Uma família. A avó, o filho, a filha e a neta acabando de almoçar quando a garçonete se aproxima querendo ser gentil com a velhinha:
Garçonete: - Vocês vão querer sobremesa? A senhora aceita: temos sorvete de tapioca, creme de cupuaçu, goiabada frita...?
Velhinha: - Ah, não, não quero, eu tenho Chocotone na minha casa!
(fim de 2010)
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
And if I could begin it all over again?
And if I could begin it all over again, knowing what I know now, the result would be the same. And if I could begin again a third time, knowing what I would know then, the result would be the same. And if I could begin it all over again a hundred ties, knowing each time a little more than the time befre, the result would always be the same. and the hundreth life as the first, and the hundred lives as one.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Conversas da mesa ao lado
Uma família. A avó, o filho, a filha e a neta acabando de almoçar quando a garçonete se aproxima querendo ser gentil com a velhinha:
Garçonete: - Vocês vão querer sobremesa? A senhora aceita: temos sorvete de tapioca, creme de cupuaçu, goiabada frita...?
Velhinha: - Ah, não, não quero, eu tenho Chocotone na minha casa!
Garçonete: - Vocês vão querer sobremesa? A senhora aceita: temos sorvete de tapioca, creme de cupuaçu, goiabada frita...?
Velhinha: - Ah, não, não quero, eu tenho Chocotone na minha casa!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Na banca de jornal
Potira: - Oi. Tem aquela revista que tem o Wagner Montes na capa? Esqueci qual é...
Moço da banca: - Wagner Montes?! Ih, não sei que revista é essa não...
Potira: - Bom, deixa eu dar uma olhada então nas revistas...
(...)
Potira: - Achei, moço... É essa, Rolling Stone.
Moço: - Então, esse é o Wagner Moura, não é o Wagner Montes, né?!
Potira: - E não foi isso que eu falei?!
Moço: - rs... Não...
Moço da banca: - Wagner Montes?! Ih, não sei que revista é essa não...
Potira: - Bom, deixa eu dar uma olhada então nas revistas...
(...)
Potira: - Achei, moço... É essa, Rolling Stone.
Moço: - Então, esse é o Wagner Moura, não é o Wagner Montes, né?!
Potira: - E não foi isso que eu falei?!
Moço: - rs... Não...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Coisas que acontecem no puro silêncio numa noite de luar
"Sim, porque segundo me ensinou minha filha, que entende de ambos os assuntos, os computadores [e o amor] (...) têm uma lógica que lhes é própria e que devemos respeitar." (Fernando Sabino, "No fim dá certo")
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Se eu tô rindo é pra você...
É, eu tô na vida é pra virar,
Que a felicidade vem,
Eu tô sonhando mais além
Não, nem vem aqui me atazanar
Se eu tô rindo é pra você
Eu não fui feita é pra fingir
Eu tô ligada é no amor
Que se tem pra viver
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Bagulhos do bumba
Pegar ônibus em São Paulo é para os fortes.
Fato é que fazer trajetos que vão do simples "Vila Madalena - Parque Edu Chaves" aos mais complexos como "Pinheiros - Terminal Jardim Ângela", "Terminal Princesa Isabel - Cohab Taipas", incluindo integrações com metrô, trens, vans, pode ser uma experiência antropológica se olharmos com atenção os tipos humanos que aparecem na vida de qualquer pessoa que ande de ônibus, pelo menos, uma vez ao dia.
Lógico que existem muitos outros "tipos", como os que envolvem crianças, os adolescentes, etc, mas eu teria que escrever um livro, não um post.
Fato é que fazer trajetos que vão do simples "Vila Madalena - Parque Edu Chaves" aos mais complexos como "Pinheiros - Terminal Jardim Ângela", "Terminal Princesa Isabel - Cohab Taipas", incluindo integrações com metrô, trens, vans, pode ser uma experiência antropológica se olharmos com atenção os tipos humanos que aparecem na vida de qualquer pessoa que ande de ônibus, pelo menos, uma vez ao dia.
1. Mulher-cobra: normalmente, usando calça jeans ultrajusta, top de supplex (ou algum tecido sintético do tipo que se usa pra fazer ginástica) e uma sandália plataforma, esse ser costuma se enrolar no ferro onde deveríamos colocar apenas a mão pra nos segurar, formando o famoso símbolo da medicina. A mulher-cobra não só coloca a mão, como o braço e o restante do corpo ao redor do ferro, fazendo uma espécie de malabarismo enquanto o ônibus faz curvas, passa por buracos, num misto de pole dance e falta de noção, já que quem quer só por a mão pra se apoiar um pouquinho fica sem ter como fazer isso.
