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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A mais bonita definição de Reticência

"é a suspensão intencional do pensamento, quando o silêncio parece mais expressivo do que a palavra". (ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 1999. p. 511)

...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O homem que diz “dou” não dá!

O linguista Jacques Moeschler define três domínios de fatos linguísticos – condições que orientam a prática linguística -, os fatos de enunciação, de inferência e instrução. Dentro dos de enunciação, há algo muito interessante que diz respeito aos enunciados performativos (mas que talvez seja apenas mais uma divagação do gnomo psicodélico que mora dentro do meu cérebro).

Sabe quando você diz: “Eu juro que não fiz isso”, “Eu prometo que vou te ligar”?! Isso é um enunciado performativo, pois realiza a ação que nomeia. Atenção que o que acontece, na realidade, é a “realização da ação que nomeia”, não tem nada a ver com o que vem em seguida, o objeto da ação.

Na prática, quando dizemos “Eu juro”, estamos jurando sim, mas isso não implica que o que eu estou jurando seja verdadeiro. O mesmo ocorre com “Eu prometo”; a promessa é feita, mas o objeto da ação não se realiza.

Mas o engraçado é que esses atos não se realizam se não forem enunciados, não se realizam pragmaticamente. Explico: quando eu me levanto de manhã, não preciso enunciar algo do tipo “Eu levanto cedo” para que o ato se realize, ele está lá, realizado na ação, na performance. Nos enuciados performativos, não há exatamente uma performance, há a simples enunciação e nada além disso. Há alguma outra forma de jurar que não seja falando “Eu juro”?

Depois de tudo isso, só posso dizer que sábio mesmo foam Baden e Vinicius ao escreverem “Canto de Ossanha” e dizerem que “O homem que diz ‘dou’ não dá”, entre outras… A música é uma aula do que realmente são enunciados performativos!


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quem arde de amor tem sede de beleza?

Aprendi com alguém que estética é uma relação que estabelecemos com o mundo por meio da qual adquirimos conhecimentos pelos sentidos. Assim, ao me relacionar com o mundo sensível, descubro do que são feitas as coisas – e pessoas – e do que eu sou feita (pelo prazer ou pela dor, pelo bem ou pelo mal, pelo feio ou pelo belo…). Mas será que isso quer dizer que, como dizem, beleza é fundamental?

Como isso pode ser apenas uma filosofia de botequim e é sempre legal ter bons parceiros à mesa do bar para conversar, recorro ao bom e velho Platão, porque com ele sempre rola um banquete no final…

Platão foi um nobre ateniense seguidor de Sócrates. Sócrates – só pra contextualizar -, um pedreiro (isso mesmo!) que começou a falar em público, questionando, principalmente, o preconceito e talvez seja dessa experiência nada erudita que tenha nascido a filosofia clássica ocidental.

Mas é melhor voltar a Platão pra não perder o foco! Na realidade, ao redor de sua casa de campo, havia um jardim que muitos acreditavam ter sido de um herói da guerra de Troia chamado Academos. Como as pessoas costumavam frequentar esse lugar para “malhar”, ele passou a se chamar “academia” Ali, Platão e outros que costumavam ir pra lá, pois acreditavam que o cuidado com o corpo era indissociável do cuidado com a alma (já disse Spinoza, “A alma é a ideia do corpo”), fundam a Escola de Filosofia Socrática.

A principal herança deixada por Platão, que também era um excelente escritor, é, sem dúvida, seus diálogos, textos que implicam a troca de ideias e são de fácil compreensão, atingindo a todas as pessoas. Neles, questionava não só seus preconceitos, como os preconceitos das outras pessoas.

Acontece que esses diálogos não chegavam à conclusão alguma, apenas questionavam apresentando diversos pontos de vista (é o velho “só sei que nada sei”, apesar de eu achar que, às vezes, saber apenas isso já é saber mais do que o suficiente), e, por isso, chego ao Banquete.

O “Banquete” trata de uma festa em que se fala sobre o belo e trocam-se experiências sobre o amor. Assim, tentando definir o que é o amor, utiliza diversos mitos para tematizá-lo, elevando o amor pela beleza.

Bom, tudo isso pra dizer que o que ficou na minha cabeça de Platão e do Banquete quando li foi uma pergunta: “Quem arde de amor tem sede de beleza?”

