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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Conexão PE

"As falas que estou cantando agora, são desenhos que guardei, que tracei com tintas coloridas, que pintei pra você."




Quem ouve músicas como Meu Coração de Arnaldo Antunes, muitas vezes não faz nem ideia de que um de seus autores é o pernambucano Ortinho.

Ouvi Ortinho pela primeira vez num show da Nação Zumbi, em comemoração aos 15 anos de "Da Lama ao Caos", parte do Conexão PE, em setembro de 2009, e, desde então, não consegui mais parar de ouvir.

Wharton Coelho, que já fez parte da banda Querosene Jacaré (mais uma que vale a pena ouvir!), tem dois álbuns gravados, "Somos" e "Ilha do Destino", e acaba de lançar em São Paulo o sensacional "Herói Trancado", que conta com a participação de Jorge du Peixe, além de artistas como Vitor Araújo.

Sua música tem um registro único, misturando maracatu, rock, repente, ciranda, entre outros ritmos, criando músicas que mostram forte influência de Lia de Itamaracá (ouçam!!!), Tom Zé (nem precisa comentar), Júnio Barreto (ouçam!!!), entre outros artistas nordestinos.

Autor da música Sangue de Bairro, junto com Chico Science, criador da trilha do filme "Baile Perfumado", Ortinho infelizmente ainda permanece um pouco desconhecido do público aqui de São Paulo, mesmo fazendo shows pelo menos uma vez por ano por aqui.

Num clima meio iê-iê-iê, Ortinho faz rock clássico, com guitarra, baixo e bateria (e muito da loucura de Ortinho), mas ao mesmo tempo suave, com metais, teclados, sem barulhos, com letras bem escritas e, às vezes, com um suíngue meio brega. Enfim, produzido por Yuri Queiroga (sobrinho de Lula Queiroga), "Herói Trancado" traz canções tão boas quanto Avenida Norte e Cirandagem, porém com um toque a mais.



"Saudades do Mundo", com Jorge du Peixe e Ortinho, do álbum "Herói Trancado"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bagulhos do bumba

Pegar ônibus em São Paulo é para os fortes.

Fato é que fazer trajetos que vão do simples "Vila Madalena - Parque Edu Chaves" aos mais complexos como "Pinheiros - Terminal Jardim Ângela", "Terminal Princesa Isabel - Cohab Taipas", incluindo integrações com metrô, trens, vans, pode ser uma experiência antropológica se olharmos com atenção os tipos humanos que aparecem na vida de qualquer pessoa que ande de ônibus, pelo menos, uma vez ao dia.

1. Mulher-cobra: normalmente, usando calça jeans ultrajusta, top de supplex (ou algum tecido sintético do tipo que se usa pra fazer ginástica) e uma sandália plataforma, esse ser costuma se enrolar no ferro onde deveríamos colocar apenas a mão pra nos segurar, formando o famoso símbolo da medicina. A mulher-cobra não só coloca a mão, como o braço e o restante do corpo ao redor do ferro, fazendo uma espécie de malabarismo enquanto o ônibus faz curvas, passa por buracos, num misto de pole dance e falta de noção, já que quem quer só por a mão pra se apoiar um pouquinho fica sem ter como fazer isso.

2. Mulher-cremosa: ela sai de casa com o cabelo todo trabalhado no gel brilho molhado. Eu não sei direito qual é a ideia disso, mas faz o maior sucesso especialmente entre as moças de cabelos cacheados. Aí, você entra no ônibus lotado tentando desviar dessa gosma para evitar que aquilo respingue em qualquer parte do seu corpo; aí, a fulana passa a mão no cabelo sem parar depois segura no ferro e você, sem saber, vai segurar e sente a mão escorregar...


3. Sou porteiro, não saio nunca:
a criatura para ali na porta de saída, mas vai descer só no ponto final. Normalmente, são duplas ou até trios de pessoas que se reúnem ali, com medo de não conseguir descer no último ponto. Aliás, são os mesmos que costumam ficar empatando na porta de entrada também, o que faz com que as filas nos pontos de ônibus tripliquem.