2. Mulher-cremosa: ela sai de casa com o cabelo todo trabalhado no gel brilho molhado. Eu não sei direito qual é a ideia disso, mas faz o maior sucesso especialmente entre as moças de cabelos cacheados. Aí, você entra no ônibus lotado tentando desviar dessa gosma para evitar que aquilo respingue em qualquer parte do seu corpo; aí, a fulana passa a mão no cabelo sem parar depois segura no ferro e você, sem saber, vai segurar e sente a mão escorregar...
3. Sou porteiro, não saio nunca: a criatura para ali na porta de saída, mas vai descer só no ponto final. Normalmente, são duplas ou até trios de pessoas que se reúnem ali, com medo de não conseguir descer no último ponto. Aliás, são os mesmos que costumam ficar empatando na porta de entrada também, o que faz com que as filas nos pontos de ônibus tripliquem.
4. Empaca-catraca: é aquela cheia de sacolas e bolsas, que não deixa o dinheiro separado, coloca tudo em cima da gaveta do cobrador e fica lá, durante horas, procurando o bilhete único, os cinco centavos que faltam pra completar os 2,70...
5. O sonolento: ele não dormiu direito, acordou muito cedo, vai saber! Mas ele só quer um ombro amigo pra se encostar e dormir, por isso sua cabeça teima em cair sobre seus ombros.
6. O prestativo e o medroso: o prestativo quer a todo custo segurar sua bolsa, sua pasta, seu casaco, seu guarda-chuva molhado, mas você nem pensa em entregar nada a ele. Já pensou em quantas pessoas são furtadas por esse tipo de gente prestativa?!
7. Finjo dormir pra não te ajudar: esse tipo é aquele que, quando percebe que você tá carregado de coisas, finge estar dormindo, logo não vê suas coisas e não pode se oferecer para segurá-las.
8. Tinjo o cabelo de loiro pra parecer velha ou uso bata pra parecer grávida, mas só sou gorda mesmo: essas são aquelas tiazinhas que não são tão jovens, nem tão velhas, mas que pintam o cabelo de loiro e te deixam na dúvida: dar ou não dar luagr a elas. O mesmo ocorre com qualquer gordinha de bata: está grávida ou não, dou ou não dou lugar.
9. Tenho celular pra usar mesmo: a pessoa já entra com o celular na mão às oito horas da manhã. Em meia hora de ônibus, sentado ao lado dela ou em local distante, se você não estiver ouvindo seu iPod em alto e bom som, saberá a vida da pessoa e, provavelmente de sua família, amigos, vizinhos, em detalhes.
10. Ouço música ruim e gosto de compartilhar: sim porque como se não bastasse falar ao celular, as pessoas agora usam como rádio. Quer dizer: a pessoa vai lá na internet, baixa só o melhor de Calypso, Calcinha Preta e dos funks cariocas, pendura aquela bosta de celular no pescoço, liga o MP3 e compartilha a droga com todo mundo. Só queria saber quem inventou isso...
Lógico que existem muitos outros "tipos", como os que envolvem crianças, os adolescentes, etc, mas eu teria que escrever um livro, não um post.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Bem louco...
"Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz"
O Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro desenvolve desde 1998 um projeto chamado Convivendo com a Música.
Por meio desse projeto, proporciona vivências musicias coordenadas pelo psicólogo e musicoterapeuta Sidnei M. Dantas, desenvolvendo a criatividade e a expressnao dos pacientes do local.
Fruto das atividades do projeto, o “Harmonia Enlouquece” dá voz aos delírios interpretando canções populares e músicas próprias que falam da história dessas pessoas.
O grupo já teve mais de 40 participantes, ganhou prêmios, gravou CDs e já se apresentou em locais como a Concha Acústica em Salvador, o Conservatório Brasileiro de Música, entre outros, além de ter participado também da trilha sonora da novela "Caminho das Índias", que tinha Bruno Gagliasso interpretando um esquizofrênico.
Como resultado, houve certa redução no número de internação dos integrantes, além da melhora na adesão ao tratamento.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Quem não tem colírio usa óculos escuros
E aí que a MTV, junto com a Capricho, criou o tal de "Colírio Capricho". A ideia era reunir os meninos mais bonitos, "fofos" e talentosos (?) do Brasil numa espécie de reality show.
Durante um mês, mais ou menos, os dez meninos eram desafiados a aprender a tocar, cantar e agir como verdadeiros "príncipes" a la Justin Bieber. Nessa semana, o programa acabou, não sei quem ganhou, nem o que ganhou, só sei que um deles tentou se suicidar.
