E aí que a MTV, junto com a Capricho, criou o tal de "Colírio Capricho". A ideia era reunir os meninos mais bonitos, "fofos" e talentosos (?) do Brasil numa espécie de reality show.
Durante um mês, mais ou menos, os dez meninos eram desafiados a aprender a tocar, cantar e agir como verdadeiros "príncipes" a la Justin Bieber. Nessa semana, o programa acabou, não sei quem ganhou, nem o que ganhou, só sei que um deles tentou se suicidar.
Enfim, fiquei pensando nesses "colírios", vi que não são tão "colírio" assim quando o assunto ultrapassa a carinha bonita e cheguei à conclusão de que certo estava Raul Seixas (também fora da categoria "colírio") ao dizer "Quem não tem colírio usa óculos escuros". De que adianta um rostinho bonito, o cabelinho do Justin Bieber - ecovado, sem nem um fio fora do lugar, lisinho -, o jeitinho de príncipe?
Troco fácil o colírio pelos óculos escuro, deixando de lado a aparência para encarar, ainda que de óculos escuros embaçados, o charme e a inteligência de muitos "mal diagramados" (homens de verdade, sem medo de tomar choque ao trocar uma lâmpada, sem creminhos Anna Pegova, nem depilação a laser!) que existem por aí. Até porque, com certeza, por trás do cabelo bagunçado, da barba por fazer, da calça caída, da barriga caída, dos óculos fundo de garrafa..., sempre há um senso de humor incrível, um pouco de cultura, bom papo...
Agora já pensou a casa dos Colírios Capricho habitada por seres encantadores e roots, como: Xico Sá, Javier Bardem, Lenine, Jorge du Peixe, Fred 04, Samuel Beckett, China, Otto, Angeli e Lourenço Mutarelli. Seria difícil eliminar alguém, não?
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Ei, meu amigo Charlie Brown...
Sempre achei o Benito di Paula meio esquisito, mas o engraçado é que, por mais que o achasse estranho, sua imagem de paletozinho cinza, tocando piano e entoando versos como “Ei, meu amigo Charlie Brown” nunca saíram da minha cabeça. Talvez isso tenha acontecido por causa do Charlie Brown, do Snoopy, mas acho que não...
Quando eu era pequena, muitas tardes de domingo eram passadas na casa da “Tia Neyde”. Ela nunca foi minha tia, era prima, mas por ser mais velha do que eu, naturalmente, virou “tia”.
A casa ficava (fica ainda) na Lapa e lá reuniam-se os primos em volta da mesa da cozinha para conversar (o que incluía principalmente falar mal de uma boa parte da família que não estava presente), batucar, cantar, comer, beber (e isso eles faziam muito!), etc.
A reunião não se limitava à cozinha e ia para o quintal, onde ficavam estacionados os carros e onde eu e meus primos da mesma idade brincávamos na rampa que ia em direção à rua, na laje, na parte de cima, onde havia um pé de alguma coisa – se eu não me engano jaboticaba – e uma balança, feita pelo Tio Zé (que também não era tio, era primo).
Além das crianças, os mais velhos também iam para fora e sentavam na rampa, onde cantavam – muitos bêbados, outros nem tanto – e continuavam a conversar...
A reunião de domingo não se limitava à família e a vizinhança, bem conhecida por eles, também costumava participar com personagens inusitados e, aqui, entra o Benito di Paula.
Entre os vizinhos – a solteirona do lado, Nancy; o alemão amigo do Tio Damas, o patriarca da família, conhecido pelo apelido Schön... Mas era justamente no fim da tarde, na hora da “Porta da esperança”, do Silvio, que chegava também a Vi, namorada do Tio Damas, e ele, o "meu" Benito di Paula, oops, o Tom.
O Tom sempre foi uma figura, no mínimo, esquisita. Sempre magrinho, cabelos grisalhos, com seu paletozinho cinza, sapatos pretos e camisa branca, ele aparecia nessas reuniões, como se fosse da família e participava de todas as conversas, fumando seu cigarrinho, contando histórias difícies de entender, pois o que ele falava em estado normal já era difícil, bêbado então...