Fiquei pensando nisso e outras perguntas apareceram: O que é beleza? Será possível defini-la de forma objetiva? E o amor? Será apenas um sentimento que surge entre as pessoas independente de qualquer outra coisa, inclusive da beleza?

Muito já foi dito sobre o amor: que ele é a procura de algo que nos complete, é “a maior felicidade do mundo”, ou ainda, de forma poética, “amor é bicho instruído”, “é como se as nuvens do horizonte estivessem sob meus pés”, entre outras definições. Pois é, o amor é isto mesmo, um sentimento que surge entre “uma coisa que ama” e uma “coisa amada” – que pode ser um objeto, uma ação, uma pessoa -, um desejo por algo que não se tem, mas se deseja ter para que se alcance a completude.

Mas, e a beleza onde fica? A beleza, por sua vez, poderia ser definida como algo que agrada a todos (ou não), algo bom de se ver e sentir. Ao amar, de certa forma, nosso lado racional dá lugar ao emocional e, assim, nosso conceito de beleza se torna diferente – ao invés de julgarmos como belo ou feio, simplesmente fazemos com que o feio deixe de existir, enxergando apenas o que é belo – o feio continua existindo, porém não emitimos qualquer juízo de valor acerca dele e, aos olhos de quem ama, passa a existir apenas o belo, independente da existência real da beleza. Assim, o amante não tem sede de beleza, pois a beleza é algo que ele já possui de forma completa, já encontrou ao encontrar o amor.

Por outro lado, já dizia o poeta Vinicius de Moraes, em “Receita de mulher”: "As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". A atração pelo que é belo (aos nossos olhos) é o que primeiro nos impulsiona em direção ao outro, ainda que o fato de a coisa amada te completar, ou não, seja definido posteriormente. O ser humano, na busca por sua completude, sua “cara-metade”, busca, na verdade, algo em que se reconheça, se assemelhe, mesmo que essa semelhança não esteja no físico. Repare como alguém sempre diz: “OK, ele não é bonito, mas é tão inteligente, tão bonzinho,…” – isso mostra que o belo não é aquilo que agrada a todo, mas é um momento em que uma pessoa sente prazer, mas um prazer particular, que reside no outro.

A busca pela beleza é a busca por algo que preencha um vazio, deixado por algo que não se tem, um vazio que só poderá ser preenchido por algo possuído pelo outro. Por isso, quem arde de amor tem sede de beleza sim, pois tem sede de algo que o complete, ainda que a beleza, o que irá tornar o indivíduo completo, sejam palavras, atos, sentimentos…

Será que o que move o amor é a eterna busca pela completude mesmo? Não há como afirmar com total certeza, mas pode-se dizer que essa busca pela completude é o que dá “sabor” ao amor, porque faz com que sempre estejamos buscando algo novo no outro. E sim, esta busca está intimamente ligada à sede de beleza (ainda que seja difícil afirmar isso), pois uma vez que sempre queremos que o outro seja realmente a “tampa da minha panela”, essa minha “tampa” se torna essencialmente bela, ainda que a beleza esteja nos olhos de quem vê, nos meus olhos.

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ih, lascou?!

"Mas há sempre algo que se lasca, que se acaba. Uma magia que se estraga. Uma vela que se apaga aos poucos. Um abalo que um dia, talvez, não dê mais jeito. Uma ofensa que, talvez, desta vez, não dê conserto. E então chega um dia em que eu não te reconheço. Um dia que não vem depois do outro. Uma certa noite, fora do tempo. E então, um dia, eu não me reconheço e quero o que eu nem sabia que era isso que eu queria." (3naMassa)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Perfil VIP da Caras

Existe na Revista Caras uma seção chamada Perfil Vip. Esse é o da Susana Werner.

E esse é o meu, com base nas perguntas da Susana.

PERFIL VIP

Nome Completo: Potira Romualdo Cunha

Profissão: Desocupada

Idade: 28 anos

Signo: Escorpião, com ascendente em Virgem. Ah, galo (ou seria galinha?) no horóscopo chinês!

Quem é? Oi?! Eu que te pergunto!