Enfim, fiquei pensando nesses "colírios", vi que não são tão "colírio" assim quando o assunto ultrapassa a carinha bonita e cheguei à conclusão de que certo estava Raul Seixas (também fora da categoria "colírio") ao dizer "Quem não tem colírio usa óculos escuros". De que adianta um rostinho bonito, o cabelinho do Justin Bieber - ecovado, sem nem um fio fora do lugar, lisinho -, o jeitinho de príncipe?
Troco fácil o colírio pelos óculos escuro, deixando de lado a aparência para encarar, ainda que de óculos escuros embaçados, o charme e a inteligência de muitos "mal diagramados" (homens de verdade, sem medo de tomar choque ao trocar uma lâmpada, sem creminhos Anna Pegova, nem depilação a laser!) que existem por aí. Até porque, com certeza, por trás do cabelo bagunçado, da barba por fazer, da calça caída, da barriga caída, dos óculos fundo de garrafa..., sempre há um senso de humor incrível, um pouco de cultura, bom papo...
Agora já pensou a casa dos Colírios Capricho habitada por seres encantadores e roots, como: Xico Sá, Javier Bardem, Lenine, Jorge du Peixe, Fred 04, Samuel Beckett, China, Otto, Angeli e Lourenço Mutarelli. Seria difícil eliminar alguém, não?
Durante um mês, mais ou menos, os dez meninos eram desafiados a aprender a tocar, cantar e agir como verdadeiros "príncipes" a la Justin Bieber. Nessa semana, o programa acabou, não sei quem ganhou, nem o que ganhou, só sei que um deles tentou se suicidar.
Enfim, fiquei pensando nesses "colírios", vi que não são tão "colírio" assim quando o assunto ultrapassa a carinha bonita e cheguei à conclusão de que certo estava Raul Seixas (também fora da categoria "colírio") ao dizer "Quem não tem colírio usa óculos escuros". De que adianta um rostinho bonito, o cabelinho do Justin Bieber - ecovado, sem nem um fio fora do lugar, lisinho -, o jeitinho de príncipe?
Troco fácil o colírio pelos óculos escuro, deixando de lado a aparência para encarar, ainda que de óculos escuros embaçados, o charme e a inteligência de muitos "mal diagramados" (homens de verdade, sem medo de tomar choque ao trocar uma lâmpada, sem creminhos Anna Pegova, nem depilação a laser!) que existem por aí. Até porque, com certeza, por trás do cabelo bagunçado, da barba por fazer, da calça caída, da barriga caída, dos óculos fundo de garrafa..., sempre há um senso de humor incrível, um pouco de cultura, bom papo...
Agora já pensou a casa dos Colírios Capricho habitada por seres encantadores e roots, como: Xico Sá, Javier Bardem, Lenine, Jorge du Peixe, Fred 04, Samuel Beckett, China, Otto, Angeli e Lourenço Mutarelli. Seria difícil eliminar alguém, não?
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O problema de Paulo Coelho, o Mago (Mago?!)
Em seu novo livro, Paulo Coelho escreve:
Machado de Assis* escreveu:
Não há como comprarar Machado de Assis com Paulo Coelho? Então, compare com Lourenço Mutarelli.
O problema não é uma história ruim, pois até histórias ruins ficam boas, se bem escritas. O problema é não saber trabalhar com as palavras.
* Apesar de reconhecer que ele sim é o MAGO, Machado de Assis não está na lista dos meus escritores favoritos.
"O chão está molhado, imagino que meus tênis tão meticulosamente lavados...
...dois dias antes estarão de novo cheios de lama em mais alguns passos. A minha busca por sabedoria, paz de espírito e consciência das realidades visível e invisível já se transformou em rotina e não dá mais resultado. Quando tinha 22 anos, comecei a me dedicar ao aprendizado da magia. Passei por diversos caminhos, andei à beira do abismo durante anos importantes, escorreguei e caí, desisti e voltei. Imaginava que, quando chegasse aos 59 anos, estaria perto do paraíso e da tranquilidade absoluta..."
(O Aleph, de Paulo Coelho)
Machado de Assis* escreveu:
Algum tempo hesitei se devia abrir estas Memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nacimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco.
(Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis)
Não há como comprarar Machado de Assis com Paulo Coelho? Então, compare com Lourenço Mutarelli.
