BBB, Fazenda, Casa dos artistas... Dizem que isso é reality show, mas...
Desde quando a minha realidade (e a de todas as pessoas que eu conheço) é passar o dia inteiro numa casa com piscina, tomando sol, sem fazer nada?! Que eu saiba minha realidade e a de muita gente com aproximadamente a mesma idade daqueles que estão nestes programas - na maioria, jovens de 20 a 30 anos, solteiros - é levantar cedo todo dia pra trabalhar, estudar e, nos finais de semana, se sobrar uma grana, ir ao cinema ou a algum outro lugar pra passear. Piscina?! Só se for a contaminada do SESC ou em alguma viagem pro litoral nas férias!
Pra comer, não lembro de ter participado de nenhuma prova de corrida ou competição pra ver quem pegava mais bolinhas vermelhas numa piscina de lama em troca de uma lazanha, um chocolate, uma caixa de ovos... A gente trabalha, ganha um salário merreca e vai ao supermercado procurar as ofertas. Sem falar que não dá pra comprar com dinheiro de mentirinha, com “estalecas”.
Os prêmios são um caso à parte. Eu, por exemplo, nunca ganhei um carro por ter ficado mais de 4 horas dentro dele, ainda que tenha ficado dentro de um por mais de 8 horas indo de São Paulo pra Cananéia numa véspera de Carnaval.
E o líder (ou o fazendeiro, agora)? Esse deveria ser o cara que pega todo dia o Terminal Santo Amaro que sai do Terminal Amaral Gurgel e vai para a Berrini pra trabalhar. 1h45 minutos de trajeto em pé, sem trânsito; com trânsito, umas 3 horas (Isso sem contar com o trajeto feito antes de chegar ao Terminal Amaral Gurgel e considerando só a ida). Se der sorte ou acordar umas duas horas mais cedo, consegue sentar. Nestes programas não, líder é o cara que consegue pegar mais pilhas dentro de um quarto escuro!
E a TV de plasma que não funciona? Em que casa brasileira que tenha uma TV de plasma, ela não vai estar funcionando?! E o telefone que quando toca tem do outro lado da linha uma voz “de botar medo” dizendo algo do tipo: “Atenção, você está no paredão!” Que paredão?!
As festas são outras coisas surreais: ninguém que mora nas casas prepara as festas, nem vê o evento sendo preparado. De repente, tudo está pronto! Todo mundo come, bebe (de graça), dança numa pista (ao som de um DJ que surge do nada e toca de graça) e, no final, vão dormir. No dia seguinte: tudo limpo, como se nada tivesse acontecido! Nenhum copo pra lavar! Nenhum guardanapo pra jogar fora!
E por aí vai...
Aí, eu pergunto, reality show de quem? Só se for da realidade da Narcisa Tamborindeguy!
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domingo, 28 de junho de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A vida segundo os ouvidos da minha vó
Jogo de futebol
- Vamos assistir o jogo do Corinthians hoje, mas o Reinaldinho tem que jogar!
- Ronaldinho, vó!
...
- Ih, olha, deu um penacho!
- Pênalti, vó!
...
- Ai, bem que o Bentinho podia dá um golzinho...
- Dentinho, vó!
...
Vendo TV
- Ah, mas hoje não é dia do programa do Rolim...
- Rolando Boldrin, vó!
...
- Põe na Veja!
- Que?!?!
- Dona Veja!
- Ah, Dona Beija, né?
- Vamos assistir o jogo do Corinthians hoje, mas o Reinaldinho tem que jogar!
- Ronaldinho, vó!
...
- Ih, olha, deu um penacho!
- Pênalti, vó!
...
- Ai, bem que o Bentinho podia dá um golzinho...
- Dentinho, vó!
...
Vendo TV
- Ah, mas hoje não é dia do programa do Rolim...
- Rolando Boldrin, vó!
...
- Põe na Veja!
- Que?!?!
- Dona Veja!
- Ah, Dona Beija, né?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
O dia em que Chaplin encontrou Tom Jobim
Em 1991, eu estava na 4ª série e a novela mexicana infantil Carrossel estreava no SBT. Na mesma noite, na TV Globo, estreava O dono do mundo e eu, como péssima noveleira, preferi ver a produção global a assistir a produção da Televisa que trazia na abertura todas aquelas crianças uniformizadas (como eu, já que na 4ª série eu estudava numa escola particular que me obrigava a usar um uniforme todo azul e fazia com que eu e meus amiguinhos fôssemos chamados de Smurfs por todas as ruas da Liberdade), ao som do grupo Super Feliz, que interpretava ‘Embarque nesse carrossel...’, além da clássica chamada feita pela querida professora Helena (que parecia ser a única professora de toda a Escola Mundial).
A novela foi reprisada diversas vezes, mas não consegui ver nada além de trechos da trama, mas eu me lembro bem que trazia temas bem parecidos com os da Malhação, como religião, drogas, racismo, namoro...
Mas Carrossel merece um outro post. Carrossel não, Malhação (essa eu assisti)!
Já a novela global... Ah, essa fez parte da minha infância...
Foi graças a ela que eu descobri como o Canadá, mais precisamente Québec, deve ser lindo, já que os primeiros capítulos da trama se passam lá. Inclusive, foi lá mesmo que Márcia (Malu Mader) ficou, pela primeira vez, junto com o vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes), após abandonar o noivo Walter (Tadeu Aguiar) (pronto, confusão arranjada!).
A trama tinha uma trilha sonora que superava o enredo e foi nela que eu ouvi, pela primeira vez, a maravilhosa Codinome beija-flor, na voz de Luiz Melodia, que embalava as cenas de Beija-flor (Angelo Antonio) e... Letícia Sabatella (como era mesmo o nome da personagem?), sem falar na versão de Unforgettable, interpretada por Nat e Natalie Cole, entre outras...
Mas a abertura superava qualquer enredo ou trilha sonora. Nela, recuperava-se uma cena de O grande ditador, trazendo Chaplin fazendo diversas estripulias ao som de Querida, interpretada por Tom Jobim.
A novela foi reprisada diversas vezes, mas não consegui ver nada além de trechos da trama, mas eu me lembro bem que trazia temas bem parecidos com os da Malhação, como religião, drogas, racismo, namoro...
Mas Carrossel merece um outro post. Carrossel não, Malhação (essa eu assisti)!
Já a novela global... Ah, essa fez parte da minha infância...
Foi graças a ela que eu descobri como o Canadá, mais precisamente Québec, deve ser lindo, já que os primeiros capítulos da trama se passam lá. Inclusive, foi lá mesmo que Márcia (Malu Mader) ficou, pela primeira vez, junto com o vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes), após abandonar o noivo Walter (Tadeu Aguiar) (pronto, confusão arranjada!).
A trama tinha uma trilha sonora que superava o enredo e foi nela que eu ouvi, pela primeira vez, a maravilhosa Codinome beija-flor, na voz de Luiz Melodia, que embalava as cenas de Beija-flor (Angelo Antonio) e... Letícia Sabatella (como era mesmo o nome da personagem?), sem falar na versão de Unforgettable, interpretada por Nat e Natalie Cole, entre outras...
Mas a abertura superava qualquer enredo ou trilha sonora. Nela, recuperava-se uma cena de O grande ditador, trazendo Chaplin fazendo diversas estripulias ao som de Querida, interpretada por Tom Jobim.
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