4. Empaca-catraca: é aquela cheia de sacolas e bolsas, que não deixa o dinheiro separado, coloca tudo em cima da gaveta do cobrador e fica lá, durante horas, procurando o bilhete único, os cinco centavos que faltam pra completar os 2,70...

5. O sonolento: ele não dormiu direito, acordou muito cedo, vai saber! Mas ele só quer um ombro amigo pra se encostar e dormir, por isso sua cabeça teima em cair sobre seus ombros.

6. O prestativo e o medroso: o prestativo quer a todo custo segurar sua bolsa, sua pasta, seu casaco, seu guarda-chuva molhado, mas você nem pensa em entregar nada a ele. Já pensou em quantas pessoas são furtadas por esse tipo de gente prestativa?!

7. Finjo dormir pra não te ajudar: esse tipo é aquele que, quando percebe que você tá carregado de coisas, finge estar dormindo, logo não vê suas coisas e não pode se oferecer para segurá-las.

8. Tinjo o cabelo de loiro pra parecer velha ou uso bata pra parecer grávida, mas só sou gorda mesmo: essas são aquelas tiazinhas que não são tão jovens, nem tão velhas, mas que pintam o cabelo de loiro e te deixam na dúvida: dar ou não dar luagr a elas. O mesmo ocorre com qualquer gordinha de bata: está grávida ou não, dou ou não dou lugar.

9. Tenho celular pra usar mesmo: a pessoa já entra com o celular na mão às oito horas da manhã. Em meia hora de ônibus, sentado ao lado dela ou em local distante, se você não estiver ouvindo seu iPod em alto e bom som, saberá a vida da pessoa e, provavelmente de sua família, amigos, vizinhos, em detalhes.


10. Ouço música ruim e gosto de compartilhar:
sim porque como se não bastasse falar ao celular, as pessoas agora usam como rádio. Quer dizer: a pessoa vai lá na internet, baixa só o melhor de Calypso, Calcinha Preta e dos funks cariocas, pendura aquela bosta de celular no pescoço, liga o MP3 e compartilha a droga com todo mundo. Só queria saber quem inventou isso...




Lógico que existem muitos outros "tipos", como os que envolvem crianças, os adolescentes, etc, mas eu teria que escrever um livro, não um post.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O problema de Paulo Coelho, o Mago (Mago?!)

Em seu novo livro, Paulo Coelho escreve:

"O chão está molhado, imagino que meus tênis tão meticulosamente lavados...
...dois dias antes estarão de novo cheios de lama em mais alguns passos. A minha busca por sabedoria, paz de espírito e consciência das realidades visível e invisível já se transformou em rotina e não dá mais resultado. Quando tinha 22 anos, comecei a me dedicar ao aprendizado da magia. Passei por diversos caminhos, andei à beira do abismo durante anos importantes, escorreguei e caí, desisti e voltei. Imaginava que, quando chegasse aos 59 anos, estaria perto do paraíso e da tranquilidade absoluta..."
(O Aleph, de Paulo Coelho)



Machado de Assis* escreveu:

Algum tempo hesitei se devia abrir estas Memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nacimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
(Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis)



Não há como comprarar Machado de Assis com Paulo Coelho? Então, compare com Lourenço Mutarelli.