Fato é que nunca vi o Tom cantar, nunca vi tocar piano, e ele sequer falava no Charlie Brown, mas era olhar pra ele e ver Benito di Paula. Na verdade, eu sempre tive a certeza de que ele era realmente o Benito e até achava legal ele ir ao meu aniversário, viajar com a gente (eu acho que ele viajou uma vez, mas não lembro), tipo: “O Benito di Paula foi ao meu aniversário, não é o máximo?!”
Enfim, o tempo passou, as reuniões aos finais de semana pararam de acontecer, Tio Damas e Vi faleceram, Tio Zé mudou, Tia Neyde mudou, não dá mais pra ficar sentada na rampa brincando, a “Porta da Esperança” não passa mais, Tom sumiu e, com ele, Benito di Paula.
Na realidade, outro dia, ele apareceu na TV, mas não era mais o mesmo, faltava o piano, o paletozinho, parecia mais um velhinho decrépito do que o amigo do Charlie Brown... Talvez seja porque o meu Benito di Paula nunca tenha sido aquele da TV, mas só o nosso amigo Tom.
Quando eu era pequena, muitas tardes de domingo eram passadas na casa da “Tia Neyde”. Ela nunca foi minha tia, era prima, mas por ser mais velha do que eu, naturalmente, virou “tia”.
A casa ficava (fica ainda) na Lapa e lá reuniam-se os primos em volta da mesa da cozinha para conversar (o que incluía principalmente falar mal de uma boa parte da família que não estava presente), batucar, cantar, comer, beber (e isso eles faziam muito!), etc.
A reunião não se limitava à cozinha e ia para o quintal, onde ficavam estacionados os carros e onde eu e meus primos da mesma idade brincávamos na rampa que ia em direção à rua, na laje, na parte de cima, onde havia um pé de alguma coisa – se eu não me engano jaboticaba – e uma balança, feita pelo Tio Zé (que também não era tio, era primo).
Além das crianças, os mais velhos também iam para fora e sentavam na rampa, onde cantavam – muitos bêbados, outros nem tanto – e continuavam a conversar...
A reunião de domingo não se limitava à família e a vizinhança, bem conhecida por eles, também costumava participar com personagens inusitados e, aqui, entra o Benito di Paula.
Entre os vizinhos – a solteirona do lado, Nancy; o alemão amigo do Tio Damas, o patriarca da família, conhecido pelo apelido Schön... Mas era justamente no fim da tarde, na hora da “Porta da esperança”, do Silvio, que chegava também a Vi, namorada do Tio Damas, e ele, o "meu" Benito di Paula, oops, o Tom.
O Tom sempre foi uma figura, no mínimo, esquisita. Sempre magrinho, cabelos grisalhos, com seu paletozinho cinza, sapatos pretos e camisa branca, ele aparecia nessas reuniões, como se fosse da família e participava de todas as conversas, fumando seu cigarrinho, contando histórias difícies de entender, pois o que ele falava em estado normal já era difícil, bêbado então...
Fato é que nunca vi o Tom cantar, nunca vi tocar piano, e ele sequer falava no Charlie Brown, mas era olhar pra ele e ver Benito di Paula. Na verdade, eu sempre tive a certeza de que ele era realmente o Benito e até achava legal ele ir ao meu aniversário, viajar com a gente (eu acho que ele viajou uma vez, mas não lembro), tipo: “O Benito di Paula foi ao meu aniversário, não é o máximo?!”
Enfim, o tempo passou, as reuniões aos finais de semana pararam de acontecer, Tio Damas e Vi faleceram, Tio Zé mudou, Tia Neyde mudou, não dá mais pra ficar sentada na rampa brincando, a “Porta da Esperança” não passa mais, Tom sumiu e, com ele, Benito di Paula.
Na realidade, outro dia, ele apareceu na TV, mas não era mais o mesmo, faltava o piano, o paletozinho, parecia mais um velhinho decrépito do que o amigo do Charlie Brown... Talvez seja porque o meu Benito di Paula nunca tenha sido aquele da TV, mas só o nosso amigo Tom.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sem fastio, com fome de tudo!
Eu não tenho muito que fazer ultimamente, consequentemente, só me resta comer, beber...
Dessa falta do que fazer, veio a ideia – vamos fazer um post sobre algo que realmente está fazendo parte da minha vida agora. Eu poderia ter postado uma receita, mas aí, seria muito mentiroso da minha parte, já que eu nunca cozinho nada, iria ter que copiar alguma da Palmirinha Onofre (que também está fazendo parte da minha vida ultimamente!