Qual o maior mico que já pagou? Vários, como criar esse blog e esse texto. (risos)

Qual foi a grande virada na sua vida? A que eu dei na noite passada e me fez cair da cama.

O que a faz rir?
Tombos e tropeços alheios.

Pesadelo:
Elza Soares depois das plásticas.

Sonho: Não lembro muito bem quando acordo.

Ídolo de beleza: Zack de La Rocha porque beleza interior é tudo!

Ídolo de competência:
Tiririca, melhor campanha eleitoral ever. Melhor jingle, melhor texto, melhor tudo!

Se não fosse atriz, que outra profissão teria? Não sou atriz, mas seria uma mulher fruta qualquer.

Ossos do ofício: Coisa de coveiro.

Religião (ou fé): É pra escolher?! Escolho fé.

Tem algum amuleto?
São Jorge tatuado nas costas, serve?

Se fosse empossada Imperatriz do Brasil, com poderes absolutos e não pudesse recusar a missão, qual seria seu primeiro ato? Comprar uma carruagem nova.

Política: Da boa vizinhança.

Pecado da gula: Fazer quem come engordar.

Mania: De você.

Como vencer o estresse?
Tem livro com esse título, logo leia. Não me pergunte.

Indignação: Música da época boa do Skank. "Eu... fiquei indignado! Ele ficou indignado!..."

Aplauso: Obrigada!

Saudade: Da minha cama quando tenho que levantar cedo.

Cheiro gostoso: Trem pro Grajaú às 18h15.

Lembrança do primeiro amor: Macaulay Culkin ainda não era drogado e prostituído.

Sexo na primeira vez: Combinei de não falar da minha vida pessoal. Cadê meu empresário?!?!

Barraco: O da Tati, mas parece que tá quebrado.

Música da sua vida: Accelerated, Banda Calypso

Se fosse um bicho, qual seria? Barata pra ver se virava gente.

Coleção: A última do McQueen.

Cobiça: Cobiço.

Qual o seu objeto de maior valor de estimação?
De valor ou de estimação? Pode ser mais específico?

Imagem marcante: As do Google Imagens. Não importa o que você pesquise, vai sempre aparecer uma imagem de sacangem ou uma bunda. Digite futebol, por exemplo, e verás...

Inigualável: Obrigada pelo elogio de novo!

Tags
potira-cunha

* P.S.: As informações contidas aqui são mera brincadeira, logo não sou galinha, não ouço banda Calypso, não acho Zack de La Rocha feio, mas dou risada das pessoas que caem na minha frente.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Se eu tô rindo é pra você...



É, eu tô na vida é pra virar,
Que a felicidade vem,
Eu tô sonhando mais além

Não, nem vem aqui me atazanar
Se eu tô rindo é pra você
Eu não fui feita é pra fingir

Eu tô ligada é no amor
Que se tem pra viver

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

As pessoas (jornalistas normalmente) são estranhas...

...passam dias criticando o tal pastor que queria queimar o Alcorão, depois passam dias criticando o que está escrito nele, o uso do véu na França....

Eu não entendo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sobre o coração

1. Odeio essa moda de fazer coraçãozinho com as mãos...



2. S2 pra mim não tem formato de coração.

3. Que raios dá na cabeça de uma pessoa pra mandar "beijo no coração"?! Isso não existe e, se existir, pense em beijar um coração... é nojento! Dispenso!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Que milagre o senhor por aqui ou sobre a paciência e como se acostumar com a rotina

Sem dúvida, não existe história de amor mais bonita do que a do Professor Girafales com a Dona Florinda (e isso não é saudosismo dos anos 1980, ok?!) porque é, acima de tudo, uma história de paciência.

O namoro deles não sai de uma xícara de chá e um humilde ramo de flores. Todos os dias, os dois amantes se encontram e a conversa é a mesma.

O tal professor tem de aguentar , na escola e nas visitas, o filho chato e mimado da mulher que tanto ama. Some-se a isso ter que presenciar e, muitas vezes, participar sem querer das brigas da vizinhança do cortiço, sendo atingido por baldes de água, vassouradas... E ainda: se arrumar todo para encontrar uma mulher usando bobes no cabelo! E no final só reclamar com um "Tá-tá-tá!".

