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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quem não tem colírio usa óculos escuros

E aí que a MTV, junto com a Capricho, criou o tal de "Colírio Capricho". A ideia era reunir os meninos mais bonitos, "fofos" e talentosos (?) do Brasil numa espécie de reality show.

Durante um mês, mais ou menos, os dez meninos eram desafiados a aprender a tocar, cantar e agir como verdadeiros "príncipes" a la Justin Bieber. Nessa semana, o programa acabou, não sei quem ganhou, nem o que ganhou, só sei que um deles tentou se suicidar.

Enfim, fiquei pensando nesses "colírios", vi que não são tão "colírio" assim quando o assunto ultrapassa a carinha bonita e cheguei à conclusão de que certo estava Raul Seixas (também fora da categoria "colírio") ao dizer "Quem não tem colírio usa óculos escuros". De que adianta um rostinho bonito, o cabelinho do Justin Bieber - ecovado, sem nem um fio fora do lugar, lisinho -, o jeitinho de príncipe?




Troco fácil o colírio pelos óculos escuro, deixando de lado a aparência para encarar, ainda que de óculos escuros embaçados, o charme e a inteligência de muitos "mal diagramados" (homens de verdade, sem medo de tomar choque ao trocar uma lâmpada, sem creminhos Anna Pegova, nem depilação a laser!) que existem por aí. Até porque, com certeza, por trás do cabelo bagunçado, da barba por fazer, da calça caída, da barriga caída, dos óculos fundo de garrafa..., sempre há um senso de humor incrível, um pouco de cultura, bom papo...

Agora já pensou a casa dos Colírios Capricho habitada por seres encantadores e roots, como: Xico Sá, Javier Bardem, Lenine, Jorge du Peixe, Fred 04, Samuel Beckett, China, Otto, Angeli e Lourenço Mutarelli. Seria difícil eliminar alguém, não?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ei, meu amigo Charlie Brown...

Sempre achei o Benito di Paula meio esquisito, mas o engraçado é que, por mais que o achasse estranho, sua imagem de paletozinho cinza, tocando piano e entoando versos como “Ei, meu amigo Charlie Brown” nunca saíram da minha cabeça. Talvez isso tenha acontecido por causa do Charlie Brown, do Snoopy, mas acho que não...

Quando eu era pequena, muitas tardes de domingo eram passadas na casa da “Tia Neyde”. Ela nunca foi minha tia, era prima, mas por ser mais velha do que eu, naturalmente, virou “tia”.

A casa ficava (fica ainda) na Lapa e lá reuniam-se os primos em volta da mesa da cozinha para conversar (o que incluía principalmente falar mal de uma boa parte da família que não estava presente), batucar, cantar, comer, beber (e isso eles faziam muito!), etc.

A reunião não se limitava à cozinha e ia para o quintal, onde ficavam estacionados os carros e onde eu e meus primos da mesma idade brincávamos na rampa que ia em direção à rua, na laje, na parte de cima, onde havia um pé de alguma coisa – se eu não me engano jaboticaba – e uma balança, feita pelo Tio Zé (que também não era tio, era primo).

Além das crianças, os mais velhos também iam para fora e sentavam na rampa, onde cantavam – muitos bêbados, outros nem tanto – e continuavam a conversar...

A reunião de domingo não se limitava à família e a vizinhança, bem conhecida por eles, também costumava participar com personagens inusitados e, aqui, entra o Benito di Paula.

Entre os vizinhos – a solteirona do lado, Nancy; o alemão amigo do Tio Damas, o patriarca da família, conhecido pelo apelido Schön... Mas era justamente no fim da tarde, na hora da “Porta da esperança”, do Silvio, que chegava também a Vi, namorada do Tio Damas, e ele, o "meu" Benito di Paula, oops, o Tom.