Assim, eu elegi as melhores músicas sobre comida e bebida (na minha opinião):
1. Rexeita da Xuxa – Xuxa:
Nossa rainha, gravou a canção no Xegundo Xou da Xuxa e, com toda a inocência que pode ser percebida em sua voz doce e suave, como a de uma criança (hahahaha), interpreta versos como: “Tem pêra, tem! Tem leite, tem! Se tem maçã, então tá bom!” Quantas vezes cantei e dancei junto com a Rainha, às 8 horas da manhã, no café-da-manhã da Xuxa... O mais legal é que eu nunca comi nada do que ela cantava na música no café da manhã – enquanto ela comia frutas, café, manteiga, pão, biscoito... Eu passava muito bem com o meu leite com chocolate. Mas tudo bem, se tem maçã, então tá bom! E o melhor: ainda dá "pra gastar as energias com a loirinha" (bizarra)!
2. Suco de tangerina – Beastie Boys:
Esta é sem dúvida a melhor, não por ser “Suco de tangerina”, mas por ser Beastie Boys. Li num site que a faixa, do álbum instrumental “The Mix-Up”, foi uma homenagem dos caras a Jorge Ben e Brigitte Bardot. Eu recomendo boas doses diárias!
3. Olha banana, olha o baneiro - Jorge Ben (?):
Essa é a trilha sonora da minha avó. Ela não pode passar num mercado, quitanda, sacolão, feira, na banca do Zé, sem comprar uma bananinha... Na verdade, ela não passa nem perto da fruteira sem pegar banana.
4. Pinga – Pato Fu:
Em homenagem aos meus amigos bêbados, que já foram homenageados com a diva Heleninha Roitmann.
5. Chocolate – Tim Maia:
Eu, com certeza, não poderia deixar de fora essa música. Só ficaria de fora se tivesse a música “Sorvete”!
Menção honrosa à Chá de Cannabis, de Kussunduola, clássico do reggae maconheiro, com a letra mais nada a ver que eu já ouvi (lata d´água/mulata d´água?!)! rs...
Incluiria ainda na lista: Bolo de ameixa, da Mundo Livre S/A; Chá verde, da Tiê; Visgo de jaca, da Céu (Martinho da Vila)
Post inspirado em Fome de tudo, da Nação Zumbi! Chila, relê, dormilindró!
Dessa falta do que fazer, veio a ideia – vamos fazer um post sobre algo que realmente está fazendo parte da minha vida agora. Eu poderia ter postado uma receita, mas aí, seria muito mentiroso da minha parte, já que eu nunca cozinho nada, iria ter que copiar alguma da Palmirinha Onofre (que também está fazendo parte da minha vida ultimamente!
Assim, eu elegi as melhores músicas sobre comida e bebida (na minha opinião):
1. Rexeita da Xuxa – Xuxa:
Nossa rainha, gravou a canção no Xegundo Xou da Xuxa e, com toda a inocência que pode ser percebida em sua voz doce e suave, como a de uma criança (hahahaha), interpreta versos como: “Tem pêra, tem! Tem leite, tem! Se tem maçã, então tá bom!” Quantas vezes cantei e dancei junto com a Rainha, às 8 horas da manhã, no café-da-manhã da Xuxa... O mais legal é que eu nunca comi nada do que ela cantava na música no café da manhã – enquanto ela comia frutas, café, manteiga, pão, biscoito... Eu passava muito bem com o meu leite com chocolate. Mas tudo bem, se tem maçã, então tá bom! E o melhor: ainda dá "pra gastar as energias com a loirinha" (bizarra)!
2. Suco de tangerina – Beastie Boys:
Esta é sem dúvida a melhor, não por ser “Suco de tangerina”, mas por ser Beastie Boys. Li num site que a faixa, do álbum instrumental “The Mix-Up”, foi uma homenagem dos caras a Jorge Ben e Brigitte Bardot. Eu recomendo boas doses diárias!
3. Olha banana, olha o baneiro - Jorge Ben (?):
Essa é a trilha sonora da minha avó. Ela não pode passar num mercado, quitanda, sacolão, feira, na banca do Zé, sem comprar uma bananinha... Na verdade, ela não passa nem perto da fruteira sem pegar banana.