Mas a vida de Dona Florinda também não é lá essas coisas. Que mulher gostaria de receber, todos os dias, o mesmo presente: as famigeradas rosas vermelhas. Poxa, professor! Podia variar um pouco, né?! Uns bombons, uma joia, umas roupinhas novas, já reparou que a sua digníssima senhora usa sempre a mesma roupa?!

Enfim, relevando as mesmices, a rotina, os problemas com vizinhos, a chatice do filho, caminham sempre juntos (não, um após o outro), em direção a uma xícara de chá.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais ou menos não.

Pessoa amada: deve haver alguém a quem a gente concede ou ainda vai conceder esse status. Alguém que fará com que você arrebate o paraíso de uma só vez.

O problema é que, às vezes, em jogos de armar, como num labirinto, as coisas vão se perdendo. Fica-se no sim ou não, no depende, no mais ou menos, no acho que sim, acho que não, talvez... E passamos sem receber, nem conceder isso a ninguém.

Já disse Will Self em Minha ideia de diversão: "É isto que é tão dolorosamente triste no amor, é por isso que ele incha no seu coração como um aneurisma incipiente: pois quanto mais você tenta prendê-lo ao seu objeto, mais esse objeto lhe escapa."




Sim ou não
(Arnaldo Antunes/Branco Mello)

de todos os assuntos você fala coisas iguais, sempre
tudo que vê não tem nada de mais
cumprimenta todos os caras sempre do mesmo jeito
beija todas as caras com o mesmo beijo
assim não se compromete mas também não se satisfaz
se não me quer por que não me deixa em paz?

pois para mim
ou sim ou não
mais ou menos não

palavras de amor na sua boca parecem banais
beijos sem sabor pra você são normais
bebe um copo dágua do mesmo jeito que bebe vinho
bate com a mesma indiferença com que faz carinho
mas se ficar comigo ou me deixar sozinho tanto faz
melhor ir embora e não olhar pra trás

pois para mim
ou sim ou não
mais ou menos não

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O que aconteceu com as cores?

Rosa agora tinha virado salmão, depois virou fúcsia...

Bege sempre foi cor de burro quando foge, agra é nude...

Verde claro era verde-água, agora é seladon...

Marrom já foi caramelo, chocolate, café, conhaque, agora é camelo...

Rosa escuro já foi pink, rosa choque, agora é magenta....

Azul escuro, agora é blue marine...

Dourado virou ouro velho...

Não sei mais os nomes das cores. Agora, quando me perguntam que cor é, digo: "Flicts!"

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Questionário de Proust

Meu primeiro emprego de verdade foi há uns seis anos numa grande livraria de São Paulo. Digo emprego de verdade porque, na época, ainda que eu fosse uma das seis etagiárias de Eventos/Divulgação, já era tratada como se fosse efetivada, com as mesmas responsabilidades e cobranças de qualquer outro funcionário da empresa.

Foi nesse lugar que certa vez, após voltar do almoço, abri meu correio interno e deparei com uma mensagem com o assunto "Questionário de Proust", vinda de um dos vendedores. Como nossa atividade exigia certo contato com os vendedores, imaginei que seria mais um dos 150 mil pedidos "Favor colocar capa e sinopse no produto" que recebíamos diariamente e abri, realmente, disposta a atender o pedido do nosso querido colega de trabalho.

Mas qual não foi minha surpresa ao ver que a mensagem não era exclusiva para mim, mas havia sido encaminhada para TODOS os colaboradores, o que incluía diretores, RH, fiscal, financeiro...

A ideia do infeliz era que todos respondessem e encaminhassem de volta, como numa corrente, lotando caixas de correio com baboseiras alheias coletivas (prática que logo foi eliminada, graças a um simpático correio do nosso também simpático RH, informando no que isso acarretaria).

Como boa antissocial que sou, completei o questionário e encaminhei para encher o saco de apenas uma pessoa que trabalhava comigo e que seria uma das poucas a entender que sim, eu estava zoando e que não, eu não gosto de Paulo Coelho (lembro que na época, por conta disso, fui até parar no blog dela - não foi nesse do link, foi em outro, mas enfim...).