O metrô está vazio. Já passa das onze. Júnior carrega a expressão da desilusão e uma pequena mala. Respira com dificuldade pela boca. Seu rosto parece uma máscara. A máscara do desengano. Ou do engano? O maquinista ou uma gravação anuncia a próxima estação. Júnior nunca conseguiu descobrir quem anuncia as estações. Levanta com dificuldade e salta. Caminha de maneira letárgica, mecânica, como se algo o empurrasse, com esforço. Carrega uma pequena mala e quarenta e três anos mal-dormidos. As escadas rolantes já foram desligadas. Júnior escolhe a escada. A cada passo parece brotar um novo degrau. Júnior sobe metade da escadaria e desiste. Senta num degrau. Respira pela boca. Rapidamente surge um segurança e adverte que não é permitido sentar na escada. Júnior estende a mão. O homem, vestido de preto, o ajuda. Júnior termina a escalada com o auxílio do corrimão. Júnior se arrasta por uma rua deserta e mal iluminada. Três garotos surgem das sombras e caminham silenciosos atrás de seus passos. Disparam num repente, derrubando Júnior no meio-fio, e fogem levando a bagagem. Júnior caído na sarjeta, numa água empoçada, com o supercílio aberto. Júnior desata a chorar. Chora sem som e sem lágrima.
(A Arte de Produzir Efeito sem Causa, de Lourenço Mutarelli)
O problema não é uma história ruim, pois até histórias ruins ficam boas, se bem escritas. O problema é não saber trabalhar com as palavras.
* Apesar de reconhecer que ele sim é o MAGO, Machado de Assis não está na lista dos meus escritores favoritos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Ar-condicionado em local de trabalho é...
Então, lembra de "Amar é..."?
Fiz a minha versão...
Ar-condicionado em local de trabalho é motivo de discórdia, não importa onde você trabalhe.
Ar-condicionado em local de trabalho é algo que nunca vai agradar a ninguém, calorentos nem friorentos.
Ar-condicionado em local de trabalho é ter que trabalhar de blusa no verão e sem blusa no inverno.
Ar-condicionado em local de trabalho é ir do mais quente verão senegalês ao mais frio inverno da Sibéria.
Fiz a minha versão...
Ar-condicionado em local de trabalho é motivo de discórdia, não importa onde você trabalhe.
Ar-condicionado em local de trabalho é algo que nunca vai agradar a ninguém, calorentos nem friorentos.
Ar-condicionado em local de trabalho é ter que trabalhar de blusa no verão e sem blusa no inverno.
Ar-condicionado em local de trabalho é ir do mais quente verão senegalês ao mais frio inverno da Sibéria.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Ei, meu amigo Charlie Brown...
Sempre achei o Benito di Paula meio esquisito, mas o engraçado é que, por mais que o achasse estranho, sua imagem de paletozinho cinza, tocando piano e entoando versos como “Ei, meu amigo Charlie Brown” nunca saíram da minha cabeça. Talvez isso tenha acontecido por causa do Charlie Brown, do Snoopy, mas acho que não...
Quando eu era pequena, muitas tardes de domingo eram passadas na casa da “Tia Neyde”. Ela nunca foi minha tia, era prima, mas por ser mais velha do que eu, naturalmente, virou “tia”.
A casa ficava (fica ainda) na Lapa e lá reuniam-se os primos em volta da mesa da cozinha para conversar (o que incluía principalmente falar mal de uma boa parte da família que não estava presente), batucar, cantar, comer, beber (e isso eles faziam muito!), etc.
A reunião não se limitava à cozinha e ia para o quintal, onde ficavam estacionados os carros e onde eu e meus primos da mesma idade brincávamos na rampa que ia em direção à rua, na laje, na parte de cima, onde havia um pé de alguma coisa – se eu não me engano jaboticaba – e uma balança, feita pelo Tio Zé (que também não era tio, era primo).
Além das crianças, os mais velhos também iam para fora e sentavam na rampa, onde cantavam – muitos bêbados, outros nem tanto – e continuavam a conversar...
A reunião de domingo não se limitava à família e a vizinhança, bem conhecida por eles, também costumava participar com personagens inusitados e, aqui, entra o Benito di Paula.
Entre os vizinhos – a solteirona do lado, Nancy; o alemão amigo do Tio Damas, o patriarca da família, conhecido pelo apelido Schön... Mas era justamente no fim da tarde, na hora da “Porta da esperança”, do Silvio, que chegava também a Vi, namorada do Tio Damas, e ele, o "meu" Benito di Paula, oops, o Tom.
