Fui criada desde pequena numa igreja protestante tradicional e talvez por isso ache um pouco estranho o que essas novas igrejas fazem quando o assunto é música.
Não tenho nada contra, cada um na sua, mas pra mim, "música de igreja" (hino) é uma coisa e música popular é outra. Talvez por isso eu nunca tenha feito nenhuma Marcha pra Cristo, nunca tenha corrido atrás do trio elétrico evangélico do Xandy, nunca tenha ido a uma balada reggae evangélica com a banda Arca Reggae, nem tenha assistido a nenhum show de pagode do convertido Salgadinho, ex-Katinguelê.
Como gosto de rap (além de inúmeras outras coisas), tentei ouvir o rap gospel do Apocalipse 16, Pregador Luo, DJ Alpiste, mas não deu, pra mim tudo soou um tanto quanto artificial.
Enfim, talvez por preconceito e por achar que o próposito da música na igreja se perdesse um pouco com essas "inovações", quando se falava em gospel pra mim, se não fosse o verdadeiro de Mahalia Jackson, Sister Tharpa James, entre outras, eu fechava os ouvidos e partia pra outra.
Fato é que dando uma olhada num site de rap descobri que nos Estados Unidos há uma onda de rap chamada "Holy Hip Hop". E eu, que nunca gostei de rap gringo, nem dessas misturas todas chamadas "gospel", tinha tudo para odiar.
Mas não foi bem o que aconteceu. Talvez atraída pela beleza do vídeo, pela bela fotografia, ou mesmo pelo fato de não ser "Gospel" Hip Hop, mas "Holy", enfim, gostei muito do trabalho do inglês Genex. "By his Grace", apesar de ser um rap, tem a leveza e tranquilidade das "músicas de igreja" e talvez por isso tenha me conquistado.
Próximo passo é ir ao próximo culto/show de reggae promovido pela igreja Bola de Neve pra saber qual é. E espero ter a mesma boa surpresa do Holy Hip Hop.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
A mais bonita definição de Reticência
"é a suspensão intencional do pensamento, quando o silêncio parece mais expressivo do que a palavra". (ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p. 511)
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Se gritar "Pega ladrão!", não fica um...
Nunca fui adepta aos furtos em mercados como todas as crianças da minha época eram. Roubar brindes e surpresas do danoninho, do sucrilhos e de outras coisas, pra mim, não tinha a menor graça, já que eu sempre tive tudo.
Porém, meu primeiro furto tinha que acontecer um dia e, como boa garota mimada criada a leite Ninho e Sustagem (como diria MV Bill), tinha que ser de alguma coisa mais digna em um lugar mais digno.
Eu tinha 14 anos quando fui pela segunda vez para a Disney. Era pra ser uma viagem de formatura com a minha turma de 8ª série, mas eles iam “só” para a Disnehttp://www.blogger.com/img/blank.gify http://www.blogger.com/img/blank.gife a proposta da minha mãe era muito mais tentadora: 20 dias viajando pela Flórida, incluindo a Disney.
Óbvio que eu optei pela viagem mais longa, que incluiria as regalias e liberdades oferecidas (e patrocinadas) pela minha mãe. Em outras palavras: enquanto meus amiguinhos teriam que estar dormindo no hotel às 10h da noite, eu estaria curtindo o Hard Rock Café, jantando no Rosie O’ Gradys, passeando pelo Bayside, enfim, estaria me divertindo e ganhando todos os bichinhos, lembrancinhas, tênis, eletrônicos e CDs que quisesse.
CDs: esse era um assunto que me interessava muito naquela época, especialmente naquela viagem (assunto pra outro post). E foi assim que, em busca de um CD bacana, entrei numa loja maravilhosa no Bayside, em Miami. Eu queria todos, mas minha mãe me limitou à compra de um e o escolhido foi o Nevermind, do Nirvana.http://www.blogger.com/img/blank.gif
Na saída da loja, havia um display com umas revistas grandes, com capa bonita (estilo Rolling Stone) em exposição. A capa era do Nirvana e eu, obviamente, peguei a minha e saí andando.
