O linguista Jacques Moeschler define três domínios de fatos linguísticos – condições que orientam a prática linguística -, os fatos de enunciação, de inferência e instrução. Dentro dos de enunciação, há algo muito interessante que diz respeito aos enunciados performativos (mas que talvez seja apenas mais uma divagação do gnomo psicodélico que mora dentro do meu cérebro).
Sabe quando você diz: “Eu juro que não fiz isso”, “Eu prometo que vou te ligar”?! Isso é um enunciado performativo, pois realiza a ação que nomeia. Atenção que o que acontece, na realidade, é a “realização da ação que nomeia”, não tem nada a ver com o que vem em seguida, o objeto da ação.
Na prática, quando dizemos “Eu juro”, estamos jurando sim, mas isso não implica que o que eu estou jurando seja verdadeiro. O mesmo ocorre com “Eu prometo”; a promessa é feita, mas o objeto da ação não se realiza.
Mas o engraçado é que esses atos não se realizam se não forem enunciados, não se realizam pragmaticamente. Explico: quando eu me levanto de manhã, não preciso enunciar algo do tipo “Eu levanto cedo” para que o ato se realize, ele está lá, realizado na ação, na performance. Nos enuciados performativos, não há exatamente uma performance, há a simples enunciação e nada além disso. Há alguma outra forma de jurar que não seja falando “Eu juro”?
Depois de tudo isso, só posso dizer que sábio mesmo foam Baden e Vinicius ao escreverem “Canto de Ossanha” e dizerem que “O homem que diz ‘dou’ não dá”, entre outras… A música é uma aula do que realmente são enunciados performativos!
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
A diferença entre recheio e cobertura
ATENÇÃO!
Só pra constar...
Pizza não tem recheio. Pizza tem cobertura.
Pastel, torta, empanada, empada, coxinha, isso tem recheio.
Só pra constar...
Pizza não tem recheio. Pizza tem cobertura.
Pastel, torta, empanada, empada, coxinha, isso tem recheio.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O problema de Paulo Coelho, o Mago (Mago?!)
Em seu novo livro, Paulo Coelho escreve:
Machado de Assis* escreveu:
Não há como comprarar Machado de Assis com Paulo Coelho? Então, compare com Lourenço Mutarelli.
O problema não é uma história ruim, pois até histórias ruins ficam boas, se bem escritas. O problema é não saber trabalhar com as palavras.
* Apesar de reconhecer que ele sim é o MAGO, Machado de Assis não está na lista dos meus escritores favoritos.
"O chão está molhado, imagino que meus tênis tão meticulosamente lavados...
...dois dias antes estarão de novo cheios de lama em mais alguns passos. A minha busca por sabedoria, paz de espírito e consciência das realidades visível e invisível já se transformou em rotina e não dá mais resultado. Quando tinha 22 anos, comecei a me dedicar ao aprendizado da magia. Passei por diversos caminhos, andei à beira do abismo durante anos importantes, escorreguei e caí, desisti e voltei. Imaginava que, quando chegasse aos 59 anos, estaria perto do paraíso e da tranquilidade absoluta..."
(O Aleph, de Paulo Coelho)
Machado de Assis* escreveu:
Algum tempo hesitei se devia abrir estas Memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nacimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
(Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis)
Não há como comprarar Machado de Assis com Paulo Coelho? Então, compare com Lourenço Mutarelli.
O metrô está vazio. Já passa das onze. Júnior carrega a expressão da desilusão e uma pequena mala. Respira com dificuldade pela boca. Seu rosto parece uma máscara. A máscara do desengano. Ou do engano? O maquinista ou uma gravação anuncia a próxima estação. Júnior nunca conseguiu descobrir quem anuncia as estações. Levanta com dificuldade e salta. Caminha de maneira letárgica, mecânica, como se algo o empurrasse, com esforço. Carrega uma pequena mala e quarenta e três anos mal-dormidos. As escadas rolantes já foram desligadas. Júnior escolhe a escada. A cada passo parece brotar um novo degrau. Júnior sobe metade da escadaria e desiste. Senta num degrau. Respira pela boca. Rapidamente surge um segurança e adverte que não é permitido sentar na escada. Júnior estende a mão. O homem, vestido de preto, o ajuda. Júnior termina a escalada com o auxílio do corrimão. Júnior se arrasta por uma rua deserta e mal iluminada. Três garotos surgem das sombras e caminham silenciosos atrás de seus passos. Disparam num repente, derrubando Júnior no meio-fio, e fogem levando a bagagem. Júnior caído na sarjeta, numa água empoçada, com o supercílio aberto. Júnior desata a chorar. Chora sem som e sem lágrima.
