quando foge, agra é nude...

Verde claro era verde-água, agora é seladon...

Marrom já foi caramelo, chocolate, café, conhaque, agora é camelo...

Rosa escuro já foi pink, rosa choque, agora é magenta....

Azul escuro, agora é blue marine...

Dourado virou ouro velho...

Não sei mais os nomes das cores. Agora, quando me perguntam que cor é, digo: "Flicts!"

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ora, botas!

Com a chegada do inverno, as ruas começam a ser invadidas por casacos, blusas de lã e as "indispensáveis" (?) botas.

A primeira vez que usei uma bota na vida foi uma experiência terrível. Era pequena e a recomendação médica pra resolver meu problema de pé chato era o uso de botas ortopédicas.

No processo inicial da confecção da bota, feita sob medida para o meu pé chato, eu até me divertia. A vendedora colocava meu pé sobre um papel com um carbono embaixo pra fazer o molde, e ver meu pé desenhado numa folha de papel era bem legal. Porém, o que vinha depois era só choro e dor.

Além de machucar o pé e causar dores horríveis depois de um dia todo de uso, eu sempre fui magra e, na infância, isso era muito pior, então imagine a cena: uma menina de uns 6 anos, com um corpinho de filé de borboleta e dois cambitinhos finos, usando um vestido lindo para ir à igreja no sábado de manhã, porém calçando uma bota preta horrorosa (bom, a da minha coleguinha de escola Mirella era branca, muito pior... rs)! Ninguém olhava pro vestido, só pra minha perna fina tentando carregar aquela bota, caramba!

Depois de uma visita a um massagista japonês maluco, a bota foi jogada no lixo, o pé foi consertado e a minha saga à procura da botinha perfeita começou.

Ainda quando criança, meu ideal de bota perfeita eram as cor-de-rosa, da Xuxa, mas graças a Deus, ao contrário de mim, minha mãe sempre teve noção e se recusava a comprar um sapato de plástico rosa pra mim.

Passada a frustração da infância, por um longo período, eu passei bem sem ter uma bota, exceto por uma comprada para uma viagem, mas essa não conta, pois foi comprada por necessidade mesmo de aquecer os pés em países de muito frio.

A água começou literalmente a bater na bunda quando, há uns quatro anos, voltando a pé da Cultura, onde trabalhava, pra casa tive a experiência única de ter de enfrentar uma chuva que deixou a Rua Augusta no mesmo nível de alagamento do Jardim Pantanal.

Decidi que era hora de comprar uma bota. Passei alguns anos por várias lojas e vitrines, olhando, olhando, experimentando... da bota montaria às tradicionais, mas foi tudo em vão. Uso sapato 34 e tênis 35, no máximo 36, se eu me encher de meia, mas com todas as botas, me sentia com um pé tamanho 40.

Finalmente, depois de muito procurar, achei que deveria comprar uma galocha. Sim! Estavam na moda as galochas coloridas, desenhadas (não as branquinhas de açougueiro) e eu finalmente achei alguma coisa que combinaria com meu estilo, que definitivamente não era o estilo bota, chapéu e Villa Country!

Comprei pela internet, o que me forçava a ficar com ela, gostando ou não, e quando chegou, na hora, percebi que eu não ia usar mesmo aquilo. Resultado: a galochinha preta, com bolinhas coloridas foi destinada ao barro dos dias de chuva do sítio, sem ter tido uma oportunidade se quer de andar pelas calçadas de São Paulo.



Enfim, não tem jeito: definitivamente, eu não consigo usar e não gosto de botas. O resultado é sempre o mesmo: compro um tênis. Pra compensar a falta de bota, comprei (ganhei, na verdade) um tênis... de cano alto, o que me faz pensar que eu tenho uma bota. Ainda que esse não tenha sido o primeiro tênis de cano alto da minha vida, ele definitivamente serviu pra me mostrar que: "Quer comprar uma bota? Compra um tênis, Potira!!"


* Ah, a propósito, o que leva uma pessoa a comprar botas desse tipo, com esse salto?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ah, o Carnaval....

Definitivamente, a criatividade baiana (ou nordestina?) é invejável e se supera a cada ano!

Todo ano, na época do Carnaval, surge um novo ritmo, uma nova dança, uma nova música (?)...