4. Pinga – Pato Fu:
Em homenagem aos meus amigos bêbados, que já foram homenageados com a diva Heleninha Roitmann.
5. Chocolate – Tim Maia:
Eu, com certeza, não poderia deixar de fora essa música. Só ficaria de fora se tivesse a música “Sorvete”!
Menção honrosa à Chá de Cannabis, de Kussunduola, clássico do reggae maconheiro, com a letra mais nada a ver que eu já ouvi (lata d´água/mulata d´água?!)! rs...
Incluiria ainda na lista: Bolo de ameixa, da Mundo Livre S/A; Chá verde, da Tiê; Visgo de jaca, da Céu (Martinho da Vila)
Post inspirado em Fome de tudo, da Nação Zumbi! Chila, relê, dormilindró!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Trapalhão cachaceiro?!
Porque Mussum não era só um trapalhão cachaceiro... Ou melhor, porquezis Mussumzis nao era so um trapalhaozis cachaceiro...
Esperanças perdidas
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
E sem a cadência do Samba não posso ficar
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
E sem a cadência do Samba não posso ficar
Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O Samba é a corda, eu sou a caçamba
Quantas noites de tristeza ele me consola
Tenho como testemunha a minha viola
Ai se me faltar o samba não sei que será
E sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O Samba é a corda, eu sou a caçamba
Esperanças perdidas
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
E sem a cadência do Samba não posso ficar
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
E sem a cadência do Samba não posso ficar
Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O Samba é a corda, eu sou a caçamba
Quantas noites de tristeza ele me consola
Tenho como testemunha a minha viola
Ai se me faltar o samba não sei que será
E sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O Samba é a corda, eu sou a caçamba
domingo, 28 de junho de 2009
Reality show da Narcisa
BBB, Fazenda, Casa dos artistas... Dizem que isso é reality show, mas...
Desde quando a minha realidade (e a de todas as pessoas que eu conheço) é passar o dia inteiro numa casa com piscina, tomando sol, sem fazer nada?! Que eu saiba minha realidade e a de muita gente com aproximadamente a mesma idade daqueles que estão nestes programas - na maioria, jovens de 20 a 30 anos, solteiros - é levantar cedo todo dia pra trabalhar, estudar e, nos finais de semana, se sobrar uma grana, ir ao cinema ou a algum outro lugar pra passear. Piscina?! Só se for a contaminada do SESC ou em alguma viagem pro litoral nas férias!
Pra comer, não lembro de ter participado de nenhuma prova de corrida ou competição pra ver quem pegava mais bolinhas vermelhas numa piscina de lama em troca de uma lazanha, um chocolate, uma caixa de ovos... A gente trabalha, ganha um salário merreca e vai ao supermercado procurar as ofertas. Sem falar que não dá pra comprar com dinheiro de mentirinha, com “estalecas”.
Os prêmios são um caso à parte. Eu, por exemplo, nunca ganhei um carro por ter ficado mais de 4 horas dentro dele, ainda que tenha ficado dentro de um por mais de 8 horas indo de São Paulo pra Cananéia numa véspera de Carnaval.
E o líder (ou o fazendeiro, agora)? Esse deveria ser o cara que pega todo dia o Terminal Santo Amaro que sai do Terminal Amaral Gurgel e vai para a Berrini pra trabalhar. 1h45 minutos de trajeto em pé, sem trânsito; com trânsito, umas 3 horas (Isso sem contar com o trajeto feito antes de chegar ao Terminal Amaral Gurgel e considerando só a ida). Se der sorte ou acordar umas duas horas mais cedo, consegue sentar. Nestes programas não, líder é o cara que consegue pegar mais pilhas dentro de um quarto escuro!
E a TV de plasma que não funciona? Em que casa brasileira que tenha uma TV de plasma, ela não vai estar funcionando?! E o telefone que quando toca tem do outro lado da linha uma voz “de botar medo” dizendo algo do tipo: “Atenção, você está no paredão!” Que paredão?!
As festas são outras coisas surreais: ninguém que mora nas casas prepara as festas, nem vê o evento sendo preparado. De repente, tudo está pronto! Todo mundo come, bebe (de graça), dança numa pista (ao som de um DJ que surge do nada e toca de graça) e, no final, vão dormir. No dia seguinte: tudo limpo, como se nada tivesse acontecido! Nenhum copo pra lavar! Nenhum guardanapo pra jogar fora!