Li a revista inteira e, durante anos, ela ficou guardada em casa, dentro de uma caixa junto com os diversos números de Rock Brigade, Tribo, Fluir, Inside e Bizz, que minha tia assinava pra mim. Até o dia em que resolvi jogar um pouco de lixo fora (eu já disse aqui que sou lixeira uma vez), a começar pelas revistas de rock e surf que já não me atraíam tanto.
Foi nesse dia que peguei novamente a revista do Kurt na mão e, qual não foi minha surpresa, ao perceber que a revista que eu tinha pego gratuitamente na porta da loja não era gratuita e custava US$ 11!
Pois é, guardei por mais algum tempo o objeto do furto que exibia para minhas amigas dizendo: “Essa revista aqui, ó, eu roubei em Miami.” e foi assim que, por algum tempo, me senti uma adolescente infratora, praticamente a filha do Fernandinho Beira-Mar.

But nevermind, I’m not a thief anymore....
Porém, meu primeiro furto tinha que acontecer um dia e, como boa garota mimada criada a leite Ninho e Sustagem (como diria MV Bill), tinha que ser de alguma coisa mais digna em um lugar mais digno.
Eu tinha 14 anos quando fui pela segunda vez para a Disney. Era pra ser uma viagem de formatura com a minha turma de 8ª série, mas eles iam “só” para a Disnehttp://www.blogger.com/img/blank.gify http://www.blogger.com/img/blank.gife a proposta da minha mãe era muito mais tentadora: 20 dias viajando pela Flórida, incluindo a Disney.
Óbvio que eu optei pela viagem mais longa, que incluiria as regalias e liberdades oferecidas (e patrocinadas) pela minha mãe. Em outras palavras: enquanto meus amiguinhos teriam que estar dormindo no hotel às 10h da noite, eu estaria curtindo o Hard Rock Café, jantando no Rosie O’ Gradys, passeando pelo Bayside, enfim, estaria me divertindo e ganhando todos os bichinhos, lembrancinhas, tênis, eletrônicos e CDs que quisesse.
CDs: esse era um assunto que me interessava muito naquela época, especialmente naquela viagem (assunto pra outro post). E foi assim que, em busca de um CD bacana, entrei numa loja maravilhosa no Bayside, em Miami. Eu queria todos, mas minha mãe me limitou à compra de um e o escolhido foi o Nevermind, do Nirvana.http://www.blogger.com/img/blank.gif
Na saída da loja, havia um display com umas revistas grandes, com capa bonita (estilo Rolling Stone) em exposição. A capa era do Nirvana e eu, obviamente, peguei a minha e saí andando.Li a revista inteira e, durante anos, ela ficou guardada em casa, dentro de uma caixa junto com os diversos números de Rock Brigade, Tribo, Fluir, Inside e Bizz, que minha tia assinava pra mim. Até o dia em que resolvi jogar um pouco de lixo fora (eu já disse aqui que sou lixeira uma vez), a começar pelas revistas de rock e surf que já não me atraíam tanto.
Foi nesse dia que peguei novamente a revista do Kurt na mão e, qual não foi minha surpresa, ao perceber que a revista que eu tinha pego gratuitamente na porta da loja não era gratuita e custava US$ 11!
Pois é, guardei por mais algum tempo o objeto do furto que exibia para minhas amigas dizendo: “Essa revista aqui, ó, eu roubei em Miami.” e foi assim que, por algum tempo, me senti uma adolescente infratora, praticamente a filha do Fernandinho Beira-Mar.

But nevermind, I’m not a thief anymore....
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Está no ar "A voz do Brasil"
Há alguns anos A voz do Brasil era programa obrigatório em todas as rádios do país e deveria ser transmitida às 19 horas impreterivelmente. Não tinha jeito, era ligar o rádio naquele horário e ouvir os primeiros acordes de O guarani, de Carlos Gomes, acompanhados de uma voz que dizia “Está no ar A voz do Brasil”.