O Tom sempre foi uma figura, no mínimo, esquisita. Sempre magrinho, cabelos grisalhos, com seu paletozinho cinza, sapatos pretos e camisa branca, ele aparecia nessas reuniões, como se fosse da família e participava de todas as conversas, fumando seu cigarrinho, contando histórias difícies de entender, pois o que ele falava em estado normal já era difícil, bêbado então...

Fato é que nunca vi o Tom cantar, nunca vi tocar piano, e ele sequer falava no Charlie Brown, mas era olhar pra ele e ver Benito di Paula. Na verdade, eu sempre tive a certeza de que ele era realmente o Benito e até achava legal ele ir ao meu aniversário, viajar com a gente (eu acho que ele viajou uma vez, mas não lembro), tipo: “O Benito di Paula foi ao meu aniversário, não é o máximo?!”

Enfim, o tempo passou, as reuniões aos finais de semana pararam de acontecer, Tio Damas e Vi faleceram, Tio Zé mudou, Tia Neyde mudou, não dá mais pra ficar sentada na rampa brincando, a “Porta da Esperança” não passa mais, Tom sumiu e, com ele, Benito di Paula.

Na realidade, outro dia, ele apareceu na TV, mas não era mais o mesmo, faltava o piano, o paletozinho, parecia mais um velhinho decrépito do que o amigo do Charlie Brown... Talvez seja porque o meu Benito di Paula nunca tenha sido aquele da TV, mas só o nosso amigo Tom.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ora, botas!

Com a chegada do inverno, as ruas começam a ser invadidas por casacos, blusas de lã e as "indispensáveis" (?) botas.

A primeira vez que usei uma bota na vida foi uma experiência terrível. Era pequena e a recomendação médica pra resolver meu problema de pé chato era o uso de botas ortopédicas.

No processo inicial da confecção da bota, feita sob medida para o meu pé chato, eu até me divertia. A vendedora colocava meu pé sobre um papel com um carbono embaixo pra fazer o molde, e ver meu pé desenhado numa folha de papel era bem legal. Porém, o que vinha depois era só choro e dor.

Além de machucar o pé e causar dores horríveis depois de um dia todo de uso, eu sempre fui magra e, na infância, isso era muito pior, então imagine a cena: uma menina de uns 6 anos, com um corpinho de filé de borboleta e dois cambitinhos finos, usando um vestido lindo para ir à igreja no sábado de manhã, porém calçando uma bota preta horrorosa (bom, a da minha coleguinha de escola Mirella era branca, muito pior... rs)! Ninguém olhava pro vestido, só pra minha perna fina tentando carregar aquela bota, caramba!

Depois de uma visita a um massagista japonês maluco, a bota foi jogada no lixo, o pé foi consertado e a minha saga à procura da botinha perfeita começou.

Ainda quando criança, meu ideal de bota perfeita eram as cor-de-rosa, da Xuxa, mas graças a Deus, ao contrário de mim, minha mãe sempre teve noção e se recusava a comprar um sapato de plástico rosa pra mim.

Passada a frustração da infância, por um longo período, eu passei bem sem ter uma bota, exceto por uma comprada para uma viagem, mas essa não conta, pois foi comprada por necessidade mesmo de aquecer os pés em países de muito frio.

A água começou literalmente a bater na bunda quando, há uns quatro anos, voltando a pé da Cultura, onde trabalhava, pra casa tive a experiência única de ter de enfrentar uma chuva que deixou a Rua Augusta no mesmo nível de alagamento do Jardim Pantanal.

Decidi que era hora de comprar uma bota. Passei alguns anos por várias lojas e vitrines, olhando, olhando, experimentando... da bota montaria às tradicionais, mas foi tudo em vão. Uso sapato 34 e tênis 35, no máximo 36, se eu me encher de meia, mas com todas as botas, me sentia com um pé tamanho 40.