O metrô está vazio. Já passa das onze. Júnior carrega a expressão da desilusão e uma pequena mala. Respira com dificuldade pela boca. Seu rosto parece uma máscara. A máscara do desengano. Ou do engano? O maquinista ou uma gravação anuncia a próxima estação. Júnior nunca conseguiu descobrir quem anuncia as estações. Levanta com dificuldade e salta. Caminha de maneira letárgica, mecânica, como se algo o empurrasse, com esforço. Carrega uma pequena mala e quarenta e três anos mal-dormidos. As escadas rolantes já foram desligadas. Júnior escolhe a escada. A cada passo parece brotar um novo degrau. Júnior sobe metade da escadaria e desiste. Senta num degrau. Respira pela boca. Rapidamente surge um segurança e adverte que não é permitido sentar na escada. Júnior estende a mão. O homem, vestido de preto, o ajuda. Júnior termina a escalada com o auxílio do corrimão. Júnior se arrasta por uma rua deserta e mal iluminada. Três garotos surgem das sombras e caminham silenciosos atrás de seus passos. Disparam num repente, derrubando Júnior no meio-fio, e fogem levando a bagagem. Júnior caído na sarjeta, numa água empoçada, com o supercílio aberto. Júnior desata a chorar. Chora sem som e sem lágrima.
(A Arte de Produzir Efeito sem Causa, de Lourenço Mutarelli)



O problema não é uma história ruim, pois até histórias ruins ficam boas, se bem escritas. O problema é não saber trabalhar com as palavras.


* Apesar de reconhecer que ele sim é o MAGO, Machado de Assis não está na lista dos meus escritores favoritos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Love is in the air...

Você começa a perceber que as pessoas estão realmente apaixonadas quando elas ouvem isso e dizem: "Ah, é ruim, mas é tão bonitinho..."

1. 'Lonely', Akon



2. 'Eu me apaixonei pela pessoa errada', Exaltasamba



3. 'Big girls don't cry', Fergie



4. 'Tem que ser você', Victor e Léo



E, é claro...

5. 'Só você', Fabio Jr.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os óio se enche d'água e até a vista se atrapaia...

Num país em que as rádios são dominadas pelo sertanejo brega de Zezé e família, Leonardo, Daniel, Vitor e Léo, César Menotti e Fabiano, e outros que se multimplicam como gremlins, Pena Branca permaneceu firme em suas raízes caipira, desde o início com Xavantinho até o fim.

Hoje, Pena Branca faleceu e pôs fim a mais uma das poucas duplas que ainda colocavam um pouco de música caipira de verdade na TV (ainda que fosse apenas no programa Viola, Minha Viola, da TV Cultura).

Pena Branca e Xavantinho tiveram sua carreira marcada pela interpretação da linda canção folclórica "Cuitelinho", que também foi cantada por artistas como Milton Nascimento, Nara Leão, Almir Sater, entre outros, e que, como diz a letra, faz o coração bater uma e falhar outra, e os olhos se enchem d'água...




Cuitelinho

Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Ai, quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sem fastio, com fome de tudo!

Eu não tenho muito que fazer ultimamente, consequentemente, só me resta comer, beber...

Dessa falta do que fazer, veio a ideia – vamos fazer um post sobre algo que realmente está fazendo parte da minha vida agora. Eu poderia ter postado uma receita, mas aí, seria muito mentiroso da minha parte, já que eu nunca cozinho nada, iria ter que copiar alguma da Palmirinha Onofre (que também está fazendo parte da minha vida ultimamente!

Assim, eu elegi as melhores músicas sobre comida e bebida (na minha opinião):

1. Rexeita da Xuxa – Xuxa:
Nossa rainha, gravou a canção no Xegundo Xou da Xuxa e, com toda a inocência que pode ser percebida em sua voz doce e suave, como a de uma criança (hahahaha), interpreta versos como: “Tem pêra, tem! Tem leite, tem! Se tem maçã, então tá bom!” Quantas vezes cantei e dancei junto com a Rainha, às 8 horas da manhã, no café-da-manhã da Xuxa... O mais legal é que eu nunca comi nada do que ela cantava na música no café da manhã – enquanto ela comia frutas, café, manteiga, pão, biscoito... Eu passava muito bem com o meu leite com chocolate. Mas tudo bem, se tem maçã, então tá bom! E o melhor: ainda dá "pra gastar as energias com a loirinha" (bizarra)!