Lembro quando era pequena da primeira febre musical que presenciei: a lambada. Na época, sem o menor discernimento acerca do que era bom ou não (afinal, quem via Xuxa não podia ter muita noção de qualidade mesmo!), eu me divertia ouvindo o grupo Kaoma cantar "Chorando se foi quem um dia só me fez chorar" e, claro, o que eu mais queria era ter uma saia igual a da menina que dançava no clipe e sair rodopiando por aí. Apesar de grande fã do grupo Kaoma - do tipo que tinha até uma incrível caneta com uma estrela na ponta que tocava a música (só queria saber quem me deu isso!), adorava o rei da lambada Beto Barbosa cantando "Adocica, meu amor, a minha vida...".

Fato é que o tempo passou, o gosto melhorou e muito, mas os novos ritmos continuaram a surgir incessantemente a cada Carnaval.

Eu não sei de onde eles vinham, mas eram um misto de índios amazônicos com uma versão pré-Carla Perez: Carrapicho. Quem não se lembra do "Tic-tic-tic-ta", hit que invadiu não só as rádios brasileiras, como também as europeias, levando as belezas do Brasil (lembram-se do vocalista?! hahahaha) ao mundo.

Não lembro se foi antes ou depois do Carrapicho, mas sei que houve uma fase em que a "onda" era... a "Dança de qualquer coisa": dança da manivela, dança do bambolê, dança da garrafa, dança da latinha, dança da bundinha... Era tanta coreografia, tanta coisa que tenho certeza que se alguém deve ter dançado a dança da garrafinha na bundinha (sem trocadalhos!)!

O Tchan acabou, a Cia. do pagode acabou, os outros sumiram.... e veio o funk! Aí, a baixaria tava instalada. Prefiro nem comentar!

Agora, em 2010, o que vai "quebrar tudo e fazer atæe aleijado tirar o pé do chão" é o "Rebolation". Entender o que é isto não requer nada. Basta ligar sua TV nos principais jornais (sim, aqueles que deveriam informar sobre o que acontece no Brasil e no mundo!), como Bom dia Brasil, Jornal da Globo, Jornal do SBT, e ver uma demonstração da nova dança, acompanhada da bela letra: "Rebolation, rebolation, rebolation, rebolation...".

E pra 2011?! Não quero nem saber o que vão inventar! Pediu pá pará, parô!


terça-feira, 19 de maio de 2009

Isso aqui tá brincadeira, tá, tá, tá!

Porque a vida, mesmo louca e absurda, é um eterno aprendizado!





Porque chique é ser simples... Ser chique é não beber...




* Não resisti, é muito bom, tive que postar. Ai, que loucura! Ai, que absurdo!
** Livro pela Caras, hahahaha...
*** Atentem para o descritivo sobre a Narcisa no início do segundo vídeo!
**** Lar de Narcisa - "As crianças lá me amam..." rs...
***** "Já tirei vários amigos da cadeia."

sábado, 17 de janeiro de 2009

Meu querido amigo hippie punk rajneesh gaúcho, o papa é pop e não poupa ninguém!

Eu sempre gostei de rock gaúcho, mesmo que usem aquela gaita (sanfona, acordeon, sei lá!) em quase todas as músicas...

Primeiro, veio Os cascavelletes. Alguém além de mim lembra deles? Era trash, mas como eu não entendia nada do que eles cantavam, achava o máximo só por fazerem parte da trilha sonora da novela Top Model! O clássico 'Nega bom bom' era cantado por mim com uma letra totalmente diferente... Graças a Deus! Pois se eu cantasse a letra do jeito que realmente era talvez tivesse levado uma bela bronca da minha mãe e não estivesse escrevendo aqui!

Bom, só descobri agora que não era 'Bonequinha de verão anda no calçadão'... Prefiro não escrever a versão verdadeira... Também, de uma banda que tinha uma música chamada 'Eu quero comer você', não podia se esperar nada muito diferente.. Hoje, fazendo minha pesquisa de vídeos, descobri que as letras iam de 'Mesmo que eu dissesse pra garota que eu sou virgem...' pra baixo. E o pior: vira-e-mexe estavam nos programas infantis, tipo Clube da Criança (Atenção para: 'Olha o gritinho! Uh, Uh, Uh!' e 'Bye que bye bye bye bye' - Que raio era isso?!).