E por aí vai...
Aí, eu pergunto, reality show de quem? Só se for da realidade da Narcisa Tamborindeguy!
Desde quando a minha realidade (e a de todas as pessoas que eu conheço) é passar o dia inteiro numa casa com piscina, tomando sol, sem fazer nada?! Que eu saiba minha realidade e a de muita gente com aproximadamente a mesma idade daqueles que estão nestes programas - na maioria, jovens de 20 a 30 anos, solteiros - é levantar cedo todo dia pra trabalhar, estudar e, nos finais de semana, se sobrar uma grana, ir ao cinema ou a algum outro lugar pra passear. Piscina?! Só se for a contaminada do SESC ou em alguma viagem pro litoral nas férias!
Pra comer, não lembro de ter participado de nenhuma prova de corrida ou competição pra ver quem pegava mais bolinhas vermelhas numa piscina de lama em troca de uma lazanha, um chocolate, uma caixa de ovos... A gente trabalha, ganha um salário merreca e vai ao supermercado procurar as ofertas. Sem falar que não dá pra comprar com dinheiro de mentirinha, com “estalecas”.
Os prêmios são um caso à parte. Eu, por exemplo, nunca ganhei um carro por ter ficado mais de 4 horas dentro dele, ainda que tenha ficado dentro de um por mais de 8 horas indo de São Paulo pra Cananéia numa véspera de Carnaval.
E o líder (ou o fazendeiro, agora)? Esse deveria ser o cara que pega todo dia o Terminal Santo Amaro que sai do Terminal Amaral Gurgel e vai para a Berrini pra trabalhar. 1h45 minutos de trajeto em pé, sem trânsito; com trânsito, umas 3 horas (Isso sem contar com o trajeto feito antes de chegar ao Terminal Amaral Gurgel e considerando só a ida). Se der sorte ou acordar umas duas horas mais cedo, consegue sentar. Nestes programas não, líder é o cara que consegue pegar mais pilhas dentro de um quarto escuro!
E a TV de plasma que não funciona? Em que casa brasileira que tenha uma TV de plasma, ela não vai estar funcionando?! E o telefone que quando toca tem do outro lado da linha uma voz “de botar medo” dizendo algo do tipo: “Atenção, você está no paredão!” Que paredão?!
As festas são outras coisas surreais: ninguém que mora nas casas prepara as festas, nem vê o evento sendo preparado. De repente, tudo está pronto! Todo mundo come, bebe (de graça), dança numa pista (ao som de um DJ que surge do nada e toca de graça) e, no final, vão dormir. No dia seguinte: tudo limpo, como se nada tivesse acontecido! Nenhum copo pra lavar! Nenhum guardanapo pra jogar fora!
E por aí vai...
Aí, eu pergunto, reality show de quem? Só se for da realidade da Narcisa Tamborindeguy!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Isso aqui tá brincadeira, tá, tá, tá!
Porque a vida, mesmo louca e absurda, é um eterno aprendizado!
Porque chique é ser simples... Ser chique é não beber...
* Não resisti, é muito bom, tive que postar. Ai, que loucura! Ai, que absurdo!
** Livro pela Caras, hahahaha...
*** Atentem para o descritivo sobre a Narcisa no início do segundo vídeo!
**** Lar de Narcisa - "As crianças lá me amam..." rs...
***** "Já tirei vários amigos da cadeia."
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Novo tradutor!
Bom, eu tinha feito um outro texto, mas como só quem salva é Jesus e backup... eu perdi!
Fiquei um pouco estressada e, dando uma olhada pela internet, descobri um dicionário sensacional!
Se você teve uma infância 80s e seus domingos terminavam com "Os trapalhões" ao invés de BBB, com certeza vai achar muito útil este dicionário que traduz tudo do português para o "mussunzês".
Isto mesmo, agora você pode falar qualquer frase na língua do Mussum. Pra isto, basta clicar aqui, digitar sua frase no espaço em branco, clicar em "TO MUSSUM" (adorei isto!) e pronto, terá pérolas, como:
"Eu tô tranquilis!"
Fiquei um pouco estressada e, dando uma olhada pela internet, descobri um dicionário sensacional!