2. Suco de tangerina – Beastie Boys:
Esta é sem dúvida a melhor, não por ser “Suco de tangerina”, mas por ser Beastie Boys. Li num site que a faixa, do álbum instrumental “The Mix-Up”, foi uma homenagem dos caras a Jorge Ben e Brigitte Bardot. Eu recomendo boas doses diárias!




3. Olha banana, olha o baneiro - Jorge Ben (?):
Essa é a trilha sonora da minha avó. Ela não pode passar num mercado, quitanda, sacolão, feira, na banca do Zé, sem comprar uma bananinha... Na verdade, ela não passa nem perto da fruteira sem pegar banana.




4. Pinga – Pato Fu:
Em homenagem aos meus amigos bêbados, que já foram homenageados com a diva Heleninha Roitmann.




5. Chocolate – Tim Maia:
Eu, com certeza, não poderia deixar de fora essa música. Só ficaria de fora se tivesse a música “Sorvete”!




Menção honrosa à Chá de Cannabis, de Kussunduola, clássico do reggae maconheiro, com a letra mais nada a ver que eu já ouvi (lata d´água/mulata d´água?!)! rs...




Incluiria ainda na lista: Bolo de ameixa, da Mundo Livre S/A; Chá verde, da Tiê; Visgo de jaca, da Céu (Martinho da Vila)

Post inspirado em Fome de tudo, da Nação Zumbi! Chila, relê, dormilindró!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trapalhão cachaceiro?!

Porque Mussum não era só um trapalhão cachaceiro... Ou melhor, porquezis Mussumzis nao era so um trapalhaozis cachaceiro...



Esperanças perdidas

Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar

Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
E sem a cadência do Samba não posso ficar

Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar

Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
E sem a cadência do Samba não posso ficar

Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O Samba é a corda, eu sou a caçamba

Quantas noites de tristeza ele me consola
Tenho como testemunha a minha viola
Ai se me faltar o samba não sei que será
E sem a cadência do samba não posso ficar

Não posso ficar, eu juro que não
Não posso ficar, eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O Samba é a corda, eu sou a caçamba

terça-feira, 19 de maio de 2009

Isso aqui tá brincadeira, tá, tá, tá!

Porque a vida, mesmo louca e absurda, é um eterno aprendizado!





Porque chique é ser simples... Ser chique é não beber...




* Não resisti, é muito bom, tive que postar. Ai, que loucura! Ai, que absurdo!
** Livro pela Caras, hahahaha...
*** Atentem para o descritivo sobre a Narcisa no início do segundo vídeo!
**** Lar de Narcisa - "As crianças lá me amam..." rs...
***** "Já tirei vários amigos da cadeia."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A vida segundo os ouvidos da minha vó

Jogo de futebol

- Vamos assistir o jogo do Corinthians hoje, mas o Reinaldinho tem que jogar!
- Ronaldinho, vó!
...
- Ih, olha, deu um penacho!
- Pênalti, vó!
...
- Ai, bem que o Bentinho podia dá um golzinho...
- Dentinho, vó!
...

Vendo TV
- Ah, mas hoje não é dia do programa do Rolim...
- Rolando Boldrin, vó!
...
- Põe na Veja!
- Que?!?!
- Dona Veja!
- Ah, Dona Beija, né?

quarta-feira, 11 de março de 2009

Trocadalhos do carilho

Desde que o mundo é mundo, a língua é o que mais representa a sociedade. No nosso caso, brasileiros, todo nosso senso de humor, a malemolência dos trópicos, é bem representado pela simples habilidade que temos em dar novos sentidos às palavras e frases, por meio dos chamados trocadilhos (ou, aproveitando o tema, os “trocadalhos do carilho”). Eles nada mais são do que recurso retórico deito a partir de alguma semelhança fonética ou sintática existente entre palavras, frases, intencionalmente ou não.

Muitas vezes, eles são péssimos no quesito educação e palavras bonitas e parecem ter sido todos criados por Renato Aragão ou por algum amigo seu da escola, mas eu acho todos muito engraçados e quem nunca usou um “É pavê ou pra comê?” que atire a primeira pedra!