Depois veio Engenheiros do Hawaii dizendo que o Papa era pop. Eu realmente achava o máximo dizer isso e ainda afirmar ‘Ei mãe, eu tenho uma guitarra elétrica’ sem nunca ter tido uma. Com a saída de Licks e Maltz, os Engenheiros se reduziram ao Engenheiro Gessinger, que tentou várias vezes sozinho, mas não conseguiu ir fazer sequer uma turnê no Hawaii. Enfim, o tempo passou, a banda acabou, o Gessinger tentou, explorou até a coitada da filha num acústico que não é o da MTV e deu em nada: nada de novo, nada de diferente, continua na mesma, cantando os mesmos hits do passado...

Ana, pra ser sincero, seus olhos são labirintos, Ana! O céu é só uma promessa, Ana! O Papa é pop e não poupa ninguém!

Engenheiros passou e novas bandas surgiram... Veio Bidê ou balde. A banda é boa, mas nunca fez muito sucesso; talvez, sejam muito gaúchos pra nós brasileiros!

A Cachorro Grande é outra banda gaúcha muito boa, que faz o bom e velho rock n’ roll em português, com umas guitarras bem “roots”.

Por falar em roots, a Ultramen faz um misto de reggae e rock, criando uma sonoridade muito boa, um Rappa melhorado!

Mas, de todos os gaúchos, um se manteve firme desde o movimento punk e agora se tornou ícone “cool” dos indies ou ícone das festas trash que se proliferam pelo país: Wander Wildner.

Wanderley Luis Wildner que fará 50 anos em 2009 foi da principal banda punk brasileira, Os Replicantes, e atualmente segue em carreira solo. Feio de doer, o cara canta com sotaque gaúcho letras cheias de referências ao Rio Grande, como “Parque Farroupilha”, “amanhecia e tu chegavas lá em casa” e por aí vai. Acusado de ser um traidor do movimento punk, Wildner continua levando sua carreira solo numa boa, cheia de shows e mantém um site que mostra que, realmente, não é um traidor do movimento... é só dar uam olhada na lista de links para os sites favoritos do artista...


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hair! Let the sunshine in....

Não, não vou falar de nenhuma tendência na moda fashion para seu cabelo que vai ser lançada em algum desfile da São Paulo Fashion Week (que, por sinal, começa neste fim-de-semana)...

Você, como eu pode não ter nascido em 1979, mas já ouviu falar em hippie e já deve ter comprado uma pulseirinha de búzios feita por um “pseudo” hippie em alguma praia dessas do nosso litoral! Pseudo porque, convenhamos, em 2009 esse povo que faz tatuagem de henna, vende pulseirinhas e outras bugigangas na praia não faz idéia do que seja a contracultura, nem está muito a fim de levar uma vida comunitária, ser nômade, virar budista e ter muitos filhos com nomes como Sol, Lua, Krishna... e por aí vai.

Neste ano, mais precisamente em julho, o musical Hair faz 30 anos. Grande coisa! Sim, grande coisa... O filme é, como todo musical, bem chatinho, mas tem seu valor.



O musical mostra hippies dos anos 60 e toda a cultura envolvida no período e nesta “comunidade” – da liberação das drogas, à música, sem esquecer a paz e o amor, retratado com muitas cenas de nudez.

Inicialmente peça de teatro, o filme foi ao cinema com versão um pouco diferente, especialmente no final, mas o enredo é praticamente o mesmo: A tribo, um grupo de hippies, luta contra o recrutamento de jovens para o exército na Guerra do Vietnã, nos EUA. A luta envolve muita política e alguns amores. E a obra acabou sofrendo muito com críticas e censura, ainda no período em que foi encenada, em função das práticas consideradas obscenas pelos conservadores americanos.

A produção, que chegou a ganhar o Grammy em 1969 devido a suas canções, teve a sua versão tupiniquim encenada no antigo Teatro Zaccaro, no Bixiga, em São Paulo, mas também não escapou da censura. Entre as estrelas que estreavam na Era de Aquário, estavam Sônia Braga, Armando Bógus e Aracy Balabanian.

Na trilha sonora, clássicos como Let the sunshine...