(A Arte de Produzir Efeito sem Causa, de Lourenço Mutarelli)
O problema não é uma história ruim, pois até histórias ruins ficam boas, se bem escritas. O problema é não saber trabalhar com as palavras.
* Apesar de reconhecer que ele sim é o MAGO, Machado de Assis não está na lista dos meus escritores favoritos.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Redundâncias irritantes
Quando você fica muito tempo sem fazer nada, quieta, inevitavelmente, começa a prestar atenção ao que os outros dizem e, óbvio, implicar com as mínimas coisas que dizem:
1. “Eu tenho um amigo meu…” - É óbvio que, se você tem um amigo, ele só pode ser seu! Não tem como dizer “Eu tenho um amigo dele…”.
2. “O resultado final que obtivemos…” - Resultado só pode ser final… Não tem como ter resultado, se você não tiver iniciado algo pra chegar ao final…
3. “O principal objetivo…” - Se é objetivo, só pode ser principal!
4. “A diferença está nos pequenos detalhes…” – Detalhes são pequenos, são pormenores, óbvio.
1. “Eu tenho um amigo meu…” - É óbvio que, se você tem um amigo, ele só pode ser seu! Não tem como dizer “Eu tenho um amigo dele…”.
2. “O resultado final que obtivemos…” - Resultado só pode ser final… Não tem como ter resultado, se você não tiver iniciado algo pra chegar ao final…
3. “O principal objetivo…” - Se é objetivo, só pode ser principal!
4. “A diferença está nos pequenos detalhes…” – Detalhes são pequenos, são pormenores, óbvio.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A vida segundo os ouvidos da minha vó
Jogo de futebol
- Vamos assistir o jogo do Corinthians hoje, mas o Reinaldinho tem que jogar!
- Ronaldinho, vó!
...
- Ih, olha, deu um penacho!
- Pênalti, vó!
...
- Ai, bem que o Bentinho podia dá um golzinho...
- Dentinho, vó!
...
Vendo TV
- Ah, mas hoje não é dia do programa do Rolim...
- Rolando Boldrin, vó!
...
- Põe na Veja!
- Que?!?!
- Dona Veja!
- Ah, Dona Beija, né?
- Vamos assistir o jogo do Corinthians hoje, mas o Reinaldinho tem que jogar!
- Ronaldinho, vó!
...
- Ih, olha, deu um penacho!
- Pênalti, vó!
...
- Ai, bem que o Bentinho podia dá um golzinho...
- Dentinho, vó!
...
Vendo TV
- Ah, mas hoje não é dia do programa do Rolim...
- Rolando Boldrin, vó!
...
- Põe na Veja!
- Que?!?!
- Dona Veja!
- Ah, Dona Beija, né?
quarta-feira, 11 de março de 2009
Trocadalhos do carilho
Desde que o mundo é mundo, a língua é o que mais representa a sociedade. No nosso caso, brasileiros, todo nosso senso de humor, a malemolência dos trópicos, é bem representado pela simples habilidade que temos em dar novos sentidos às palavras e frases, por meio dos chamados trocadilhos (ou, aproveitando o tema, os “trocadalhos do carilho”). Eles nada mais são do que recurso retórico deito a partir de alguma semelhança fonética ou sintática existente entre palavras, frases, intencionalmente ou não.
Muitas vezes, eles são péssimos no quesito educação e palavras bonitas e parecem ter sido todos criados por Renato Aragão ou por algum amigo seu da escola, mas eu acho todos muito engraçados e quem nunca usou um “É pavê ou pra comê?” que atire a primeira pedra!