Durante um bom tempo, eu tive certo horror de O guarani justamente por causa desse programa. Hoje, porém, o programa não é mais obrigatório, não precisa mais passar às sete da noite mesmo e tudo se resolveu.
No entanto, ouvi recentemente uma versão da música que me fez sentir saudades dA voz do Brasil. Melhor dizendo, fiquei pensando: se os acordes iniciais do programa fossem dO guarani em ska, eu talvez escutasse as notícias... Digo isso porque a versão que ouvi da música foi feita pela Orquestra brasileira de música jamaicana (OBMJ).
Idealizada por Sérgio Soffiatti e pelo trompetista Felippe Pipeta, a OBMJ tinha como ideia inicial tocar ritmos jamaicanos, como ska e reggae raiz, porém logo começaram a tocar também clássicos da música brasileira.
Influenciados não só pela música jamaicana, como também pelo jazz, os músicos interpretam canções próprias como “Ska Around the Nation”, além de “Águas de março”, “O barquinho”, “Trenzinho caipira”, “Carinhoso” e, é claro, “O guarani”.
Está no ar A voz do Brasil... Ops, O guarani, de Carlos Gomes, com a OBMJ!
Durante um bom tempo, eu tive certo horror de O guarani justamente por causa desse programa. Hoje, porém, o programa não é mais obrigatório, não precisa mais passar às sete da noite mesmo e tudo se resolveu.
No entanto, ouvi recentemente uma versão da música que me fez sentir saudades dA voz do Brasil. Melhor dizendo, fiquei pensando: se os acordes iniciais do programa fossem dO guarani em ska, eu talvez escutasse as notícias... Digo isso porque a versão que ouvi da música foi feita pela Orquestra brasileira de música jamaicana (OBMJ).
Idealizada por Sérgio Soffiatti e pelo trompetista Felippe Pipeta, a OBMJ tinha como ideia inicial tocar ritmos jamaicanos, como ska e reggae raiz, porém logo começaram a tocar também clássicos da música brasileira.
Influenciados não só pela música jamaicana, como também pelo jazz, os músicos interpretam canções próprias como “Ska Around the Nation”, além de “Águas de março”, “O barquinho”, “Trenzinho caipira”, “Carinhoso” e, é claro, “O guarani”.
Está no ar A voz do Brasil... Ops, O guarani, de Carlos Gomes, com a OBMJ!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
E o carnaval tá chegando...
Pois é, o Natal tá aí e depois já vem o Carnaval. Pra quem gosta de axé já ir se preparando pro Carnaval...
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Na subida do morro é diferente...
...porque tem muita gente inocente por ali também e um filme é só um filme.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Meu lamento
A cantora Cláudia Barroso iniciou sua carreira na Jovem Guarda, na década de 1960, e ficou conhecida também por seu romance com Waldick Soriano e por ter sido jurada do Show de Calouros do Silvio Santos.
Legítima cantora de música brega, do tipo que tocava no Cassino do Chacrinha, suas músicas tinham aquele tecladinho brega e falavam de amor, obviamente.
Escrevo sobre ela porque encontrei um de seus sucessos, "Meu lamento", interpretado pela supercompetente Bárbara Eugênia.
A carioca radicada em São Paulo Bárbara Eugênia, além de participar de vários projetos, como o DVD ao vivo "Amigos Invisíveis", de Edgard Scandurra, e o 3naMassa, lançou esse ano o álbum "Jounal de Bad", com músicas que falam de amor, decepções amorosas, tudo parecendo bem autobiográfico.
Em seu disco, em parceiras com Tom Zé, Otto, Junio Barreto, Karina Buhr, entre outros artistas, além de uma banda de primeira, que inclui integrantes do Cidadão Instigado, da banda de Otto, de Júpiter Maçã, entre outras, Bárbara faz um rock que lembra o ritmo nos anos 1950 e 1970, e, talvez por isso, sua versão para "Meu lamento" tenha ficado tão boa.
Para ouvir o "Journal de Bad": http://soundcloud.com/barbara-eugenia
Legítima cantora de música brega, do tipo que tocava no Cassino do Chacrinha, suas músicas tinham aquele tecladinho brega e falavam de amor, obviamente.