Questionário de Proust

01.Qual é sua maior qualidade?
R- Humildade

2. E seu maior defeito?
R- Não ter defeitos

3. A coisa mais importante em um homem?
R- Vou considerar o Pedro nessa resposta, ok?! Que ele siga os preceitos do Mestre DeRose (ou do Sai Baba se você preferir)*

04. E em uma mulher?
R- Ser como eu.

05. O que você mais aprecia nos seus amigos?
R- Eles serem meus amigos.

06. Sua atividade favorita é...
R- Dormir e hatha yoga (pronuncia-se yôga, ok?!) tântrica.

07. Qual é sua idéia de felicidade?
R- Esse ambiente não me permite ter idéias.**

08 . E o que seria a maior das tragédias?
R-Esqueça as vítimas do tsunami, esqueça a tragédia de New Orleans e trabalhe um dia no meu lugar.**

09. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
R- Meu clone

10.E onde gostaria de viver?
R- Em South Park

11.Qual sua cor favorita?
R- Fúcsia

12.Sua flor?
R- Flor de Lótus

13.Um pássaro?
R- Homem-pássaro

14.Seus autores preferidos?
R- O mago Paulo Coelho, todos de 'Bianca', 'Angélica' e 'Sabrina', Lair ribeiro

15.E os poetas de que mais gosta?
R- Os que vendem livros no MASP e na porta do cinema

16.Quem são seus heróis de ficção?
R- Irmãos Coragem, Capitão Caverna e Caverninha

17.E as heroínas?
R- Tieta, Dona Flor e Vovó Mafalda

18.Seu compositor favorito é...
R- Latino, Bete Guzo e Amado Batista

19.E os artistas que você mais curte?
R- Os das novelas Maria do Bairro e Floribella

20.Quem são suas heroínas na vida real?
R- Tia Sara e suas amigas**

21.E quem são seus heróis?
R- Motoristas do Terminal Sto. Amaro 669-A

Peraí, a Mangá*** baixou em mim...

22.Qual é sua palavra favorita?
R- Tipo assim, cara, minha palavra favorita é... só...

23.O que você mais detesta?
R- Só ter amigas lindas, mas não ser linda.

24.Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
R- O Collin Farrell, como Alexandre, ficou pééééésssssssimoooo!!!!

Agora, sou eu de novo.

25.Quais os dons da Natureza que você gostaria de possuir?
R- Primeiro preciso procurar saber quais são os dons da natureza.

26.Como você gostaria de morrer?
R- Se eu for morrer - o que não acontece com seres imortais como eu - que seja com direito a acompanhante e uma coca gelada.

27.Agora, já, como você está se sentindo?
R- Idiota por ter escrito tanta besteira sem necessidade e estou sentindo também que tem alguém querendo me bater por ter lido todas as bobagens.

28.Que defeito é mais fácil perdoar?****
R- Escrever tanta bobagem.

29.Qual é o lema da sua vida?
R- Se é vida loka, é né jão não é facil não, as vezes na Diogo se pá té na Fundão, que tem tô enquadrado, com a mão pro alto, gambé inda vem fala que eu sou forgado.

Meu, acho que tinha droga na minha empadinha!*****


Algumas explicações necessárias:

* Pedro era um garoto que fazia Publicidade comigo e tinha certa "admiração" por mim. Apesar de bonitinho e simpático, ele costumava usar camisetas estampadas com Ganeshas, Krishnas e outros indianos zen!

** Sim, na época, ninguém estava muito satisfeito com o ambiente e o clima do trabalho. Tia Sara foi o apelido carinhoso que dei a nossa chefe, que andava sempre acompanhada de suas amigas (Água de salsicha e a outra... não lembro!), como se fosse uma adolescente. E, como toda adolescente, no final, foi traída por uma delas e teve seu tapete carinhosamente puxado.

*** Mangá foi o apelido que encontrei para dar a uma das estagiárias que trabalhavam comigo (na verdade, grande parte delas tinham apelidos, como fazendeira hippie, Carrie, a estranha, e por aí vai... ). A Mangá, estudante de Letras da USP, usava 95% de gírias e era membro da comunidade do Orkut "Só tenho amigas lindas, mas não sou linda", enfim....

**** Nessa resposta, acho que tentei induzir minha amiga que leu o questionário inteiro a me perdoar por fazer com que ela perdesse tempo lendo isso.