Se você teve uma infância 80s e seus domingos terminavam com "Os trapalhões" ao invés de BBB, com certeza vai achar muito útil este dicionário que traduz tudo do português para o "mussunzês".
Isto mesmo, agora você pode falar qualquer frase na língua do Mussum. Pra isto, basta clicar aqui, digitar sua frase no espaço em branco, clicar em "TO MUSSUM" (adorei isto!) e pronto, terá pérolas, como:
Hojis estázis muitis calorzis!
"Eu tô tranquilis!"
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Top 10 marionetes e bonecos manipuláveis
Quem vê Shakira agora loira, corpinho de Beyoncé, cantando com a Beyoncé em inglês, etc, talvez não se lembre, mas ela não foi sempre assim.
A carreira da cantora estourou mesmo com os inesquecíveis sucessos Estoy aqui e Pies descalzos, quando era apenas uma colombiana, com cara de índia boliviana, cabelos (muito) pretos, lisos e, aparentemente, duros, e um tanto quanto gordinha.
Na época a colombiana – que não era casada com filho de presidente da Argentina ainda, limitava-se a cantar suas canções em espanhol e com uma voz que costumo chamar “Voz de marionete”.
Como ela não é a única intérprete a ter voz de marionete e para que todos os... 3 ou 4 leitores deste blog possam entender melhor o que é "voz de amrionete", fiz um Top 10 Marionetes:
1. Chitãozinho e Xororó - Eu não queria encher esse top 10 de sertanejos, mas é inevitável. Eles são os reis dos marionetes, acho que foram os inventores desta técnica vocal tão, tão... tão característica!
2. Shakira- Não preciso falar mais nada sobre ela, mas clique no nome dela aqui do lado e terá uma experiência única, um show de marionetes incrível!
3. Marlon e Maicon – Eles ainda existem? Bom, eu não sei, mas assista no Youtube a um videochat(que raios é isso?!) da dupla para o IG. É o melhor conteúdo de marionetes da internet. Assistindo ao vídeo, descobri que a voz de marionete é a do Maicon (Ou é do Marlon? Ih, agora já não sei mais quem é quem! – dupla sertaneja é sempre assim: os dois se transformam em um, tipo “Você viu a Sandy e Júnior se formou na faculdade?”). Só sei que se são assim falando, não quero nem ouvir cantando!
4. Reginaldo Rossi – Além do cabelo e das roupas vindas diretamente dos anos 70. Do túnel do tempo sai ainda aquela voz, entoando versos como os da música Garçon.
5. Alguém lembra da SuperVicky?! Então, a Maysa (a ex-Raul Gil que agora é do Silvio) é a nova menina-robô. Quem chegou a ver alguma apresentação da pentelha no “Homenagem ao artista”, sabe do que estou falando. Não agüenta a menina como apresentadora? Então, não queira vê-la como cantora!
6. Ed Motta – Tudo bem, ele até pode cantar bem, mas... quem faz todos aqueles sons estranhos com a boca, só pode ser marionete!
7. Dáblio Moreira e Marcos Henrique – O moleque já deve ser zoado na escola por chamar Dáblio (por que não colocaram só W Moreira?), mas isso não deve ser tão ruim quanto ser contratado, junto com outro menino, pra ser o Zezé di (di?! Ah, pára!) Camargo e Luciano mirins e ter que cantar “no dia em que eu saí de casa...” mil vezes... São bonecos manipulados com certeza, alguém fica lá manipulando os meninos, já que não é possível cantar mais de 20 vezes num filme de 1 hora e meia a mesma música!
8. Jordy – Essa eu desenterrei, mas o francesinho de 2 anos jamais poderia cantar coisas como Dur dur D’Etre bebé com tanta fluência. Eu fiz francês por 4 anos, tenho até diploma de bacharel no idioma e não sei se conseguiria cantar isso... Tenho uma teoria: o pai, precisando de uma grana extra, fazia o menino abrir a boca – como um marionete – e cantava fazendo essa vozinha pra fingir que era o moleque!
9. Ozzy Osbourne – Eu adoro o Ozzy, mas, gente, que voz é essa? Só podem ter sido os morcegos que ele andou mordendo!
10. Roberto Justus – O publicitário, apresentador, cantor, ator, marido da Ticiane, ex da Adriane, ex da Eliana e “popular” chegou a lançar um CD regravando músicas do Frank Sinatra (ele é praticamente o Frank Sinatra brasileiro, não?!). Se ele já era um robô falando “Você está demitido!”, imagine cantando.
