sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sem essa de beber leite no copo!

Pediatras recomendam que crianças usem chupetas e mamadeiras, em média, até os dois anos de idade.

Comigo, não foi diferente: logo cedo, abandonei a chupeta, mas a mamadeira... Bom, a mamadeira foi um "pouco" depois.

Como toda criança anêmica, eu não gostava de comer, e a única forma de me manter alimentada era tomando mamadeira.

Minha avó caprichava no preparo, o que fazia com que uma mamadeira valesse por... uma feijoada, talvez! Era leite, Nescau, Mucilon (proibido pelo pediatra), ovo de pata, Biotônico fontoura... tudo, menos açúcar, claro! Isso evoluía, em outros momentos, para coca-cola, chá...

A primeira tentativa de me fazerem parar de tomar mamadeira foi na base da chantagem: "a gente compra um copo legal - o que significava dizer um copo em formato de bonequinho, com chapéu, sapatinho e canudinho - e te dá um 'Meu Primeiro Gradiente' (meu sonho de presente na época). Foi em vão: usei o copo umas duas vezes e não ganhei o gravador!

Na terceira série, minha melhor amiga era a Juliana. Como morávamos perto e voltávamos de perua pra casa juntas, vez por outra dormíamos uma na casa da outra. Resultado: vovó preparava duas mamadeiras - uma pra ela e outra pra mim. Isso mesmo!

Minha primeira viagem para fora do Brasil foi aos nove anos. Destino: Disneyworld! Todos continuavam tentando me fazer parar com a mamadeira e, nos Estados Unidos, realmente, ninguém precisaria se preocupar com a minha alimentação, pois McDonald's era uma coisa que eu comia (pelo menos meio cheeseburger!). Mas não foi bem o que aconteceu. O sabor era muito diferente, e eu, que sou simplesmente um luxo, ia morrer de fome em terras americanas.

Porém não falávmos inglês, mas, graças a nossa guia Ivana, fomos ao K-Mart e lá minha mãe comprou algo que, segundo a tal da Ivana, era leite em pó. Chegando ao hotel, lá foi a Dona Mirian preparar o "leitinho"... Ops! Não era leite em pó, era massa de bolo. "Valeu Ivana, sem palavras! Depois me passa o telefone da sua escola de inglês."


Não lembro ao certo quando eu tomei a difícil decisão: "Não vou tomar mais mamadeira." Estava tudo certo, a partir de então, eu só tomaria no copo, que àquela altura já não precisava mais ser com canudinho, bonezinho...

Surgiu mais uma viagem: Monte Verde. E, mais uma vez, o desespero tomou conta. Agora, com um agravante: o leite era "direto da vaquinha" e a "vaquinha da Potira" não toma leite com nata, não toma leite quente....

Apelamos para o plano B, com a colaboração da vovó e escondido da mamãe: eu levaria a mamadeira dentro do travesseiro e vovó levaria leite e nescau dentro da mala dela. Como ficaríamos em quartos separados, de manhã, eu tomaria o leitinho no quarto da vovó, escondida da mamãe.

Infelizmente, nosso plano foi por água abaixo nos primeiros momentos da viagem, quando minha mãe, preocupada com a minha insistência em carregar o travesseiro, resolveu "vistoriá-lo"! Já era!

Essas idas e vindas nesse caso de amor com a mamadeira durou por muitos anos...

Até que, aos 13 anos, já estava decidido que eu não iria mais tomar mamadeira. Óbvio que na segunda viagem à Disney, feita com essa mesma idade, tia Léa tratou de providenciar uma mamadeira chiquérrima no Free Shop pra que eu não corresse risco de morte por inanição. E ela foi usada algumas vezes durante a viagem.

Hoje, não tomo mais mamadeira (é claro!), mas confesso que era muito bom poder tomar meu leite, sem precisar levantar da cama, aproveitando mais um pouquinho do edredon quentinho e da cama macia... Ai, que preguiça!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Meus primeiros passos na bebida...

Nunca ouvi ninguém dizer que foi pra Oktoberfest (a de Blumenau mesmo, não da Alemanha) aos 10 anos, mas eu fui!



Enquanto todos os meus amiguinhos passavam o feriado do dia das crianças na casa de alguma vó no interior ou no Guarujá (a praia da moda na época), eu passei alguns dias andando com uma caneca de chopp pendurada no pescoço em uma festa, digamos... muito animada.

A primeira parada, antes de chegar ao destino tão esperado, eu acho que foi numa tal de Fenarreco... Pra mim, aquilo foi bem sem graça e me desanimava totalmente da viagem.

A animação começou quando o guia disse a palavra "chopp". Sim, finalmente iríamos para algum lugar beber! Iríamos pra Fenachopp, em Joinville!

Pronto! A festa ia começar e tenho que explicar por quê: viajávamos (não sei por quê, até hoje me pergunto) com parte da torcida da Portuguesa, o que equivale a dizer que 2/3 do nosso ônibus (sim, fomos de ônibus SP-Blumenau) era de torcedores que só pensavam em cerveja e futebol, óbvio.



As músicas entoadas no ônibus durante o trajeto eram um anúncio do que viria a ser aquilo, pois eram bem parecidas com as do estádio, lógico que devidamente adaptadas ao tema "cerveja". Lógico que eu, apesar da pouca idade, decorei uma pra cantar pros meus amiguinhos da escola: "Porra, caralho, vai se foder! Paulista que é paulista bebe chopp até morrer!".