Lembro da minha época da escola em que o trocadilho-rei era o “Se tem bruchove?”... Quantas vezes, eu fiquei tentando descobrir o que seria “Bruchove” pra poder responder esta pergunta.... E claro, depois que descobri o que realmente era, passei a adotá-la em todas as minhas conversas!
Dando uma olhada na internet, encontrei uma série de trocadilhos e listei aqui alguns dos melhores. Aqueles que não tem humor (como eu, que rio até do Dedé!), que não riem quando alguém fala “É pavê ou é pá cumê?” ou que são muito sensíveis à baixarias, pulem este post!
Muitas vezes, eles são péssimos no quesito educação e palavras bonitas e parecem ter sido todos criados por Renato Aragão ou por algum amigo seu da escola, mas eu acho todos muito engraçados e quem nunca usou um “É pavê ou pra comê?” que atire a primeira pedra!
Lembro da minha época da escola em que o trocadilho-rei era o “Se tem bruchove?”... Quantas vezes, eu fiquei tentando descobrir o que seria “Bruchove” pra poder responder esta pergunta.... E claro, depois que descobri o que realmente era, passei a adotá-la em todas as minhas conversas!
Dando uma olhada na internet, encontrei uma série de trocadilhos e listei aqui alguns dos melhores. Aqueles que não tem humor (como eu, que rio até do Dedé!), que não riem quando alguém fala “É pavê ou é pá cumê?” ou que são muito sensíveis à baixarias, pulem este post!
1. “As plantinhas ainda não falam porque são mudas.”
2. “Você não tem, mas o Frankstein.”
3. “Eu pinto paredes, o Jânio Quadros.”
4. “Ele cria galinha, o Paulo Coelho.”
5. “Você planta, o Phill Collins.”
6. “Eu como camarão, o presidente Lula.”
7. “Você gosta de café de máquina ou no coador é mais forte?”
8. “Que time é teu?”
9. “Você precisa mudar o corte de cabelo. Corta um pouco na frente ou pica atrás...”
10. “A mãe do meu amigo adora o Silvio Santos. Ela gosta mesmo de ver o Roletrando.”
11. “Tem posto aí atrás?”
12. “A fita é virgem porque o gravador é estéreo.”
13. “Vou fazer um almoço, mas preciso que você venha descascar alho.”
14. “Ninguém queria pagar a conta, mas a Cássia Kiss.”
15. “Minha amiga Paula está indo pra Genebra, se você quiser alguma coisa Paula traz.”
16. “Exportar é o que importa”
17. “Você gosta de verdura?”
18. “Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias.” (Até o Pe. Antonio Vieira, hein? Fanfarrão...)
19. “Feliz aniversário! E aí, vai ter festa nos seus anos?”
20. “Um abraço pra você e pra quem for da sua família.”
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Vamos abrir a roda
Pioneira na Axé Music, a soteropolitana Sarajane é uma daquelas “cantoras de uma música só”. Você pode não saber de quem estou falando, mas com certeza já ouviu, nem que seja de longe alguma coisa do tipo “Vamos abrir a roda, ‘enlarguecer’.../ tá ficando apertadinha... / por favor, abre a rodinha, meu amor...”.
Lançado em 1986, o hit A roda proporcionou à baiana uma série de aparições na TV, dezenas de pedidos nas rádios do Brasil e ainda lhe rendeu o título de melhor cantora de trio elétrico.
Quando ainda não existia Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, entre outras, Sara deu início ao que seria a Axé Music, ao lado de ícones do ritmo que duram até hoje, como Chiclete com banana, que no ano de lançamento da “rodinha”, vendia quase um milhão de cópias com seu álbum “Gritos de Carnaval”.
Bom, enquanto o chiclete continua arrebanhando milhares de “chicleteiros”, seja no Carnafacul ou no Carnaval baiano, Sarajane leva uma vida normal, cuidando de uma ONG voltada para crianças e artes. Dizem que está de volta e se apresenta desde 2008, todas as quartas, num bar em Salvador, mas isso eu já não sei...
Lançado em 1986, o hit A roda proporcionou à baiana uma série de aparições na TV, dezenas de pedidos nas rádios do Brasil e ainda lhe rendeu o título de melhor cantora de trio elétrico.
