Definitivamente, a criatividade baiana (ou nordestina?) é invejável e se supera a cada ano!
Todo ano, na época do Carnaval, surge um novo ritmo, uma nova dança, uma nova música (?)...
Lembro quando era pequena da primeira febre musical que presenciei: a lambada. Na época, sem o menor discernimento acerca do que era bom ou não (afinal, quem via Xuxa não podia ter muita noção de qualidade mesmo!), eu me divertia ouvindo o grupo Kaoma cantar "Chorando se foi quem um dia só me fez chorar" e, claro, o que eu mais queria era ter uma saia igual a da menina que dançava no clipe e sair rodopiando por aí. Apesar de grande fã do grupo Kaoma - do tipo que tinha até uma incrível caneta com uma estrela na ponta que tocava a música (só queria saber quem me deu isso!), adorava o rei da lambada Beto Barbosa cantando "Adocica, meu amor, a minha vida...".
Fato é que o tempo passou, o gosto melhorou e muito, mas os novos ritmos continuaram a surgir incessantemente a cada Carnaval.
Eu não sei de onde eles vinham, mas eram um misto de índios amazônicos com uma versão pré-Carla Perez: Carrapicho. Quem não se lembra do "Tic-tic-tic-ta", hit que invadiu não só as rádios brasileiras, como também as europeias, levando as belezas do Brasil (lembram-se do vocalista?! hahahaha) ao mundo.
Não lembro se foi antes ou depois do Carrapicho, mas sei que houve uma fase em que a "onda" era... a "Dança de qualquer coisa": dança da manivela, dança do bambolê, dança da garrafa, dança da latinha, dança da bundinha... Era tanta coreografia, tanta coisa que tenho certeza que se alguém deve ter dançado a dança da garrafinha na bundinha (sem trocadalhos!)!
O Tchan acabou, a Cia. do pagode acabou, os outros sumiram.... e veio o funk! Aí, a baixaria tava instalada. Prefiro nem comentar!
Agora, em 2010, o que vai "quebrar tudo e fazer atæe aleijado tirar o pé do chão" é o "Rebolation". Entender o que é isto não requer nada. Basta ligar sua TV nos principais jornais (sim, aqueles que deveriam informar sobre o que acontece no Brasil e no mundo!), como Bom dia Brasil, Jornal da Globo, Jornal do SBT, e ver uma demonstração da nova dança, acompanhada da bela letra: "Rebolation, rebolation, rebolation, rebolation...".
E pra 2011?! Não quero nem saber o que vão inventar! Pediu pá pará, parô!
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Vamos abrir a roda
Pioneira na Axé Music, a soteropolitana Sarajane é uma daquelas “cantoras de uma música só”. Você pode não saber de quem estou falando, mas com certeza já ouviu, nem que seja de longe alguma coisa do tipo “Vamos abrir a roda, ‘enlarguecer’.../ tá ficando apertadinha... / por favor, abre a rodinha, meu amor...”.
Lançado em 1986, o hit A roda proporcionou à baiana uma série de aparições na TV, dezenas de pedidos nas rádios do Brasil e ainda lhe rendeu o título de melhor cantora de trio elétrico.
Quando ainda não existia Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, entre outras, Sara deu início ao que seria a Axé Music, ao lado de ícones do ritmo que duram até hoje, como Chiclete com banana, que no ano de lançamento da “rodinha”, vendia quase um milhão de cópias com seu álbum “Gritos de Carnaval”.
Bom, enquanto o chiclete continua arrebanhando milhares de “chicleteiros”, seja no Carnafacul ou no Carnaval baiano, Sarajane leva uma vida normal, cuidando de uma ONG voltada para crianças e artes. Dizem que está de volta e se apresenta desde 2008, todas as quartas, num bar em Salvador, mas isso eu já não sei...
Lançado em 1986, o hit A roda proporcionou à baiana uma série de aparições na TV, dezenas de pedidos nas rádios do Brasil e ainda lhe rendeu o título de melhor cantora de trio elétrico.
Quando ainda não existia Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, entre outras, Sara deu início ao que seria a Axé Music, ao lado de ícones do ritmo que duram até hoje, como Chiclete com banana, que no ano de lançamento da “rodinha”, vendia quase um milhão de cópias com seu álbum “Gritos de Carnaval”.
Bom, enquanto o chiclete continua arrebanhando milhares de “chicleteiros”, seja no Carnafacul ou no Carnaval baiano, Sarajane leva uma vida normal, cuidando de uma ONG voltada para crianças e artes. Dizem que está de volta e se apresenta desde 2008, todas as quartas, num bar em Salvador, mas isso eu já não sei...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Axé pra quem tem fé!
Não, pára o mundo que eu quero descer! O que está acontecendo aqui?
Eu não sou católica e sei que, como todas as religiões, esta tem que se atualizar, mas acho que tem um certo limite...
Tudo começou com o saudoso Padre Marcelo Rossi interpretando seu clássico Erguei as mãos e levando seus inúmeros fiéis a fazerem a famosa aeróbica do Senhor. Imitando os evangélicos, que já haviam apresentado o rock, o reggae e outros ritmos do Senhor, o padre criou fama, instaurando um novo movimento na Igreja católica, tornando-a pop. Depois disso, foram gravações com Claudia Leite, Belo, KLB, Ivete Sangalo, Xuxa e outros artistas populares.
Porém, acho que o padre pop, que tem site próprio, gravou CDs, lançou livros, cantou Como é grande o meu amor por você, mas não foi recebido pelo papa, não contava com a aparição de uma concorrente a sua altura: Jake.
Misto de Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Maria Bethânia e Padre Marcelo Rossi, ela não tem site - no máximo mantém um blog, em que assina como 'Jake guerreira do amor', não cantou com Xuxa, mas poderia muito bem ser a próxima Claudia Leite. Adepta do axé, a cantora católica, acompanhada por um grupo de dançarinas - as guerreiras do amor, puxa trio elétrico em Caruaru, se apresenta nos programas da Rede Vida e participa de celebrações como o Católica Fest, apresentando seu show 'Viva Cristo! A festa do axé católico'. Em todas as apresentações, seu maior sucesso... Pó para co pó
Eu não sou católica e sei que, como todas as religiões, esta tem que se atualizar, mas acho que tem um certo limite...
Tudo começou com o saudoso Padre Marcelo Rossi interpretando seu clássico Erguei as mãos e levando seus inúmeros fiéis a fazerem a famosa aeróbica do Senhor. Imitando os evangélicos, que já haviam apresentado o rock, o reggae e outros ritmos do Senhor, o padre criou fama, instaurando um novo movimento na Igreja católica, tornando-a pop. Depois disso, foram gravações com Claudia Leite, Belo, KLB, Ivete Sangalo, Xuxa e outros artistas populares.
Porém, acho que o padre pop, que tem site próprio, gravou CDs, lançou livros, cantou Como é grande o meu amor por você, mas não foi recebido pelo papa, não contava com a aparição de uma concorrente a sua altura: Jake.
Misto de Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Maria Bethânia e Padre Marcelo Rossi, ela não tem site - no máximo mantém um blog, em que assina como 'Jake guerreira do amor', não cantou com Xuxa, mas poderia muito bem ser a próxima Claudia Leite. Adepta do axé, a cantora católica, acompanhada por um grupo de dançarinas - as guerreiras do amor, puxa trio elétrico em Caruaru, se apresenta nos programas da Rede Vida e participa de celebrações como o Católica Fest, apresentando seu show 'Viva Cristo! A festa do axé católico'. Em todas as apresentações, seu maior sucesso... Pó para co pó
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