Escrevo sobre ela porque encontrei um de seus sucessos, "Meu lamento", interpretado pela supercompetente Bárbara Eugênia.
A carioca radicada em São Paulo Bárbara Eugênia, além de participar de vários projetos, como o DVD ao vivo "Amigos Invisíveis", de Edgard Scandurra, e o 3naMassa, lançou esse ano o álbum "Jounal de Bad", com músicas que falam de amor, decepções amorosas, tudo parecendo bem autobiográfico.
Em seu disco, em parceiras com Tom Zé, Otto, Junio Barreto, Karina Buhr, entre outros artistas, além de uma banda de primeira, que inclui integrantes do Cidadão Instigado, da banda de Otto, de Júpiter Maçã, entre outras, Bárbara faz um rock que lembra o ritmo nos anos 1950 e 1970, e, talvez por isso, sua versão para "Meu lamento" tenha ficado tão boa.
Para ouvir o "Journal de Bad": http://soundcloud.com/barbara-eugenia
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Conexão PE
"As falas que estou cantando agora, são desenhos que guardei, que tracei com tintas coloridas, que pintei pra você."

Quem ouve músicas como Meu Coração de Arnaldo Antunes, muitas vezes não faz nem ideia de que um de seus autores é o pernambucano Ortinho.
Ouvi Ortinho pela primeira vez num show da Nação Zumbi, em comemoração aos 15 anos de "Da Lama ao Caos", parte do Conexão PE, em setembro de 2009, e, desde então, não consegui mais parar de ouvir.
Wharton Coelho, que já fez parte da banda Querosene Jacaré (mais uma que vale a pena ouvir!), tem dois álbuns gravados, "Somos" e "Ilha do Destino", e acaba de lançar em São Paulo o sensacional "Herói Trancado", que conta com a participação de Jorge du Peixe, além de artistas como Vitor Araújo.
Sua música tem um registro único, misturando maracatu, rock, repente, ciranda, entre outros ritmos, criando músicas que mostram forte influência de Lia de Itamaracá (ouçam!!!), Tom Zé (nem precisa comentar), Júnio Barreto (ouçam!!!), entre outros artistas nordestinos.
Autor da música Sangue de Bairro, junto com Chico Science, criador da trilha do filme "Baile Perfumado", Ortinho infelizmente ainda permanece um pouco desconhecido do público aqui de São Paulo, mesmo fazendo shows pelo menos uma vez por ano por aqui.
Num clima meio iê-iê-iê, Ortinho faz rock clássico, com guitarra, baixo e bateria (e muito da loucura de Ortinho), mas ao mesmo tempo suave, com metais, teclados, sem barulhos, com letras bem escritas e, às vezes, com um suíngue meio brega. Enfim, produzido por Yuri Queiroga (sobrinho de Lula Queiroga), "Herói Trancado" traz canções tão boas quanto Avenida Norte e Cirandagem, porém com um toque a mais.
"Saudades do Mundo", com Jorge du Peixe e Ortinho, do álbum "Herói Trancado"

Quem ouve músicas como Meu Coração de Arnaldo Antunes, muitas vezes não faz nem ideia de que um de seus autores é o pernambucano Ortinho.
Ouvi Ortinho pela primeira vez num show da Nação Zumbi, em comemoração aos 15 anos de "Da Lama ao Caos", parte do Conexão PE, em setembro de 2009, e, desde então, não consegui mais parar de ouvir.
Wharton Coelho, que já fez parte da banda Querosene Jacaré (mais uma que vale a pena ouvir!), tem dois álbuns gravados, "Somos" e "Ilha do Destino", e acaba de lançar em São Paulo o sensacional "Herói Trancado", que conta com a participação de Jorge du Peixe, além de artistas como Vitor Araújo.
Sua música tem um registro único, misturando maracatu, rock, repente, ciranda, entre outros ritmos, criando músicas que mostram forte influência de Lia de Itamaracá (ouçam!!!), Tom Zé (nem precisa comentar), Júnio Barreto (ouçam!!!), entre outros artistas nordestinos.
