sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ah, o Carnaval....

Definitivamente, a criatividade baiana (ou nordestina?) é invejável e se supera a cada ano!

Todo ano, na época do Carnaval, surge um novo ritmo, uma nova dança, uma nova música (?)...

Lembro quando era pequena da primeira febre musical que presenciei: a lambada. Na época, sem o menor discernimento acerca do que era bom ou não (afinal, quem via Xuxa não podia ter muita noção de qualidade mesmo!), eu me divertia ouvindo o grupo Kaoma cantar "Chorando se foi quem um dia só me fez chorar" e, claro, o que eu mais queria era ter uma saia igual a da menina que dançava no clipe e sair rodopiando por aí. Apesar de grande fã do grupo Kaoma - do tipo que tinha até uma incrível caneta com uma estrela na ponta que tocava a música (só queria saber quem me deu isso!), adorava o rei da lambada Beto Barbosa cantando "Adocica, meu amor, a minha vida...".

Fato é que o tempo passou, o gosto melhorou e muito, mas os novos ritmos continuaram a surgir incessantemente a cada Carnaval.

Eu não sei de onde eles vinham, mas eram um misto de índios amazônicos com uma versão pré-Carla Perez: Carrapicho. Quem não se lembra do "Tic-tic-tic-ta", hit que invadiu não só as rádios brasileiras, como também as europeias, levando as belezas do Brasil (lembram-se do vocalista?! hahahaha) ao mundo.

Não lembro se foi antes ou depois do Carrapicho, mas sei que houve uma fase em que a "onda" era... a "Dança de qualquer coisa": dança da manivela, dança do bambolê, dança da garrafa, dança da latinha, dança da bundinha... Era tanta coreografia, tanta coisa que tenho certeza que se alguém deve ter dançado a dança da garrafinha na bundinha (sem trocadalhos!)!

O Tchan acabou, a Cia. do pagode acabou, os outros sumiram.... e veio o funk! Aí, a baixaria tava instalada. Prefiro nem comentar!

Agora, em 2010, o que vai "quebrar tudo e fazer atæe aleijado tirar o pé do chão" é o "Rebolation". Entender o que é isto não requer nada. Basta ligar sua TV nos principais jornais (sim, aqueles que deveriam informar sobre o que acontece no Brasil e no mundo!), como Bom dia Brasil, Jornal da Globo, Jornal do SBT, e ver uma demonstração da nova dança, acompanhada da bela letra: "Rebolation, rebolation, rebolation, rebolation...".

E pra 2011?! Não quero nem saber o que vão inventar! Pediu pá pará, parô!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os óio se enche d'água e até a vista se atrapaia...

Num país em que as rádios são dominadas pelo sertanejo brega de Zezé e família, Leonardo, Daniel, Vitor e Léo, César Menotti e Fabiano, e outros que se multimplicam como gremlins, Pena Branca permaneceu firme em suas raízes caipira, desde o início com Xavantinho até o fim.

Hoje, Pena Branca faleceu e pôs fim a mais uma das poucas duplas que ainda colocavam um pouco de música caipira de verdade na TV (ainda que fosse apenas no programa Viola, Minha Viola, da TV Cultura).

Pena Branca e Xavantinho tiveram sua carreira marcada pela interpretação da linda canção folclórica "Cuitelinho", que também foi cantada por artistas como Milton Nascimento, Nara Leão, Almir Sater, entre outros, e que, como diz a letra, faz o coração bater uma e falhar outra, e os olhos se enchem d'água...




Cuitelinho

Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Ai, quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Accelerate, accelerate, accelerate my heart...

Eu fiz 4 anos de faculdade de tradução, já traduzi bastante coisa, fiz inglês desde os 11 anos, alemão, francês, mas até agora não descobri que idioma o Chorão e a Joelma falam.

Tudo bem que ela é a rainha do Calypso paraense, o marido dela o rei da guitarra, e o Chorão o rei do skate (?) e de Santos, mas eu não entendo uma palavra do que eles dizem!

