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quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Vira de costas pra dar a manchete na bola!"

Pergunte a uma criança em fase escolar qual é a matéria que ela mais gosta e você ouvirá rapidamente: "Educação Física!". Eu, mais uma vez contrariando as estatísticas, nunca gostei dessa matéria. Na verdade, eu odiava.

Aulas de Educação Física são realmente torturantes para qualquer pessoa que, como eu, não tenha um pingo de habilidade para os esportes "normais". Parece que todo mudo nasce para jogar vôlei, futebol, basquete, handball... e fazer ginástica olímpica.

Óbvio que das duas vezes que fiquei de recuperação na escola, uma foi em Educação Física, graças à digníssima professora Regina que insistia em me tornar uma Daiane dos Santos.

Tínhamos aulas duas vezes por semana numa quadra cheia de pensamentos positivos sobre o esporte, tipo "Mente sã e corpo são". Uma das aulas era repleta de jogos com bola e outra de exercícios de ginástica olímpica. Não importa: nas aulas, eu ia muito bem até o aquecimento; depois, era uma tortura!

Nos jogos, como todo loser, eu sempre era a última a ser escolhida e, muitas vezes, ficava na reserva, no rodízio, em qualquer lugar... Mas eu ficava brava? Claro que não! Eu prefiria ficar lá vendo as meninas se matarem pra pegar uma bola e ficar com o braço roxo a ser a menina que ficaria com o braço roxo. Cheguei a ouvir de uma professora (excelente pedagoga, com muita noção de psicologia) que seria melhor eu jogar de costas pra rede, já que com minhas manchetes as bolas sempre iam para trás.

Espírito esportivo? Ah, era comigo! Um dia, queimei a menina mais forte da escola, mas como eu era a "loser", ela disse que não foi queimada. Como a bola estava na minha mão na hora da discussão, não tive dúvida: taquei com toda a força no meio da cara da "bonita" e ainda soltei um: "Pronto, queimei. Agora, você tá queimada!" Jogo de handball: "Passa logo a bola, Potira." Eu tinha acabado de colocar a mão na bola. Resultado: bola de handball no estômago da companheira de time, tacada com uma força tão grande que eu acho que não era minha.*

Como se não bastasse isso, ainda era obrigada a dar uma de Danielle Hipólito em treinos e apresentações com música e tudo mais. A tal da Regina armava cavalos, travas de equilíbrio e éramos obrigadas a dar saltos, cambalhotas, estrelas em cima dessas coisas, sem nunca termos sequer andado na trave de equilíbrio. Sem falar, já no colegial, na "tradicional" dancinha de comemoração do dia do Mackenzista, mas isso rende outro post!

Mas o melhor mesmo era o fim do bimestre quando éramos submetidas a provas de corrida, flexão, salto e abdominais. Com uma tabela e uma prancheta em punho, a infeliz verificava qual era o número ideal de flexões e abdominais que deveríamos fazer, além da distância e velocidade em que deveríamos correr. Como eu sempre fui grande e magra, minhas metas eram sempre dignas de atletas do primeiro escalão, o que significava que eram impossíeis pra mim. Assim, foi graças a essas malditas provas que consegui tirar 4.8 e ficar de recuperação.

Graças a Deus, a recuperação era uma prova escrita sobre regras de basquete. Tirei 10.

Aí, eu me pergunto: não podia ter sido tudo assim por escrito pra quem não tem aptidão?! Não poderia ter esportes alternativos, como patins in-line, skate, capoeira, judô, etc?!

Por muito tempo, a educação física foi pra mim uma humilhação e me botava um rótulo de "loser" na testa. Mas, como eu era um pouco esperta e, enquando alguns só exercitavam os músculos, eu também exercitava o cérebro, percebi que eu até poderia ser uma "loser" nos fundamentos do vôlei, mas andava bem de skate e de patins, coisas em que mais da metade da sala não sabia nem mesmo se manter em pé. E ainda fazia algo que ninguém no colégio fazia: jogava capoeira, fazia estrelinha (aú, na capoeira) no chão bem feita, nada de trava de equilíbrio ao som de Enya!