O Tom sempre foi uma figura, no mínimo, esquisita. Sempre magrinho, cabelos grisalhos, com seu paletozinho cinza, sapatos pretos e camisa branca, ele aparecia nessas reuniões, como se fosse da família e participava de todas as conversas, fumando seu cigarrinho, contando histórias difícies de entender, pois o que ele falava em estado normal já era difícil, bêbado então...
Fato é que nunca vi o Tom cantar, nunca vi tocar piano, e ele sequer falava no Charlie Brown, mas era olhar pra ele e ver Benito di Paula. Na verdade, eu sempre tive a certeza de que ele era realmente o Benito e até achava legal ele ir ao meu aniversário, viajar com a gente (eu acho que ele viajou uma vez, mas não lembro), tipo: “O Benito di Paula foi ao meu aniversário, não é o máximo?!”
Enfim, o tempo passou, as reuniões aos finais de semana pararam de acontecer, Tio Damas e Vi faleceram, Tio Zé mudou, Tia Neyde mudou, não dá mais pra ficar sentada na rampa brincando, a “Porta da Esperança” não passa mais, Tom sumiu e, com ele, Benito di Paula.
Na realidade, outro dia, ele apareceu na TV, mas não era mais o mesmo, faltava o piano, o paletozinho, parecia mais um velhinho decrépito do que o amigo do Charlie Brown... Talvez seja porque o meu Benito di Paula nunca tenha sido aquele da TV, mas só o nosso amigo Tom.
Quando eu era pequena, muitas tardes de domingo eram passadas na casa da “Tia Neyde”. Ela nunca foi minha tia, era prima, mas por ser mais velha do que eu, naturalmente, virou “tia”.
A casa ficava (fica ainda) na Lapa e lá reuniam-se os primos em volta da mesa da cozinha para conversar (o que incluía principalmente falar mal de uma boa parte da família que não estava presente), batucar, cantar, comer, beber (e isso eles faziam muito!), etc.
A reunião não se limitava à cozinha e ia para o quintal, onde ficavam estacionados os carros e onde eu e meus primos da mesma idade brincávamos na rampa que ia em direção à rua, na laje, na parte de cima, onde havia um pé de alguma coisa – se eu não me engano jaboticaba – e uma balança, feita pelo Tio Zé (que também não era tio, era primo).
Além das crianças, os mais velhos também iam para fora e sentavam na rampa, onde cantavam – muitos bêbados, outros nem tanto – e continuavam a conversar...
A reunião de domingo não se limitava à família e a vizinhança, bem conhecida por eles, também costumava participar com personagens inusitados e, aqui, entra o Benito di Paula.
Entre os vizinhos – a solteirona do lado, Nancy; o alemão amigo do Tio Damas, o patriarca da família, conhecido pelo apelido Schön... Mas era justamente no fim da tarde, na hora da “Porta da esperança”, do Silvio, que chegava também a Vi, namorada do Tio Damas, e ele, o "meu" Benito di Paula, oops, o Tom.
O Tom sempre foi uma figura, no mínimo, esquisita. Sempre magrinho, cabelos grisalhos, com seu paletozinho cinza, sapatos pretos e camisa branca, ele aparecia nessas reuniões, como se fosse da família e participava de todas as conversas, fumando seu cigarrinho, contando histórias difícies de entender, pois o que ele falava em estado normal já era difícil, bêbado então...
Fato é que nunca vi o Tom cantar, nunca vi tocar piano, e ele sequer falava no Charlie Brown, mas era olhar pra ele e ver Benito di Paula. Na verdade, eu sempre tive a certeza de que ele era realmente o Benito e até achava legal ele ir ao meu aniversário, viajar com a gente (eu acho que ele viajou uma vez, mas não lembro), tipo: “O Benito di Paula foi ao meu aniversário, não é o máximo?!”
Enfim, o tempo passou, as reuniões aos finais de semana pararam de acontecer, Tio Damas e Vi faleceram, Tio Zé mudou, Tia Neyde mudou, não dá mais pra ficar sentada na rampa brincando, a “Porta da Esperança” não passa mais, Tom sumiu e, com ele, Benito di Paula.
Na realidade, outro dia, ele apareceu na TV, mas não era mais o mesmo, faltava o piano, o paletozinho, parecia mais um velhinho decrépito do que o amigo do Charlie Brown... Talvez seja porque o meu Benito di Paula nunca tenha sido aquele da TV, mas só o nosso amigo Tom.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Masculino ou feminino?
Depois das calças ultra-skinny do Zezé di Camargo, dos sapatos com saltinho do Luciano, do cabelo loiro do Belo, do Marcelo Camelo afirmar que usa unhas de porcelana na Trip e de David Beckham dizer que usa as calcinhas da mulher, eu pensei que já tinha visto tudo sobre metrossexuais (aqueles mocinhos que deixam seu lado feminino mais à mostra).