Autor da música Sangue de Bairro, junto com Chico Science, criador da trilha do filme "Baile Perfumado", Ortinho infelizmente ainda permanece um pouco desconhecido do público aqui de São Paulo, mesmo fazendo shows pelo menos uma vez por ano por aqui.
Num clima meio iê-iê-iê, Ortinho faz rock clássico, com guitarra, baixo e bateria (e muito da loucura de Ortinho), mas ao mesmo tempo suave, com metais, teclados, sem barulhos, com letras bem escritas e, às vezes, com um suíngue meio brega. Enfim, produzido por Yuri Queiroga (sobrinho de Lula Queiroga), "Herói Trancado" traz canções tão boas quanto Avenida Norte e Cirandagem, porém com um toque a mais.
"Saudades do Mundo", com Jorge du Peixe e Ortinho, do álbum "Herói Trancado"
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Morada Boa
Até pouco tempo, eu tinha um blog chamado Morada Boa, mas como ninguém lia, resolvi repostar laguns textos de lá aqui e deixá-lo suspenso por algum tempo.
Este foi o primeiro post do Morada Boa, na verdade, uma justificativa ao nome do blog, que foi retirado do título de uma das canções do 3naMassa. Aqui, transformo-o em um post sobre música, sem justificativas, ok?!
Pra quem não conhece, 3naMassa é mais uma das bandas (ou dos projetos) surgidas no Recife, que ultimamente, ao menos pra mim, tem se revelado celeiro de coisas maravilhosas, especialmente no quesito música.
A ideia do 3naMassa é criar música em que as mulheres falam sobre suas experiências amorosas, porém os autores das canções são três homens, que, além de assinarem as composições, ainda compõem a banda: Rica Amabis (do Instituto), Pupillo e Dengue (ambos da Nação Zumbi), entre outros. Nos vocais, se revezam cantoras e atrizes-cantoras, como Thalma de Freitas, Pitty, Leandra Leal, Marina de La Riva, Céu, Karine Carvalho, entre outras.
Bom, dizem que a banda está preparando um novo álbum, mas, com tantos projetos paralelos, como o Almaz (maravilhoso, com Seu Jorge), tô achando que não vai rolar tão cedo.
Então, por enquanto, Morada Boa...
Este foi o primeiro post do Morada Boa, na verdade, uma justificativa ao nome do blog, que foi retirado do título de uma das canções do 3naMassa. Aqui, transformo-o em um post sobre música, sem justificativas, ok?!
Pra quem não conhece, 3naMassa é mais uma das bandas (ou dos projetos) surgidas no Recife, que ultimamente, ao menos pra mim, tem se revelado celeiro de coisas maravilhosas, especialmente no quesito música.
A ideia do 3naMassa é criar música em que as mulheres falam sobre suas experiências amorosas, porém os autores das canções são três homens, que, além de assinarem as composições, ainda compõem a banda: Rica Amabis (do Instituto), Pupillo e Dengue (ambos da Nação Zumbi), entre outros. Nos vocais, se revezam cantoras e atrizes-cantoras, como Thalma de Freitas, Pitty, Leandra Leal, Marina de La Riva, Céu, Karine Carvalho, entre outras.
Bom, dizem que a banda está preparando um novo álbum, mas, com tantos projetos paralelos, como o Almaz (maravilhoso, com Seu Jorge), tô achando que não vai rolar tão cedo.
Então, por enquanto, Morada Boa...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
E viva o Saci! (mais uma vez, repetindo o discurso!)
Pra não perder o costume...
Todo ano, desde 2008, na época do Dia das Bruxas, eu posto esse texto porque não me conformo com a comemoração dessa data aqui no Brasil!
Esse ano não vai ser diferente.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Sa-sa-sa-sa-sa-saci...
Todo ano, desde 2008, na época do Dia das Bruxas, eu posto esse texto porque não me conformo com a comemoração dessa data aqui no Brasil!