Faltam-me palavras pra descrever o que significa “Voz de marionete”, então com vocês, “A voz”:
Alguém pára de manipular o Justus, por favor!
A carreira da cantora estourou mesmo com os inesquecíveis sucessos Estoy aqui e Pies descalzos, quando era apenas uma colombiana, com cara de índia boliviana, cabelos (muito) pretos, lisos e, aparentemente, duros, e um tanto quanto gordinha.
Na época a colombiana – que não era casada com filho de presidente da Argentina ainda, limitava-se a cantar suas canções em espanhol e com uma voz que costumo chamar “Voz de marionete”.
Como ela não é a única intérprete a ter voz de marionete e para que todos os... 3 ou 4 leitores deste blog possam entender melhor o que é "voz de amrionete", fiz um Top 10 Marionetes:
1. Chitãozinho e Xororó - Eu não queria encher esse top 10 de sertanejos, mas é inevitável. Eles são os reis dos marionetes, acho que foram os inventores desta técnica vocal tão, tão... tão característica!
2. Shakira- Não preciso falar mais nada sobre ela, mas clique no nome dela aqui do lado e terá uma experiência única, um show de marionetes incrível!
3. Marlon e Maicon – Eles ainda existem? Bom, eu não sei, mas assista no Youtube a um videochat(que raios é isso?!) da dupla para o IG. É o melhor conteúdo de marionetes da internet. Assistindo ao vídeo, descobri que a voz de marionete é a do Maicon (Ou é do Marlon? Ih, agora já não sei mais quem é quem! – dupla sertaneja é sempre assim: os dois se transformam em um, tipo “Você viu a Sandy e Júnior se formou na faculdade?”). Só sei que se são assim falando, não quero nem ouvir cantando!
4. Reginaldo Rossi – Além do cabelo e das roupas vindas diretamente dos anos 70. Do túnel do tempo sai ainda aquela voz, entoando versos como os da música Garçon.
5. Alguém lembra da SuperVicky?! Então, a Maysa (a ex-Raul Gil que agora é do Silvio) é a nova menina-robô. Quem chegou a ver alguma apresentação da pentelha no “Homenagem ao artista”, sabe do que estou falando. Não agüenta a menina como apresentadora? Então, não queira vê-la como cantora!
6. Ed Motta – Tudo bem, ele até pode cantar bem, mas... quem faz todos aqueles sons estranhos com a boca, só pode ser marionete!
7. Dáblio Moreira e Marcos Henrique – O moleque já deve ser zoado na escola por chamar Dáblio (por que não colocaram só W Moreira?), mas isso não deve ser tão ruim quanto ser contratado, junto com outro menino, pra ser o Zezé di (di?! Ah, pára!) Camargo e Luciano mirins e ter que cantar “no dia em que eu saí de casa...” mil vezes... São bonecos manipulados com certeza, alguém fica lá manipulando os meninos, já que não é possível cantar mais de 20 vezes num filme de 1 hora e meia a mesma música!
8. Jordy – Essa eu desenterrei, mas o francesinho de 2 anos jamais poderia cantar coisas como Dur dur D’Etre bebé com tanta fluência. Eu fiz francês por 4 anos, tenho até diploma de bacharel no idioma e não sei se conseguiria cantar isso... Tenho uma teoria: o pai, precisando de uma grana extra, fazia o menino abrir a boca – como um marionete – e cantava fazendo essa vozinha pra fingir que era o moleque!
9. Ozzy Osbourne – Eu adoro o Ozzy, mas, gente, que voz é essa? Só podem ter sido os morcegos que ele andou mordendo!
10. Roberto Justus – O publicitário, apresentador, cantor, ator, marido da Ticiane, ex da Adriane, ex da Eliana e “popular” chegou a lançar um CD regravando músicas do Frank Sinatra (ele é praticamente o Frank Sinatra brasileiro, não?!). Se ele já era um robô falando “Você está demitido!”, imagine cantando.
Faltam-me palavras pra descrever o que significa “Voz de marionete”, então com vocês, “A voz”:
Alguém pára de manipular o Justus, por favor!
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