Lembro da minha época da escola em que o trocadilho-rei era o “Se tem bruchove?”... Quantas vezes, eu fiquei tentando descobrir o que seria “Bruchove” pra poder responder esta pergunta.... E claro, depois que descobri o que realmente era, passei a adotá-la em todas as minhas conversas!

Dando uma olhada na internet, encontrei uma série de trocadilhos e listei aqui alguns dos melhores. Aqueles que não tem humor (como eu, que rio até do Dedé!), que não riem quando alguém fala “É pavê ou é pá cumê?” ou que são muito sensíveis à baixarias, pulem este post!

1. “As plantinhas ainda não falam porque são mudas.”

2. “Você não tem, mas o Frankstein.”

3. “Eu pinto paredes, o Jânio Quadros.”

4. “Ele cria galinha, o Paulo Coelho.”

5. “Você planta, o Phill Collins.”

6. “Eu como camarão, o presidente Lula.”

7. “Você gosta de café de máquina ou no coador é mais forte?”

8. “Que time é teu?”

9. “Você precisa mudar o corte de cabelo. Corta um pouco na frente ou pica atrás...”

10. “A mãe do meu amigo adora o Silvio Santos. Ela gosta mesmo de ver o Roletrando.”

11. “Tem posto aí atrás?”

12. “A fita é virgem porque o gravador é estéreo.”

13. “Vou fazer um almoço, mas preciso que você venha descascar alho.”

14. “Ninguém queria pagar a conta, mas a Cássia Kiss.”

15. “Minha amiga Paula está indo pra Genebra, se você quiser alguma coisa Paula traz.”

16. “Exportar é o que importa”

17. “Você gosta de verdura?”

18. “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias.” (Até o Pe. Antonio Vieira, hein? Fanfarrão...)

19. “Feliz aniversário! E aí, vai ter festa nos seus anos?”

20. “Um abraço pra você e pra quem for da sua família.”



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Novo tradutor!

Bom, eu tinha feito um outro texto, mas como só quem salva é Jesus e backup... eu perdi!

Fiquei um pouco estressada e, dando uma olhada pela internet, descobri um dicionário sensacional!

Se você teve uma infância 80s e seus domingos terminavam com "Os trapalhões" ao invés de BBB, com certeza vai achar muito útil este dicionário que traduz tudo do português para o "mussunzês".

Isto mesmo, agora você pode falar qualquer frase na língua do Mussum. Pra isto, basta clicar aqui, digitar sua frase no espaço em branco, clicar em "TO MUSSUM" (adorei isto!) e pronto, terá pérolas, como:

Hojis estázis muitis calorzis!





"Eu tô tranquilis!"

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lado B

Se tem uma coisa sem graça no CD é a falta de lado B. Nos vinis tinha, nas fitas tinha, em alguns DVDs têm, mas no CD não.

O lado B era aquele lado do disco que todo mundo ouvia por último e que normalmente trazia as melhores músicas, mas que não eram e nunca foram hits, nem estiveram entre as mais votadas.

Um dos discos que lembro bem do lado B é o Xou da Xuxa 1 (sim, este mesmo). O lado A tinha todas as músicas que tocavam no seu programa matinal, enquanto o lado B tinha, entre outras coisas, uma versão da música Black Orchid, do Stevie Wonder, chamada Miragem viagem, interpretada por Patrícia Marx, na época integrante do Trem da alegria. A música realmente era uma viagem; a letra era até bem clichê, uma canção de amor, com versos do tipo “No momento em que está sentindo amor, o amor é natural”. A letra não era boa... mas a melodia... Bom, simplesmente surreal. Não sei, mas eu, com todos os meus 5 ou 6 anos, viajava psicodelicamente, como se tivesse tomado umas boas doses de ácido ao som de frases do tipo “Miragem, viagem, já sabe o que é real...Segredo, brinquedo...”.