Mas eu me enganei completamente...
A moda agora entre os homens, que, por incrível que pareça, não se consideram metrossexuais é a maquiagem. Isso mesmo: rímel, corretivo, base, pó, lápis de olho, batom e por aí vai...
Segundo matéria da revista IstoÉ, a busca dos homens por estes produtos aumentou tanto que marcas famosas, como a Jean Paul Gaultier, já estão criando linhas exclusivas para este público.
Um dos personagens da matéria, um publicitário, chegou a criar um blog (www.makeyeah.com) dando dicas para os homens sobre o tema e afirma "O homem não deve pesar a mão, senão perde a masculinidade." Ah, peraí: pra mim, já perdeu não só a masculinidade, como principalmente o meu respeito.
Tudo bem que antigamente (muito antigamente), os homens usassem perucas e maquiagem pra disfarçar sei lá o quê, mas... os mal-diagramados (como diz Xico Sá) também têm seu encanto e, normalmente, são bem mais interessantes, não precisam de maquiagem.
Como vai ficar o mundo agora sem as marcas típicas do "macho de verdade"?! Marcas de expressão, espinhas, cicatrizes.... Pra que corrigir uma boca com um batonzinho "nude", ou melhorar os cílios com um rímel transparente, ou cobrir a cicatriz na testa que ganhou no primeiro tombo de skate aos 10 anos de idade com uma base ou pó compacto?
As mulheres, em sua maioria, não estão nem aí pra isso, desde que sejam limpinhos. Desfilar com pessoas sem nenhuma marca de expressão, sem nenhuma espinha, com pele de pêssego, normalmente é coisa de homem que gosta de desfilar com mulehr bonita pra imrpessionar. Sempre é possível achar um cotovelo, uma covinha, um joelho, alguma coisa que encante. Alguma coisa fora do lugar, umas cicatrizes, uns roxos no braço, ou mesmo um pouco de feiúra, não só reforçam a masculinidade, como têm seu charme.
* Ah, Pepeu, desculpe, mas ser um homem feminino fere seu lado masculino sim!
Mas eu me enganei completamente...
A moda agora entre os homens, que, por incrível que pareça, não se consideram metrossexuais é a maquiagem. Isso mesmo: rímel, corretivo, base, pó, lápis de olho, batom e por aí vai...
Segundo matéria da revista IstoÉ, a busca dos homens por estes produtos aumentou tanto que marcas famosas, como a Jean Paul Gaultier, já estão criando linhas exclusivas para este público.
Um dos personagens da matéria, um publicitário, chegou a criar um blog (www.makeyeah.com) dando dicas para os homens sobre o tema e afirma "O homem não deve pesar a mão, senão perde a masculinidade." Ah, peraí: pra mim, já perdeu não só a masculinidade, como principalmente o meu respeito.
Tudo bem que antigamente (muito antigamente), os homens usassem perucas e maquiagem pra disfarçar sei lá o quê, mas... os mal-diagramados (como diz Xico Sá) também têm seu encanto e, normalmente, são bem mais interessantes, não precisam de maquiagem.
Como vai ficar o mundo agora sem as marcas típicas do "macho de verdade"?! Marcas de expressão, espinhas, cicatrizes.... Pra que corrigir uma boca com um batonzinho "nude", ou melhorar os cílios com um rímel transparente, ou cobrir a cicatriz na testa que ganhou no primeiro tombo de skate aos 10 anos de idade com uma base ou pó compacto?
As mulheres, em sua maioria, não estão nem aí pra isso, desde que sejam limpinhos. Desfilar com pessoas sem nenhuma marca de expressão, sem nenhuma espinha, com pele de pêssego, normalmente é coisa de homem que gosta de desfilar com mulehr bonita pra imrpessionar. Sempre é possível achar um cotovelo, uma covinha, um joelho, alguma coisa que encante. Alguma coisa fora do lugar, umas cicatrizes, uns roxos no braço, ou mesmo um pouco de feiúra, não só reforçam a masculinidade, como têm seu charme.
* Ah, Pepeu, desculpe, mas ser um homem feminino fere seu lado masculino sim!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pra limpar banheiro ou pra tomar banho?
E aí que eu fui passear na Liberdade... Lojinhas de tranqueiras japonesas, comidas japonesas... e muito, muito brasileiro comprando.
De repente, eu tô lá olhando uns ferrinhos e tentando entender pra que serviam, já que a embalagem, como a de todos os outros produtos, só tinha instruções japonês, quando ouço do meu lado uma conversa entre uma senhora e um vendedor.