Quando ainda não existia Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, entre outras, Sara deu início ao que seria a Axé Music, ao lado de ícones do ritmo que duram até hoje, como Chiclete com banana, que no ano de lançamento da “rodinha”, vendia quase um milhão de cópias com seu álbum “Gritos de Carnaval”.
Bom, enquanto o chiclete continua arrebanhando milhares de “chicleteiros”, seja no Carnafacul ou no Carnaval baiano, Sarajane leva uma vida normal, cuidando de uma ONG voltada para crianças e artes. Dizem que está de volta e se apresenta desde 2008, todas as quartas, num bar em Salvador, mas isso eu já não sei...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Always Look on the Bright Side of Life...
You come from nothing and go back to nothing...what have you lost? NOTHING!
Pois é, depois de O segredo reinar sozinho no primeiro lugar das listas de mais vendidos durante quase um ano, a febre continua. Teve livro, filme, a mesma obra narrada por Ana Maria Braga... Agora, a bola da vez é O poder do agora,um dos vários livros de Eckhart Tolle. Parece que as pessoas descobriram que as pessoas precisam (ou não) de ajuda e tornaram isso uma nova forma de ganhar dinheiro!
Fato é que isso não vem de agora. Basta pegar filósofos, como Confúcio e lembrar de frases do tipo:
“A vida é realmente simples. Nós é que insistimos para torná-la complicada.”
Para percebermos que isso vem de muito tempo. Bom, eu não sei, talvez as frases e pensamentos sejam tirados de textos muito mais complexos, de outros contextos, e acabem sendo usadas como frases de efeito em apresentações motivacionais, mas enfim, estão aí, classificadas como autoajuda, em livros como 201 mensagens para vencer.
Pra mim, os livros de autoajuda só servem para ajudar o autor, que acaba ganhando rios de dinheiro a custa de leitores em busca de soluções para seus problemas, financeiros, amorosos, familiares, etc.
Se você faz parte deste delírio sem febre da autoajuda, além das palestras de Lair Ribeiro, sugiro algumas leituras: fiz aqui uma seleção dos 10 títulos mais "sensacionais e criativos" sobre o tema. São 10 maneiras de se divertir só pelo título (algumas capas também podem ajudar!):
1. Os 10 mandamentos do bom senso – Altamente recomendável para pessoas que ficam paradas na porta de saída do ônibus, mas não vão descer, e para aqueles que não entendem que no elevador, primeiro saem os que estão dentro; depois entram os que estão fora.
2. A alegria vem pela manhã – Faltou o complemento: Apenas para quem gosta de acordar cedo!
3. O amor que move o sol e as estrelas – A troco de quê?
4. Aprendendo a se relacionar com a riqueza – Ah, essa é fácil! Tudo é mais fácil quando se tem dinheiro!
5. Cansei de você – Que bom, eu também!
6. A escolha é sua – Que bom saber, se não tivesse me avisado...
7. Como conviver com um idiota – Ah, essa é fácil. Quer saber? Só me perguntar, convivo com vários!
8. Como escolher na vida entre o certo e o certo - Inclua mais uma opção: o ERRADO
9. Como fazer amigos e influenciar pessoas – Não queira fazer amigos, nem influenciar pessoas.
10. Como se tornar linda, rica e perua – Não, eu me recuso a comentar!
E como não poderia ser diferente, um vídeo de autoajuda, mas esse ajuda mesmo... pelo menos a dar umas risadas e ser feliz, sem ter que ler “10 leis para ser feliz”, muito menos “Dá trabalho ser feliz, mas vale a pena”.
Se nada adiantar e se você acha que autoajuda enche o saco: DERRUBE O COQUEIRO! CHUTE A SANTA!TOSQUEIE A OVELHA!SEJA ESTRANHO E SE ORGULHE DISSO!
* A palavra autoajuda, agora, é escrita junto mesmo. De acordo com o acordo! Segundo o Bechara, no livro “O que muda como o novo acordo ortográfico”: Se o 1º elemento terminar por vogal diferente daquela que inicia o 2º elemento, escreve-se junto, sem hífen.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Eu e o jornalismo
Minha relação com o Jornalismo vem de bastante tempo e não é nada boa. Eu não sou jornalista (que normalmente sabe de tudo), mas tenho uma boa definição pra profissão.