Mas o engraçado é que existem músicas que são fadadas ao lado B, graças ao sucesso da faixa-título ou de outros hits do lado A, mesmo que muitas vezes sejam bem melhores do que os sucessinhos.

Geraldo Vandré, por exemplo, com certeza, seria outro e talvez continuasse sua carreira até hoje (sem traumas) se, ao invés de terem ouvido Pra não dizer que não falei de flores (aquela música de passeata de profesor), as pessoas tivessem ouvido “Aroeira”.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sessão da tarde

Quando eu era pequena (e até hoje), o período em que mais assistia a TV era nas férias, principalmente, nas tardes de chuva quando não podia brincar com as outras crianças do prédio no playground ou quando eu estava doente, com alguma crise de bronquite (infância bem saudável!).

Hoje, quando ligo a TV numa tarde de férias pra assistir a alguma coisa, só me resta escolher entre artesanato, aulas de culinária, barraco em família, desenhos da Cultura ou Malhação, porém, antigamente, quando não assistia ao Clodovil desenhando roupas "chiquérrimas" em seu programa, optava pela Sessão da tarde.

A mesma Sessão da tarde que hoje só passa Encantada, Uma escola atrapalhada ou aqueles filmes do Chuck Norris, na minha infância anos 80, tinha uma programação muito mais requintada.

4 filmes faziam com que eu e a maioria das outras crianças do prédio trocassem as balanças, gira-gira, gangorras e outras brincadeiras do playground pela TV da sala: A lagoa azul, que sempre, sempre passava no aniversário de uma das meninas do prédio); Nos tempos da brilhantina (que hoje chama de Grease) e A lenda de Billie Jean.

Tendo Brooke Shield como protagonista, A lagoa azul não era propriamente para crianças, nem o meu predileto, mas acho que todos éramos atraídos por ela por causa do cenário e da aventura de duas crianças-adolescentes perdidas no meio do nada. Tentaram fazer uma continuação, mas como era muito meia-boca, a Globo ainda continua a passar o filme em sua versão original.



Nos tempos da brilhantina sim era o meu filme preferido. Quando via no comercial que seria essa a atração do dia, não desgrudava da TV. O filme é uma historinha de amor típica dos colégios americanos, envolvendo uma nerd com um popular, mas o que atrai mesmo são as músicas. Até eu, que não gosto de musicais, sei todas as letras de cor (tudo bem que eu sempre cantei “Seven boys, seven boys...” na parte que, na verdade, era Tell me more, tell me more...) e, se bobear, ainda posso arriscar umas coreografias de Grease lighting. Grease ainda passa nas férias na sessão da tarde, não é sempre, mas a cada 5 anos...

Vamos lá, todos conseguem, basta levantar e abaixar os bracinhos..




Mas o filme que mais me chamou a atenção e que até hoje não sai da minha cabeça, com certeza, é A lenda de Billie Jean (não é a Billie do Michael!). Na época, todas as meninas do meu prédio se chamavam Billie Jena nas brincadeiras, todas queríamos ser a Billie Jean, ela era nossa heroína! Bom, fato é que, não sei porque, mas o filme nunca saiu da minha cabeça. Eu lembro pouco da história; só sei que a coitada da Billie Jean, uma adolescente americana, é acusada de um crime e tem que fugir. Pra onde, por que e o que acontece, eu já não sei. Só sei de uma coisa e é justamente ela que não sai da minha cabeça: numa parte do filme, a menina que tinha longos cabelos loiros, corta os cabelos bem curtinhos... O resto? Bom, o restante, se alguém quiser colaborar com a minha memória, é só me contar!


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Top 10 marionetes e bonecos manipuláveis

Quem vê Shakira agora loira, corpinho de Beyoncé, cantando com a Beyoncé em inglês, etc, talvez não se lembre, mas ela não foi sempre assim.