Esse ano não vai ser diferente.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Na semana em que os americanos comemoram o Dia das bruxas, vi muita gente furando abóboras pra colocar velas dentro, crianças indo fantasiadas de monstrinhos para a escola falando ‘Travessura ou gostosura?’, uma tradução tosca do Trick or treat? e fazendo outras bizarrices do tipo. Aí eu me pergunto: por que a gente comemora o Halloween e esquece do Dia do folclore? Ou por que não comemoramos o Dia dos mortos como os mexicanos fazem, já que tem festinhas com docinhos de açúcar em forma de caveira? Travessura por travessura, prefiro as travessuras do Saci. Gostosura por gostosura, mesmo não sendo católica (nem do candomblé), fico com a Festa de São Cosme e Damião.
Comemorado em 22 de agosto, o dia do Folclore celebra os mitos e lendas populares, assim como o Halloween. Ou vai dizer que bruxas, fantasmas, zumbis, maldições de gato preto e outras coisas do tipo não são lendas populares?
Por que pedir doce no Halloween se no dia 27 de setembro, dia da festa de São Cosme e Damião, as crianças (e adultos) não precisam nem pedir pra ganhar? No Candomblé, a lenda de Cosme e Damião diz que eram gêmeos que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido se lhes fossem dadas algumas ‘gostosuras’, por isso, se você for a qualquer terreiro, igreja ou grupo de cultura afro-brasileira encontrará uma mesa repleta de suspiros, pés-de-moleque e outras coisas gostosas para serem comidas à vontade, independente de sua religião e raça.
Em época de crise, furar abóbora pra colocar vela dentro é desperdício, não?! Além de deixar sua casa cheirando a abóbora queimada (o que não é nada agradável, acreditem já tive o prazer de sentir esse cheiro numa escola de inglês para crianças!), no final, a abóbora está cheia de parafina e você pensando que poderia ter feito algum prato muito gostoso com ela.
Até agora, nada a favor do Halloween…
Se no que diz respeito a doces, prefiro as travessuras de São Cosme e Damião, no que diz respeito a furar abóbora, prefiro cozinhá-la, no que se refere a lendas e mitos, com certeza acho que as nossas são as melhores. Não são simplesmente mortos-vivos, maldições sem sentido culpando animais inocentes; são histórias completas, dignas da mitologia grega, tão cheias de fantasia e realidade que conseguem fazer com que minha vó de 85 anos não saia de casa nem para ver a lua, coisa rara em São Paulo, quando estamos no sítio.
Alguém conhece a Curupira? Não?! Que pena, em tempos de problemas com o contrabando de madeira, ela é muito útil, pois a habitante das matas é a responsável também por protegê-las; isso inclui a proteção aos animais das matas. Não é à-toa que tem os cabelos avermelhados e os pés voltados para trás, tudo isso é tática para assustar caçadores e lenhadores.
E a mula-sem-cabeça? Mais uma que além de ser uma personagem, possui uma história, moralizante inclusive. Padre não pode casar, certo? É pecado, certo? Padre também não pode pecar, certo? Quem paga o pato? A noiva, que toda quinta-feira se transforma em mula-sem-cabeça e sai pelo campo assustando todo mundo e soltando fogo pelo pescoço.
Mas, sem dúvida, o melhor de todos os personagens do folclore brasileiro é o saci pererê. Ele não é simplesmente um lençol branco com dois buracos que olha pra você e diz ‘Buuhhh!!’; não, ele tem todo um estilo.
O menino de uma perna só (a outra foi perdida jogando capoeira) usa gorro vermelho e fuma cachimbo, carregando em si valores típicos da cultura africana (é interessante como algumas coisas dessa cultura são preservadas por nós brasileiros e já foram esquecidas pelos próprios africanos).
O melhor mesmo é que o saci é muito o estereótipo (repito, o estereótipo) do brasileiro: divertido, brincalhão, gosta de aprontar travessuras e, mais interessante, não quer prejudicar ninguém com suas brincadeiras, diferente das bruxas, monstrinhos, fantasmas.
Tem mais um monte de lenda legal, mas aí, cada um procura a sua.