Outra tarefa deste profissional (?), especialmente como usuário da língua, considerando-se só por isso um lingüista ou gramático, é criar novas regras para a língua portuguesa. Isso, quatro anos de Letras pra que, se eu fiz Jornalismo?!Entre as regras do acordo jornalístico (ou do infeliz Manual do Estadão), destaco:
1. Século não se escreve em algarismos romanos, mas em arábicos. OK, então por que aprendemos os números romanos no colégio? Só por aprender? Ah, se é só por aprender, deveríamos aprender os números em japonês, hebraico... só por aprender....
2. Não se usa número por extenso em texto. A regra é clara: de 0 a 10 e após 1000, pode ser usado, fora isso não. Ah tá, entendi, número por extenso só em cheque! E como eu não costumo passar cheque de onze reais, nem de vinte e cinco mil, não sabia dessa regra!
Como estudioso da língua, ele acrescenta muito a ela e, conseqüentemente, a nós ao citar frases como: 'Olha, o estagiário desceu lá embaixo pra olhar.' - Bom saber que ele desceu lá embaixo, se tivesse descido lá em cima, eu ia responder sim à pergunta 'Quer que desenhe pra você entender?'.
Enfim, como escreveria uma jornalista que conheço, 'acho que descordamos' em relação a muitas coisas, principalmente, à língua e ao conhecimento.
Até agora, esse é o jornalismo que eu conheço:
Pareceria com Elis Regina?! Marcelo Campelo?! Pra fazer parte da banda tem que ter barba?!
Viva Amarante!!!
E a melhor...
Se alguém conhece algum outro tipo de jornalismo, por favor, me apresente!
* João, acho que você é o único jornalista que eu conheço que lê esse blog, então, desculpe, esse texto não é pra você e tenho certeza que não tem nada a ver com você.
Jornalista: pessoa, graduada ou não, que ganha espaço e dinheiro fazendo seus trabalhos escolares. Sim, seu trabalho de escola, quando publicado em algum veículo de comunicação, vira uma matéria e você é chamado jornalista. Em todas as vertentes, seja no jornalismo escrito, no fotojornalismo, no rádio ou na TV, este profissional julga saber de tudo, do nome de todos os afluentes do rio Amazonas ao nome da cantor afegão preferido de Osama Bin Laden, sem deixar de lado o nome de todas as empresas que estão com ações em alta no índice Dow Jones.
Outra tarefa deste profissional (?), especialmente como usuário da língua, considerando-se só por isso um lingüista ou gramático, é criar novas regras para a língua portuguesa. Isso, quatro anos de Letras pra que, se eu fiz Jornalismo?!Entre as regras do acordo jornalístico (ou do infeliz Manual do Estadão), destaco:
1. Século não se escreve em algarismos romanos, mas em arábicos. OK, então por que aprendemos os números romanos no colégio? Só por aprender? Ah, se é só por aprender, deveríamos aprender os números em japonês, hebraico... só por aprender....
2. Não se usa número por extenso em texto. A regra é clara: de 0 a 10 e após 1000, pode ser usado, fora isso não. Ah tá, entendi, número por extenso só em cheque! E como eu não costumo passar cheque de onze reais, nem de vinte e cinco mil, não sabia dessa regra!
Como estudioso da língua, ele acrescenta muito a ela e, conseqüentemente, a nós ao citar frases como: 'Olha, o estagiário desceu lá embaixo pra olhar.' - Bom saber que ele desceu lá embaixo, se tivesse descido lá em cima, eu ia responder sim à pergunta 'Quer que desenhe pra você entender?'.
Enfim, como escreveria uma jornalista que conheço, 'acho que descordamos' em relação a muitas coisas, principalmente, à língua e ao conhecimento.
Até agora, esse é o jornalismo que eu conheço:
Pareceria com Elis Regina?! Marcelo Campelo?! Pra fazer parte da banda tem que ter barba?!
Viva Amarante!!!
E a melhor...
Se alguém conhece algum outro tipo de jornalismo, por favor, me apresente!
* João, acho que você é o único jornalista que eu conheço que lê esse blog, então, desculpe, esse texto não é pra você e tenho certeza que não tem nada a ver com você.
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