Alguém saberia me dizer o que Chorão canta a partir de 1:09 desse vídeo?



E a querida Joelma a partir de 1:20 desse vídeo (que merecia um post só pra ele)?



Como se não bastasse tudo isso, Joelma agora canta em inglês seu já clássico "Acelerou", ou melhor "Accelerate":



Por favor, alguém poderia pagar a Cultura Inglesa ou outra coisa dessas pra ela?!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Aumenta o reggae aí, Malluca!

E depois das maravilhosas "J1" e "Tchubaruba"...



Papapapapaaaa.....



Tchubaruba...

Mallu Magalhães volta e, talvez influenciada por seu namorado, grava um reggae bem verão, com uma pitadinha de ska que poderiam fazer todos os reggaeiros de plantão e aqueles que já se foram arrancarem seus dreads e queimarem tudo até a última ponta literalmente!



Aumenta o reggae aí, Malluca Magalhães!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Lisos, crespos, balaiagem, guanidina, alisabel, chapinha....

Qualquer pessoa que tenha cabelo sofre! Quem tem crespo quer liso; quem tem liso quer crespo, de acordo com a moda...

Mas, com certeza, quem tem cabelo crespo sabe mesmo o que é sofrer!

Você quer deixar seu cabelo crespo, natural, cachos soltos, então lava, passa um leave-in caríssimo, faz mil coisas, mas saiu no vento: "Puff!", o black power se forma de uma maneira incrível!

Você quer prender, fazer um rabo-de-cavalo, puxa tudo pra trás, de repente: "Puff", os fios de cabelos da frente - que sempre são mais curtos - começam a levantar e você fica mais parecendo o Einstein! Sem falar que, dependendo do tamanho - na verdade, se o cabeloo for curto -, você não terá um rabo-de-cavalo, mas um pom-pom, no máximo um rabinho de urso...

Aí, você tem a brilhante ideia de fazer escova, com chapinha depois...

Tá tudo lindo... Se for num dia de sol, sem umidade, se não respingar vapor do chuveiro no seu cabelo... Se tudo isso acontecer, lá estão os antepassados levantando e mostrando que o crespo, assim como as baratas, sempre sobrevive!

A escova normal não basta, o negócio é a escova progressiva.

Antigamente, alisava-se o cabelo com henê, Alisabel, Wellachic e outros alisantes, mas o resultado sempre era o mesmo: nada ou, no máximo, um cabelo táo esticado que mais parecia que você tinha colocado o cabelo debaixo de um rolo compressor! Isso sem falar na técnica de alisar com o ferro de passar roupa ou passando óleo de amêndoas - um luxo! - Tudo melado ou queimado!

Com a tecnologia, depois da japonesa, da baiana, da de chocolate, da egípcia... o negócio agora é a progressiva. O trabalho é o mesmo: umas sete horas de cabeleireiro, uns 300 reais gastos e a promessa de um cabelo liso e sedoso por pelo menos três meses, sem medo de chuva, vento, mormaço, sol, umidade, nada!

Bom, já que não fazem mais sentido os versos de "Respeitem meus cabelos brancos" (estão fora de moda), de Chico César, que dizem:

Se eu quero pixaim, deixa
Se eu quero enrolar, deixa
Se eu quero colorir, deixa
Se eu quero assanhar, deixa
Deixa, deixa a madeixa balançar


O jeito é se render a João do Morro e sua "Balaiagem":

As meninas estão correndo com medo da tempestade!




P.S.: Sim, já passei por muitas das situações e muitos dos produtos citados! hahahaha...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Groove! Groove! Groove!

1974 - Versão "Soul" (Confesso que acho a tiazinha bem estilosa):


Minnie Riperton


2009 - Versão "Reggae" (Groove! Groove! Groove!):


3 na Massa e Marina de La Riva