Munida de uma escova na mão, a senhora começa a esfregar a escova NAS COSTAS DO RAPAZ e diz:
- Ah, que bom isso pra esfregar as costas. Quanto custa?
- Senhora, isso é pra limpar privada...
De repente, eu tô lá olhando uns ferrinhos e tentando entender pra que serviam, já que a embalagem, como a de todos os outros produtos, só tinha instruções japonês, quando ouço do meu lado uma conversa entre uma senhora e um vendedor.
Munida de uma escova na mão, a senhora começa a esfregar a escova NAS COSTAS DO RAPAZ e diz:
- Ah, que bom isso pra esfregar as costas. Quanto custa?
- Senhora, isso é pra limpar privada...
terça-feira, 11 de maio de 2010
Conversa da mesa ao lado
O moço: Alessa, Alessa, eu gosto!
A moça: Quê?!?!
O: Eu gosto de Alessa, do nome Alessa. É um bom nome pra bebê. Não é?
A: Nossa, mas faz só um mês que a gente tá namorando e você já está pensando no nome dos nossos filhos?!
O: Não, é que eu tô lendo um livro. Você disse que gostava de ler, de gente culta, gente que lê... Tô me esforçando...
A: Livro?! Mas o que isso tem a ver com nomes?!?!
O: É que eu tô lendo "1001 nomes de bebês".
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Teria Ricky Martin começado assim?
Depois da mini Lady Gaga...
Desculpe, Timmy! Quando crescer, você tem direito a matar a pessoa que te filmou,a que te deu a banana e a que te deu esse pijama...
Desculpe, Timmy! Quando crescer, você tem direito a matar a pessoa que te filmou,a que te deu a banana e a que te deu esse pijama...
terça-feira, 30 de março de 2010
Love is in the air...
Você começa a perceber que as pessoas estão realmente apaixonadas quando elas ouvem isso e dizem: "Ah, é ruim, mas é tão bonitinho..."
1. 'Lonely', Akon
2. 'Eu me apaixonei pela pessoa errada', Exaltasamba
3. 'Big girls don't cry', Fergie
4. 'Tem que ser você', Victor e Léo
E, é claro...
5. 'Só você', Fabio Jr.
1. 'Lonely', Akon
2. 'Eu me apaixonei pela pessoa errada', Exaltasamba
3. 'Big girls don't cry', Fergie
4. 'Tem que ser você', Victor e Léo
E, é claro...
5. 'Só você', Fabio Jr.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Monsueto e Virna Lisi
Monsueto foi cantor, compositor e instrumentista. Nascido no Rio de Janeiro, chegou a cantar com Herivelto Martins (sim, o da dalva de Oliveira) e atuou em filmes, como "Treze cadeiras", de 1957.
É dele o sucesso gravado por Linda Batista no carnaval de 1962, "Me deixa em paz". Aqui, uma versão com Seu Jorge (pra lá de Bagdá!) e Teresa Cristina:
Dele também é a canção "Eu quero essa mulher", samba de 1961, que, quem ouviu rock nacional nos anos 1990 deve ter ouvido com a banda Virna Lisi.
Virna Lisi e Monsueto:
É dele o sucesso gravado por Linda Batista no carnaval de 1962, "Me deixa em paz". Aqui, uma versão com Seu Jorge (pra lá de Bagdá!) e Teresa Cristina:
Dele também é a canção "Eu quero essa mulher", samba de 1961, que, quem ouviu rock nacional nos anos 1990 deve ter ouvido com a banda Virna Lisi.
Virna Lisi e Monsueto:
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sem fastio, com fome de tudo!
Eu não tenho muito que fazer ultimamente, consequentemente, só me resta comer, beber...
Dessa falta do que fazer, veio a ideia – vamos fazer um post sobre algo que realmente está fazendo parte da minha vida agora. Eu poderia ter postado uma receita, mas aí, seria muito mentiroso da minha parte, já que eu nunca cozinho nada, iria ter que copiar alguma da Palmirinha Onofre (que também está fazendo parte da minha vida ultimamente!