***** Devo ter ido almoçar na Empada Brasil naquele dia. (rs...)

Pensando bem agora... Eu deveria atualizar essas respostas!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Melhor ouvir ou ser surdo?

Por que a gente fecha a boca, fecha os olhos, pode "fechar" (prender, apertar) o nariz, mas não consegue fechar os ouvidos? Isso é injusto...

sábado, 19 de junho de 2010

Visão em paralaxe

Algo no céu me incomoda.
Não sei se é o azul muito grande... Não seria melhor um degradê?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ora, botas!

Com a chegada do inverno, as ruas começam a ser invadidas por casacos, blusas de lã e as "indispensáveis" (?) botas.

A primeira vez que usei uma bota na vida foi uma experiência terrível. Era pequena e a recomendação médica pra resolver meu problema de pé chato era o uso de botas ortopédicas.

No processo inicial da confecção da bota, feita sob medida para o meu pé chato, eu até me divertia. A vendedora colocava meu pé sobre um papel com um carbono embaixo pra fazer o molde, e ver meu pé desenhado numa folha de papel era bem legal. Porém, o que vinha depois era só choro e dor.

Além de machucar o pé e causar dores horríveis depois de um dia todo de uso, eu sempre fui magra e, na infância, isso era muito pior, então imagine a cena: uma menina de uns 6 anos, com um corpinho de filé de borboleta e dois cambitinhos finos, usando um vestido lindo para ir à igreja no sábado de manhã, porém calçando uma bota preta horrorosa (bom, a da minha coleguinha de escola Mirella era branca, muito pior... rs)! Ninguém olhava pro vestido, só pra minha perna fina tentando carregar aquela bota, caramba!

Depois de uma visita a um massagista japonês maluco, a bota foi jogada no lixo, o pé foi consertado e a minha saga à procura da botinha perfeita começou.

Ainda quando criança, meu ideal de bota perfeita eram as cor-de-rosa, da Xuxa, mas graças a Deus, ao contrário de mim, minha mãe sempre teve noção e se recusava a comprar um sapato de plástico rosa pra mim.

Passada a frustração da infância, por um longo período, eu passei bem sem ter uma bota, exceto por uma comprada para uma viagem, mas essa não conta, pois foi comprada por necessidade mesmo de aquecer os pés em países de muito frio.

A água começou literalmente a bater na bunda quando, há uns quatro anos, voltando a pé da Cultura, onde trabalhava, pra casa tive a experiência única de ter de enfrentar uma chuva que deixou a Rua Augusta no mesmo nível de alagamento do Jardim Pantanal.

Decidi que era hora de comprar uma bota. Passei alguns anos por várias lojas e vitrines, olhando, olhando, experimentando... da bota montaria às tradicionais, mas foi tudo em vão. Uso sapato 34 e tênis 35, no máximo 36, se eu me encher de meia, mas com todas as botas, me sentia com um pé tamanho 40.

Finalmente, depois de muito procurar, achei que deveria comprar uma galocha. Sim! Estavam na moda as galochas coloridas, desenhadas (não as branquinhas de açougueiro) e eu finalmente achei alguma coisa que combinaria com meu estilo, que definitivamente não era o estilo bota, chapéu e Villa Country!

Comprei pela internet, o que me forçava a ficar com ela, gostando ou não, e quando chegou, na hora, percebi que eu não ia usar mesmo aquilo. Resultado: a galochinha preta, com bolinhas coloridas foi destinada ao barro dos dias de chuva do sítio, sem ter tido uma oportunidade se quer de andar pelas calçadas de São Paulo.



Enfim, não tem jeito: definitivamente, eu não consigo usar e não gosto de botas. O resultado é sempre o mesmo: compro um tênis. Pra compensar a falta de bota, comprei (ganhei, na verdade) um tênis... de cano alto, o que me faz pensar que eu tenho uma bota. Ainda que esse não tenha sido o primeiro tênis de cano alto da minha vida, ele definitivamente serviu pra me mostrar que: "Quer comprar uma bota? Compra um tênis, Potira!!"


* Ah, a propósito, o que leva uma pessoa a comprar botas desse tipo, com esse salto?

segunda-feira, 5 de abril de 2010