A escola é realmente muito injusta, viu?! Todo mundo nivelado de acordo com um mesmo padrão e, pior, avaliado por provas como se fosse uma inspeção do Inmetro.

Por que a tal da Regina nunca me deu um skate na Educação Física pra eu mostrar o que realmente sabia e gostava de fazer?!



* Vantagem de ser quieta: você nunca apronta descaradamente, então quando apronta, todo muno diz: "Ah, não, a Potira não fez isso, ela é muito na dela, tranquila." Ah, tá bom...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Aula de inglês

Para quem tem alguma dificuldade em aprender o idioma, aqui vai uma dica de exercício de pronúncia.

Porque as crianças, sem dúvida, têm muito a ensinar...

- Say: "Whatever"




- Say: "Blood"




- Say: "Firetruck"

terça-feira, 30 de junho de 2009

MJ R.I.P

Não postei nada sobre Michael Jackson, mas aí vai um dos vídeos mais legais dele: "Leave me alone", de 1987.



He left us alone... Que pena!

domingo, 28 de junho de 2009

Reality show da Narcisa

BBB, Fazenda, Casa dos artistas... Dizem que isso é reality show, mas...

Desde quando a minha realidade (e a de todas as pessoas que eu conheço) é passar o dia inteiro numa casa com piscina, tomando sol, sem fazer nada?! Que eu saiba minha realidade e a de muita gente com aproximadamente a mesma idade daqueles que estão nestes programas - na maioria, jovens de 20 a 30 anos, solteiros - é levantar cedo todo dia pra trabalhar, estudar e, nos finais de semana, se sobrar uma grana, ir ao cinema ou a algum outro lugar pra passear. Piscina?! Só se for a contaminada do SESC ou em alguma viagem pro litoral nas férias!

Pra comer, não lembro de ter participado de nenhuma prova de corrida ou competição pra ver quem pegava mais bolinhas vermelhas numa piscina de lama em troca de uma lazanha, um chocolate, uma caixa de ovos... A gente trabalha, ganha um salário merreca e vai ao supermercado procurar as ofertas. Sem falar que não dá pra comprar com dinheiro de mentirinha, com “estalecas”.

Os prêmios são um caso à parte. Eu, por exemplo, nunca ganhei um carro por ter ficado mais de 4 horas dentro dele, ainda que tenha ficado dentro de um por mais de 8 horas indo de São Paulo pra Cananéia numa véspera de Carnaval.

E o líder (ou o fazendeiro, agora)? Esse deveria ser o cara que pega todo dia o Terminal Santo Amaro que sai do Terminal Amaral Gurgel e vai para a Berrini pra trabalhar. 1h45 minutos de trajeto em pé, sem trânsito; com trânsito, umas 3 horas (Isso sem contar com o trajeto feito antes de chegar ao Terminal Amaral Gurgel e considerando só a ida). Se der sorte ou acordar umas duas horas mais cedo, consegue sentar. Nestes programas não, líder é o cara que consegue pegar mais pilhas dentro de um quarto escuro!

E a TV de plasma que não funciona? Em que casa brasileira que tenha uma TV de plasma, ela não vai estar funcionando?! E o telefone que quando toca tem do outro lado da linha uma voz “de botar medo” dizendo algo do tipo: “Atenção, você está no paredão!” Que paredão?!

As festas são outras coisas surreais: ninguém que mora nas casas prepara as festas, nem vê o evento sendo preparado. De repente, tudo está pronto! Todo mundo come, bebe (de graça), dança numa pista (ao som de um DJ que surge do nada e toca de graça) e, no final, vão dormir. No dia seguinte: tudo limpo, como se nada tivesse acontecido! Nenhum copo pra lavar! Nenhum guardanapo pra jogar fora!

E por aí vai...

Aí, eu pergunto, reality show de quem? Só se for da realidade da Narcisa Tamborindeguy!