A carreira da cantora estourou mesmo com os inesquecíveis sucessos Estoy aqui e Pies descalzos, quando era apenas uma colombiana, com cara de índia boliviana, cabelos (muito) pretos, lisos e, aparentemente, duros, e um tanto quanto gordinha.

Na época a colombiana – que não era casada com filho de presidente da Argentina ainda, limitava-se a cantar suas canções em espanhol e com uma voz que costumo chamar “Voz de marionete”.

Como ela não é a única intérprete a ter voz de marionete e para que todos os... 3 ou 4 leitores deste blog possam entender melhor o que é "voz de amrionete", fiz um Top 10 Marionetes:

1. Chitãozinho e Xororó - Eu não queria encher esse top 10 de sertanejos, mas é inevitável. Eles são os reis dos marionetes, acho que foram os inventores desta técnica vocal tão, tão... tão característica!

2. Shakira- Não preciso falar mais nada sobre ela, mas clique no nome dela aqui do lado e terá uma experiência única, um show de marionetes incrível!

3. Marlon e Maicon – Eles ainda existem? Bom, eu não sei, mas assista no Youtube a um videochat(que raios é isso?!) da dupla para o IG. É o melhor conteúdo de marionetes da internet. Assistindo ao vídeo, descobri que a voz de marionete é a do Maicon (Ou é do Marlon? Ih, agora já não sei mais quem é quem! – dupla sertaneja é sempre assim: os dois se transformam em um, tipo “Você viu a Sandy e Júnior se formou na faculdade?”). Só sei que se são assim falando, não quero nem ouvir cantando!

4. Reginaldo Rossi – Além do cabelo e das roupas vindas diretamente dos anos 70. Do túnel do tempo sai ainda aquela voz, entoando versos como os da música Garçon.

5. Alguém lembra da SuperVicky?! Então, a Maysa (a ex-Raul Gil que agora é do Silvio) é a nova menina-robô. Quem chegou a ver alguma apresentação da pentelha no “Homenagem ao artista”, sabe do que estou falando. Não agüenta a menina como apresentadora? Então, não queira vê-la como cantora!

6. Ed Motta – Tudo bem, ele até pode cantar bem, mas... quem faz todos aqueles sons estranhos com a boca, só pode ser marionete!

7. Dáblio Moreira e Marcos Henrique – O moleque já deve ser zoado na escola por chamar Dáblio (por que não colocaram só W Moreira?), mas isso não deve ser tão ruim quanto ser contratado, junto com outro menino, pra ser o Zezé di (di?! Ah, pára!) Camargo e Luciano mirins e ter que cantar “no dia em que eu saí de casa...” mil vezes... São bonecos manipulados com certeza, alguém fica lá manipulando os meninos, já que não é possível cantar mais de 20 vezes num filme de 1 hora e meia a mesma música!

8. Jordy – Essa eu desenterrei, mas o francesinho de 2 anos jamais poderia cantar coisas como Dur dur D’Etre bebé com tanta fluência. Eu fiz francês por 4 anos, tenho até diploma de bacharel no idioma e não sei se conseguiria cantar isso... Tenho uma teoria: o pai, precisando de uma grana extra, fazia o menino abrir a boca – como um marionete – e cantava fazendo essa vozinha pra fingir que era o moleque!

9. Ozzy Osbourne – Eu adoro o Ozzy, mas, gente, que voz é essa? Só podem ter sido os morcegos que ele andou mordendo!

10. Roberto Justus – O publicitário, apresentador, cantor, ator, marido da Ticiane, ex da Adriane, ex da Eliana e “popular” chegou a lançar um CD regravando músicas do Frank Sinatra (ele é praticamente o Frank Sinatra brasileiro, não?!). Se ele já era um robô falando “Você está demitido!”, imagine cantando.

Faltam-me palavras pra descrever o que significa “Voz de marionete”, então com vocês, “A voz”:




Alguém pára de manipular o Justus, por favor!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Avenida Dropsie


Baseada na história em quadrinhos de Will Eisner, Avenida Dropsie se apropria do universo melancólico e divertido do quadrinista e traça um fragmentado diário de personagens urbanas.