Assim, eu elegi as melhores músicas sobre comida e bebida (na minha opinião):
1. Rexeita da Xuxa – Xuxa:
Nossa rainha, gravou a canção no Xegundo Xou da Xuxa e, com toda a inocência que pode ser percebida em sua voz doce e suave, como a de uma criança (hahahaha), interpreta versos como: “Tem pêra, tem! Tem leite, tem! Se tem maçã, então tá bom!” Quantas vezes cantei e dancei junto com a Rainha, às 8 horas da manhã, no café-da-manhã da Xuxa... O mais legal é que eu nunca comi nada do que ela cantava na música no café da manhã – enquanto ela comia frutas, café, manteiga, pão, biscoito... Eu passava muito bem com o meu leite com chocolate. Mas tudo bem, se tem maçã, então tá bom! E o melhor: ainda dá "pra gastar as energias com a loirinha" (bizarra)!
2. Suco de tangerina – Beastie Boys:
Esta é sem dúvida a melhor, não por ser “Suco de tangerina”, mas por ser Beastie Boys. Li num site que a faixa, do álbum instrumental “The Mix-Up”, foi uma homenagem dos caras a Jorge Ben e Brigitte Bardot. Eu recomendo boas doses diárias!
3. Olha banana, olha o baneiro - Jorge Ben (?):
Essa é a trilha sonora da minha avó. Ela não pode passar num mercado, quitanda, sacolão, feira, na banca do Zé, sem comprar uma bananinha... Na verdade, ela não passa nem perto da fruteira sem pegar banana.
4. Pinga – Pato Fu:
Em homenagem aos meus amigos bêbados, que já foram homenageados com a diva Heleninha Roitmann.
5. Chocolate – Tim Maia:
Eu, com certeza, não poderia deixar de fora essa música. Só ficaria de fora se tivesse a música “Sorvete”!
Menção honrosa à Chá de Cannabis, de Kussunduola, clássico do reggae maconheiro, com a letra mais nada a ver que eu já ouvi (lata d´água/mulata d´água?!)! rs...
Incluiria ainda na lista: Bolo de ameixa, da Mundo Livre S/A; Chá verde, da Tiê; Visgo de jaca, da Céu (Martinho da Vila)
Post inspirado em Fome de tudo, da Nação Zumbi! Chila, relê, dormilindró!
Dessa falta do que fazer, veio a ideia – vamos fazer um post sobre algo que realmente está fazendo parte da minha vida agora. Eu poderia ter postado uma receita, mas aí, seria muito mentiroso da minha parte, já que eu nunca cozinho nada, iria ter que copiar alguma da Palmirinha Onofre (que também está fazendo parte da minha vida ultimamente!
Assim, eu elegi as melhores músicas sobre comida e bebida (na minha opinião):
1. Rexeita da Xuxa – Xuxa:
Nossa rainha, gravou a canção no Xegundo Xou da Xuxa e, com toda a inocência que pode ser percebida em sua voz doce e suave, como a de uma criança (hahahaha), interpreta versos como: “Tem pêra, tem! Tem leite, tem! Se tem maçã, então tá bom!” Quantas vezes cantei e dancei junto com a Rainha, às 8 horas da manhã, no café-da-manhã da Xuxa... O mais legal é que eu nunca comi nada do que ela cantava na música no café da manhã – enquanto ela comia frutas, café, manteiga, pão, biscoito... Eu passava muito bem com o meu leite com chocolate. Mas tudo bem, se tem maçã, então tá bom! E o melhor: ainda dá "pra gastar as energias com a loirinha" (bizarra)!
2. Suco de tangerina – Beastie Boys:
Esta é sem dúvida a melhor, não por ser “Suco de tangerina”, mas por ser Beastie Boys. Li num site que a faixa, do álbum instrumental “The Mix-Up”, foi uma homenagem dos caras a Jorge Ben e Brigitte Bardot. Eu recomendo boas doses diárias!
3. Olha banana, olha o baneiro - Jorge Ben (?):
Essa é a trilha sonora da minha avó. Ela não pode passar num mercado, quitanda, sacolão, feira, na banca do Zé, sem comprar uma bananinha... Na verdade, ela não passa nem perto da fruteira sem pegar banana.
4. Pinga – Pato Fu:
Em homenagem aos meus amigos bêbados, que já foram homenageados com a diva Heleninha Roitmann.
5. Chocolate – Tim Maia:
Eu, com certeza, não poderia deixar de fora essa música. Só ficaria de fora se tivesse a música “Sorvete”!
Menção honrosa à Chá de Cannabis, de Kussunduola, clássico do reggae maconheiro, com a letra mais nada a ver que eu já ouvi (lata d´água/mulata d´água?!)! rs...
Incluiria ainda na lista: Bolo de ameixa, da Mundo Livre S/A; Chá verde, da Tiê; Visgo de jaca, da Céu (Martinho da Vila)
Post inspirado em Fome de tudo, da Nação Zumbi! Chila, relê, dormilindró!
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