Finalmente, depois de muito procurar, achei que deveria comprar uma galocha. Sim! Estavam na moda as galochas coloridas, desenhadas (não as branquinhas de açougueiro) e eu finalmente achei alguma coisa que combinaria com meu estilo, que definitivamente não era o estilo bota, chapéu e Villa Country!

Comprei pela internet, o que me forçava a ficar com ela, gostando ou não, e quando chegou, na hora, percebi que eu não ia usar mesmo aquilo. Resultado: a galochinha preta, com bolinhas coloridas foi destinada ao barro dos dias de chuva do sítio, sem ter tido uma oportunidade se quer de andar pelas calçadas de São Paulo.



Enfim, não tem jeito: definitivamente, eu não consigo usar e não gosto de botas. O resultado é sempre o mesmo: compro um tênis. Pra compensar a falta de bota, comprei (ganhei, na verdade) um tênis... de cano alto, o que me faz pensar que eu tenho uma bota. Ainda que esse não tenha sido o primeiro tênis de cano alto da minha vida, ele definitivamente serviu pra me mostrar que: "Quer comprar uma bota? Compra um tênis, Potira!!"


* Ah, a propósito, o que leva uma pessoa a comprar botas desse tipo, com esse salto?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Masculino ou feminino?

Depois das calças ultra-skinny do Zezé di Camargo, dos sapatos com saltinho do Luciano, do cabelo loiro do Belo, do Marcelo Camelo afirmar que usa unhas de porcelana na Trip e de David Beckham dizer que usa as calcinhas da mulher, eu pensei que já tinha visto tudo sobre metrossexuais (aqueles mocinhos que deixam seu lado feminino mais à mostra).

Mas eu me enganei completamente...

A moda agora entre os homens, que, por incrível que pareça, não se consideram metrossexuais é a maquiagem. Isso mesmo: rímel, corretivo, base, pó, lápis de olho, batom e por aí vai...

Segundo matéria da revista IstoÉ, a busca dos homens por estes produtos aumentou tanto que marcas famosas, como a Jean Paul Gaultier, já estão criando linhas exclusivas para este público.

Um dos personagens da matéria, um publicitário, chegou a criar um blog (www.makeyeah.com) dando dicas para os homens sobre o tema e afirma "O homem não deve pesar a mão, senão perde a masculinidade." Ah, peraí: pra mim, já perdeu não só a masculinidade, como principalmente o meu respeito.

Tudo bem que antigamente (muito antigamente), os homens usassem perucas e maquiagem pra disfarçar sei lá o quê, mas... os mal-diagramados (como diz Xico Sá) também têm seu encanto e, normalmente, são bem mais interessantes, não precisam de maquiagem.

Como vai ficar o mundo agora sem as marcas típicas do "macho de verdade"?! Marcas de expressão, espinhas, cicatrizes.... Pra que corrigir uma boca com um batonzinho "nude", ou melhorar os cílios com um rímel transparente, ou cobrir a cicatriz na testa que ganhou no primeiro tombo de skate aos 10 anos de idade com uma base ou pó compacto?

As mulheres, em sua maioria, não estão nem aí pra isso, desde que sejam limpinhos. Desfilar com pessoas sem nenhuma marca de expressão, sem nenhuma espinha, com pele de pêssego, normalmente é coisa de homem que gosta de desfilar com mulehr bonita pra imrpessionar. Sempre é possível achar um cotovelo, uma covinha, um joelho, alguma coisa que encante. Alguma coisa fora do lugar, umas cicatrizes, uns roxos no braço, ou mesmo um pouco de feiúra, não só reforçam a masculinidade, como têm seu charme.



* Ah, Pepeu, desculpe, mas ser um homem feminino fere seu lado masculino sim!

terça-feira, 30 de março de 2010

Love is in the air...

Você começa a perceber que as pessoas estão realmente apaixonadas quando elas ouvem isso e dizem: "Ah, é ruim, mas é tão bonitinho..."