Todo esse discurso é pra dizer o mais importante: pra quem não sabe, amanhã, dia 31 de outubro não é Halloween, é o Dia do Saci!! Sim, isso mesmo!
Ao invés de se fantasiar de Morticia Addams, corra atrás de capturar seus sacis neste dia. Como? É simples, você não precisa colocar lençol branco na cabeça, nem se vestir todo de preto, com dentadura de vampiro de plástico, e sair incomodando as pessoas que já encontram muita gente pedindo coisas pelas ruas! Quando vir um moinho de vento no chão, jogue uma peneira sobre ele, pois ali estará o saci. Com cuidado, levante a peneira, tire o gorrinho da cabeça dele e coloque-o numa garrafa!
Desculpem os mais sensíveis, mas... Halloween é o caralho, e viva o saci!!
P.S.: Quem quiser pode se associar à Sociedade dos Observadores de Saci (SOSACI): http://www.sosaci.org
Sa-sa-sa-sa-sa-saci...
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
MP(I)B - Música Popular (Instrumental) Brasileira
Nunca prestei muita atenção em música instrumental. Tirando o jazz, o máximo que ouvia de instrumental era Moacir Santos, Raul de Souza e Zimbo Trio. Porém depois de ouvir Menahan Street Band e Tortoise, comecei a bem mais prestar atenção também ao que anda sendo produzido de música instrumental no Brasil agora. E pasma, descobri que há muita banda nova (de gente nova, jovem!) fazendo música instrumental da boa...
Tipo?
Tipo isso...
1. Hurtmold: Formada em 1998, a banda de São Paulo parece (e muito!) com Tortoise - o que é muito bom e não tira seu mérito, óbvio! Percussão, teclado, guitarra, baixo, trompete criam um som orgânico, que serviu de base para o álbum solo de Marcelo Camelo.
2. Trio Esmeril: Formado há pouco tempo e reunindo o baterista da Hurtmold Maurício Takara, o guitarrista e produtor cearense Junior Boca e o trompetista Gui Mendonça (Guizado), o Trio Esmeril apresenta releituras dos afro-sambas de Baden e Vinicius numa pegada mais jazz.
3. A Banda de Joseph Tourton: Banda de Recife, a Joseph Tourton parece ter saído dos anos 1970, numa mistura de King Crimson, com certo swing e certa inquietação. Segundo jornalistas locais, fazem parte da geração pós-manguebeat.
4. Rivotril: Conheci a Rivotril numa apresentação de Vitor Araújo no Centro Cultural Rio Verde (recomendo muito conhecer o CCRV!), na verdade uma prévia do show que fariam juntos no Auditório do Ibirapuera no dia seguinte, e me encantei logo de cara! Formado por Júnior Crato (flauta, sax), Rafael Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (feríssima na percussão), vindos também do Recife, o grupo vai do popular ao erudito, tudo com muito tempero regional.
5. Guizado: Gui Mendonça, o Guizado - participante e parceiro de várias bandas, em companhia do seu trompete parece transpor para a música imagens da paisagem urbana de SP. A primeira vez que ouvi foi no show da Nação Zumbi, em comemoração aos 15 anos de "Da Lama ao Caos" e achei meio psicodélico demais. Cheguei em casa, baixei e quando vi, gostei muito mesmo. Junto com o som do trompete, o músico alia diversos sons eletrônicos produzidos por ele mesmo, dando um ar futurista e inclassificável à música.
6. Vitor Araujo: o pianista recifense que sobe no piano de All Star e é criticado por muitos músicos eruditos. Falem o que falar, o menino toca muito, de Villa-Lobos à Radiohead, e não é chamado de "revelação" à toa.
7. Macaco Bong: o trio cuiabano toca um rock instrumental, fundindo os arranjos da música popular com o jazz. Sensacional!
8. Buguinha Dub: Mais um que conheci no show comemorativo da Nação, o produtor Buguinha Dub reúne em sua Vitrola Adubada a música brasileira e a jamaicana, representada pelo reggae e pelo dub. Unindo diversos equipamentos como gravador multitrack, reverbes de molas, e um notebook, consegue produzir sons bem ousados, mas muito, muito bons.