A peça retrata a solidão coletiva de uma grande cidade. Não há uma história, mas fragmentos inspirados em várias histórias de Eisner.

O cenário é composto pela fachada de um edifício de três andares com quase dez metros de altura, que retrata realmente a Avenida Dropsie criada por Eisner em quadrinhos.

Com cenografia de Daniela Thomas, mostra o cotidiano de grandes centros urbanos, palco de situações que passam desapercebidas por muitas pessoas, como separações, solidão, entre outras.

Em determinado momento, uma chuva de 15 minutos espalha poças d’água pelo palco, que ainda conta com letreiros e desenhos feitos sobre um tecido fino, uma espécie de cortina transparente que distorce um pouco a imagem das cenas que se passam nas janelas do prédio.

Em cena, oito atores que se multiplicam em inúmeros personagens por meio de várias trocas de roupas.

Avenida Dropsie volta ao teatro do SESI, no Centro Cultural FIESP, para mais uma temporada agora, de 05 de fevereiro a 05 de abril. Eu recomendo!

Serviço:
Local: Teatro do SESI – São Paulo
Ingressos: De quinta-feira a domingo, R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Entrada franca às quartas-feiras.
Mais informações no site do teatro SESI




A propósito, se alguém se interessar pelo Einser e quiser saber mais sobre quadrinhos, talvez eu possa ajudar já que meu TGI na Letras foi sobre ele.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Vamos abrir a roda

Pioneira na Axé Music, a soteropolitana Sarajane é uma daquelas “cantoras de uma música só”. Você pode não saber de quem estou falando, mas com certeza já ouviu, nem que seja de longe alguma coisa do tipo “Vamos abrir a roda, ‘enlarguecer’.../ tá ficando apertadinha... / por favor, abre a rodinha, meu amor...”.

Lançado em 1986, o hit A roda proporcionou à baiana uma série de aparições na TV, dezenas de pedidos nas rádios do Brasil e ainda lhe rendeu o título de melhor cantora de trio elétrico.

Quando ainda não existia Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, entre outras, Sara deu início ao que seria a Axé Music, ao lado de ícones do ritmo que duram até hoje, como Chiclete com banana, que no ano de lançamento da “rodinha”, vendia quase um milhão de cópias com seu álbum “Gritos de Carnaval”.

Bom, enquanto o chiclete continua arrebanhando milhares de “chicleteiros”, seja no Carnafacul ou no Carnaval baiano, Sarajane leva uma vida normal, cuidando de uma ONG voltada para crianças e artes. Dizem que está de volta e se apresenta desde 2008, todas as quartas, num bar em Salvador, mas isso eu já não sei...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Quem não tem fim de ano assim não tem história...

Fim de ano chegando e com ele coisas impagáveis...

...listas de presentes de amigo secreto, incluindo presentes como pijama da Puket, com bichinhos fofos.

... listas dos 10 mais.

... flas pra escolher, filas pra comprar, filas pra pagar, filas pra estacionar, filas.

... fraternidade entre pessoas que mal se olham no dia-a-dia.

... todo mundo se ama, todo mundo é de todo mundo e todo mundo se quer bem!

... festas de despedida dos que se vão.

... festas de fim de ano.

... Chester (Alguém já viu a foto de um chester vivo? Ele só nasce na época do natal?), champanhe, farofa, maionese, papai noel, duendes, fadas, roupa branca, show da virada com Faustão e Ivete Sangalo.

... o espírito de Natal invadindo todos os programas de TV, do Brothers, de Supla e João, ao Gugu.

... especiais de Natal da Xuxa, da Hebe, do Luciano Huck, da Angélica, da Luciana Gimenez, do Ronnie Von, e claro, do rei..

Com vocês, RC e MC Leozinho!






Uma poesia "realmente" bonita... hahahaha