1. 'Lonely', Akon



2. 'Eu me apaixonei pela pessoa errada', Exaltasamba



3. 'Big girls don't cry', Fergie



4. 'Tem que ser você', Victor e Léo



E, é claro...

5. 'Só você', Fabio Jr.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ah, o Carnaval....

Definitivamente, a criatividade baiana (ou nordestina?) é invejável e se supera a cada ano!

Todo ano, na época do Carnaval, surge um novo ritmo, uma nova dança, uma nova música (?)...

Lembro quando era pequena da primeira febre musical que presenciei: a lambada. Na época, sem o menor discernimento acerca do que era bom ou não (afinal, quem via Xuxa não podia ter muita noção de qualidade mesmo!), eu me divertia ouvindo o grupo Kaoma cantar "Chorando se foi quem um dia só me fez chorar" e, claro, o que eu mais queria era ter uma saia igual a da menina que dançava no clipe e sair rodopiando por aí. Apesar de grande fã do grupo Kaoma - do tipo que tinha até uma incrível caneta com uma estrela na ponta que tocava a música (só queria saber quem me deu isso!), adorava o rei da lambada Beto Barbosa cantando "Adocica, meu amor, a minha vida...".

Fato é que o tempo passou, o gosto melhorou e muito, mas os novos ritmos continuaram a surgir incessantemente a cada Carnaval.

Eu não sei de onde eles vinham, mas eram um misto de índios amazônicos com uma versão pré-Carla Perez: Carrapicho. Quem não se lembra do "Tic-tic-tic-ta", hit que invadiu não só as rádios brasileiras, como também as europeias, levando as belezas do Brasil (lembram-se do vocalista?! hahahaha) ao mundo.

Não lembro se foi antes ou depois do Carrapicho, mas sei que houve uma fase em que a "onda" era... a "Dança de qualquer coisa": dança da manivela, dança do bambolê, dança da garrafa, dança da latinha, dança da bundinha... Era tanta coreografia, tanta coisa que tenho certeza que se alguém deve ter dançado a dança da garrafinha na bundinha (sem trocadalhos!)!

O Tchan acabou, a Cia. do pagode acabou, os outros sumiram.... e veio o funk! Aí, a baixaria tava instalada. Prefiro nem comentar!

Agora, em 2010, o que vai "quebrar tudo e fazer atæe aleijado tirar o pé do chão" é o "Rebolation". Entender o que é isto não requer nada. Basta ligar sua TV nos principais jornais (sim, aqueles que deveriam informar sobre o que acontece no Brasil e no mundo!), como Bom dia Brasil, Jornal da Globo, Jornal do SBT, e ver uma demonstração da nova dança, acompanhada da bela letra: "Rebolation, rebolation, rebolation, rebolation...".

E pra 2011?! Não quero nem saber o que vão inventar! Pediu pá pará, parô!


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Accelerate, accelerate, accelerate my heart...

Eu fiz 4 anos de faculdade de tradução, já traduzi bastante coisa, fiz inglês desde os 11 anos, alemão, francês, mas até agora não descobri que idioma o Chorão e a Joelma falam.

Tudo bem que ela é a rainha do Calypso paraense, o marido dela o rei da guitarra, e o Chorão o rei do skate (?) e de Santos, mas eu não entendo uma palavra do que eles dizem!

Alguém saberia me dizer o que Chorão canta a partir de 1:09 desse vídeo?



E a querida Joelma a partir de 1:20 desse vídeo (que merecia um post só pra ele)?



Como se não bastasse tudo isso, Joelma agora canta em inglês seu já clássico "Acelerou", ou melhor "Accelerate":



Por favor, alguém poderia pagar a Cultura Inglesa ou outra coisa dessas pra ela?!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Encontro inusitado

É por isso que eu gosto de YouTube. Encontrei algo que acho bem raro: Odair José, Elke Maravilha e MV Bill.



Deixa essa vergonha de lado e assume que achou bom!