Chegando a Joinville, o clima "alemão bêbado", que tomava conta da cidade, tomou conta de todos nós e foi ali que compramos nossas canecas pra pendurar no pescoço e nossos chapéus cheios de bottons que representavam Fritz, Fridas, bandeirinhas a Alemanha, do Brasil, canequinhas... Enfim, todos viramos Fritz e Fridas.

Nunca mais me esqueci dos primeiros versos da música que era tema da festa: "Joinville tem Fenachopp! Muita festa e diversão! Joinville tem Fritz e Frida! Muito chopp, de caminhão!". Lógico que tinha uma versão em alemão que eu não me lembro, apesar de ter decorado já que todos ganhamos a letra pra cantarmos juntos no salão. Mas o melhor ea a versão em português cantada pelos alemães: "...Muita fest und diverson... Tem Frrrritz und Frrrida... Muito chopp, de caminhon!".




Em Blumenau, a coisa mudou um pouco: festa grande, pra turista, alguns poucos alemães e muita, muita cerveja.

Além dos bêbados andando pela rua, completamente sem noção de nada, lembro que o que mais se via por ali era... vidrinhos de Epocler! Sim, após beberem chopp diretamente do barril ou numas coisas que pareciam pipetas de laboratório de química, as pessoas se enchiam de Epocler, Engov, Plasil...

Na Oktoberfest, tudo igual às outras festas: muito chopp, muita festa, muito chucrute com salsichão, muito einsbein, muito bêbado... Tudo igual se não fosse pelo alemão vestido de mexicano, com direito a sombrero e tudo! Nunca me esqueci daquela figura capaz de dormir em pé, sem se encostar, apenas se equilibrando no próprio eixo...

Mas e eu, com meus 10 anos nessa bagunça? Eu?! Mesmo não tendo colocado uma gota de cerveja na minha caneca (que na época foi usada só pra tomar coca, já que o leite era na mamadeira ainda - mas isso é pra outro post!), mesmo sendo uma chata que não comia nada além de batata, pra variar, me diverti muito vendo tanta gente bêbada caindo, cantando, dançando, passando mal, dormindo... e voltei de lá sabendo que Prost, não era o piloto de Fórmula 1.



Prost!

terça-feira, 27 de abril de 2010

A época dos porquês

1. Por que na Avenida Paulista, mesmo que não chova há meses e que faça um calor senegalês há dias, sempre há poças de água nas calçadas?

2. Por que quando fechados, os restaurantes colocam as cadeiras em cima das mesas?

3. De onde vem essa nova moda de usar "super" na frente de qualquer palavra? Por exemplo, "Eu super me interesso por isso", "Ele super adorou o seu presente", "Ela super tá a fim...".

4. Onde foram parar os chineses que vendiam Yakissoba na Paulista em 2004?



5. E onde foram parar os peruanos que tocavam música andina na Praça da República, onde estão?



6. Tubarão é peixe, logo só respira na água. Como o Tutubarão do desenho sobrevive fora dela e ainda tem fôlego pra cantar rock?



7. Onde foram parar as máquinas Polaroid?

8. Pra que o Pica Pau tem que usar luvas e o Pato Donald casaquinho, se os dois andam com a bunda de fora?

9.Por que todas as pessoas modernas e descoladas amam sushi e tem que se vestir de jeito estranho, tipo meia e sandália, com legging brilhante?

10. Papai Smurf é o pai de todos os Smurfs?

11. Onde foi parar Cid Guerreiro, o rei da Axé Music e compositor do clássico "Ilariê"?

12. Se o Pateta e o Pluto são cães, por que Pateta anda como a gente e Pluto em quatro patas?

13. Por que o Bob Esponja, uma esponja do mar, parece mais uma Scotch-Brite, uma esponja de lavar louça?

14. Alguém além da minha avó já criou algas marinhas pra emagrecer tomando o líquido em que elas viviam, ou conhece outra pessoa que tenha feito isso?

15. De onde surgiu a história de que beber xixi fazia bem para a saúde?

16. Por que eu gostava de ouvir o grupo Kaoma?

17. Por onde a Hello Kitty come, se não tem boca?

18. Quem é a mãe do Caverninha, filho do Capitão Caverna?

19. Por que algumas pessoas que mal falam portuuês insistem em enfiar palavras em outro idioma no meio da conversa, tipo: "Faz isso pra mim, please?!", "Ai, muito merci, viu?", "Ai, my God!".

20. Quando as pessoas vão parar de contar piadas idiotas sobre papagaio, Silvio Santos e Preta Gil?



Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?

sábado, 24 de abril de 2010

Se enamora...

Quando eu era pequena, se enamorar era assim:



Aí, eu cresci e, agora, se enamorar é assim:



É, parece que não mudou muita coisa...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Redundâncias irritantes

Quando você fica muito tempo sem fazer nada, quieta, inevitavelmente, começa a prestar atenção ao que os outros dizem e, óbvio, implicar com as mínimas coisas que dizem:


1. “Eu tenho um amigo meu…” - É óbvio que, se você tem um amigo, ele só pode ser seu! Não tem como dizer “Eu tenho um amigo dele…”.

2. “O resultado final que obtivemos…” - Resultado só pode ser final… Não tem como ter resultado, se você não tiver iniciado algo pra chegar ao final…

3. “O principal objetivo…” - Se é objetivo, só pode ser principal!

4. “A diferença está nos pequenos detalhes…” – Detalhes são pequenos, são pormenores, óbvio.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Teria Ricky Martin começado assim?

Depois da mini Lady Gaga...



Desculpe, Timmy! Quando crescer, você tem direito a matar a pessoa que te filmou,a que te deu a banana e a que te deu esse pijama...

terça-feira, 6 de abril de 2010