* Mais sobre Rivotril e Vitor Araújo em post do abandonado Morada Boa.
Tipo?
Tipo isso...
1. Hurtmold: Formada em 1998, a banda de São Paulo parece (e muito!) com Tortoise - o que é muito bom e não tira seu mérito, óbvio! Percussão, teclado, guitarra, baixo, trompete criam um som orgânico, que serviu de base para o álbum solo de Marcelo Camelo.
2. Trio Esmeril: Formado há pouco tempo e reunindo o baterista da Hurtmold Maurício Takara, o guitarrista e produtor cearense Junior Boca e o trompetista Gui Mendonça (Guizado), o Trio Esmeril apresenta releituras dos afro-sambas de Baden e Vinicius numa pegada mais jazz.
3. A Banda de Joseph Tourton: Banda de Recife, a Joseph Tourton parece ter saído dos anos 1970, numa mistura de King Crimson, com certo swing e certa inquietação. Segundo jornalistas locais, fazem parte da geração pós-manguebeat.
4. Rivotril: Conheci a Rivotril numa apresentação de Vitor Araújo no Centro Cultural Rio Verde (recomendo muito conhecer o CCRV!), na verdade uma prévia do show que fariam juntos no Auditório do Ibirapuera no dia seguinte, e me encantei logo de cara! Formado por Júnior Crato (flauta, sax), Rafael Duarte (contrabaixo) e Lucas dos Prazeres (feríssima na percussão), vindos também do Recife, o grupo vai do popular ao erudito, tudo com muito tempero regional.
5. Guizado: Gui Mendonça, o Guizado - participante e parceiro de várias bandas, em companhia do seu trompete parece transpor para a música imagens da paisagem urbana de SP. A primeira vez que ouvi foi no show da Nação Zumbi, em comemoração aos 15 anos de "Da Lama ao Caos" e achei meio psicodélico demais. Cheguei em casa, baixei e quando vi, gostei muito mesmo. Junto com o som do trompete, o músico alia diversos sons eletrônicos produzidos por ele mesmo, dando um ar futurista e inclassificável à música.
6. Vitor Araujo: o pianista recifense que sobe no piano de All Star e é criticado por muitos músicos eruditos. Falem o que falar, o menino toca muito, de Villa-Lobos à Radiohead, e não é chamado de "revelação" à toa.
7. Macaco Bong: o trio cuiabano toca um rock instrumental, fundindo os arranjos da música popular com o jazz. Sensacional!
8. Buguinha Dub: Mais um que conheci no show comemorativo da Nação, o produtor Buguinha Dub reúne em sua Vitrola Adubada a música brasileira e a jamaicana, representada pelo reggae e pelo dub. Unindo diversos equipamentos como gravador multitrack, reverbes de molas, e um notebook, consegue produzir sons bem ousados, mas muito, muito bons.
* Mais sobre Rivotril e Vitor Araújo em post do abandonado Morada Boa.
sábado, 9 de outubro de 2010
10 motivos pra John Lennon continuar morto
Em homenagem aos 70 anos do beatle...
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10. E a melhor...
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10. E a melhor...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Diana Krall é Natal
Porque, pra mim, não importa o que a Diana Krall cante, tudo parece música de Natal, tudo vira Jingle Bell...
Observe:
Agora:
Observe:
Agora:
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Sobre o VMB
Saudades do tempo em que o VMB chamava Video Music Awards Brasil, premiava artistas de verdade, não era uma superprodução, mas tinah shows dignos como estes...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Amy, 27 anos
Hoje é aniversário de Amy Winehouse. Ela faz 27 anos.
Como 27 é uma idade meio crítica, já que muitos artistas morreram com essa idade, aproveito pra colocar um videozinho pra homenageá-la enquanto está viva.
Vida longa à Amy Winehouse!
Como 27 é uma idade meio crítica, já que muitos artistas morreram com essa idade, aproveito pra colocar um videozinho pra homenageá-la enquanto está viva.
Vida longa à Amy Winehouse!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
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